Estudo científico com envolvimento de Portugal identifica dois primeiros doentes com nova síndrome

20/01/2022 11:38:00

Estudo científico com envolvimento de Portugal identifica dois primeiros doentes com nova síndrome

Instituto Gulbenkian De Ciência, Ciência

Estudo científico com envolvimento de Portugal identifica dois primeiros doentes com nova síndrome

Cientistas descobriram que um menino de três anos e uma jovem de 16 anos, que em comum têm microcefalia (cérebro anormalmente pequeno) e perturbações do desenvolvimento intelectual, apresentam mutações em ambas as cópias do gene BUB1, que codifica uma proteína 'responsável pela monitorização de problemas na divisão celular'.

afirmou à Lusa a investigadora Raquel Oliveira, que lidera no IGC o laboratório da Dinâmica dos Cromossomas.Estudo pode"incentivar a comunidade médica a incluir" o gene BUB1"no diagnóstico de doenças raras"

em comunicadojustificou Raquel Oliveira.Contudo,"é neste momento que poderão surgir erros na divisão, que podem levar a danos nas moléculas de ADN que contêm a informação genética", os cromossomas,"ou a alterações do seu número". Tais erros estão associados a diversas doenças.

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Osto não é noticia! É copia!E mal copiada. Não foi em Portugal foram 10 estranjeiros e mais duas portuguesas só com a função de organizar documentos. E quem criou, organizou e lançou fundos monetários foi o European Molecular Biology na Áustria, nada de Portugal!

Estudo científico com envolvimento de Portugal identifica dois primeiros doentes com nova síndromeOs cientistas descobriram que um menino de três anos e uma jovem de 16 anos, que em comum têm microcefalia e perturbações do desenvolvimento intelectual, apresentam mutação do gene BUB1.

Portugal participa em estudo que identifica primeiros doentes com nova síndromePortugal participou num estudo científico que identificou os dois primeiros doentes com uma nova síndrome com origem em mutações genéticas que se pensava serem incompatíveis com a vida, mas que podem servir de marcadores de diagnóstico de doenças raras.

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e receba as informações em primeira mão.i ▲ A descoberta de um novo gene associado a microcefalia pode permitir diagnosticar as mutações de BUB1 mais facilmente Mario Tama/Getty Images ▲ A descoberta de um novo gene associado a microcefalia pode permitir diagnosticar as mutações de BUB1 mais facilmente Mario Tama/Getty Images Portugal participou num estudo científico que identificou os dois primeiros doentes com uma nova síndrome com origem em mutações genéticas que se pensava serem incompatíveis com a vida, mas que podem servir de marcadores de diagnóstico de doenças raras.Sara Carvalhal "estabeleceu colaborações com clínicos e geneticistas que trabalham em doenças raras onde se observam defeitos na cola dos cromossomas", a proteína coesina, que mantém os cromossomas juntos, para averiguar com casos humanos uma hipótese testada com moscas-da-fruta.Ambiente 19.

Subscrever "Esta foi uma descoberta muito surpreendente, pois acreditava-se que mutações que afetem a função de uma proteína tão essencial seriam incompatíveis com a vida", afirmou à Lusa a investigadora Raquel Oliveira, que lidera no IGC o laboratório da Dinâmica dos Cromossomas. Segundo a bioquímica, o trabalho mostra que nestes dois primeiros doentes identificados com estas"mutações agressivas", geradas em ambas as cópias do gene BUB1, que levam a"disrupções graves" na proteína BUB1, as mutações"não impediram o desenvolvimento do organismo", apesar de o rapaz e a rapariga terem deficiências: microcefalia, perturbações intelectuais e"outras anomalias clínicas características" de cada um. Os cientistas descobriram que um menino de três anos e uma jovem de 16 anos, que em comum têm microcefalia (cérebro anormalmente pequeno) e perturbações do desenvolvimento intelectual, apresentam mutações em ambas as cópias (herdadas do pai e da mãe) do gene BUB1, que codifica uma proteína “responsável pela monitorização de problemas na divisão celular”. O menino de três anos e a adolescente de 16 anos estavam a ser clinicamente acompanhados na Áustria e na Holanda. "Para nós, foi surpreendente quando descobrimos que era o [gene] BUB1 que estava mutado", disse à Lusa Sara Carvalhal. Estudo pode"incentivar a comunidade médica a incluir" o gene BUB1"no diagnóstico de doenças raras" Para Raquel Oliveira,"é possível que mais crianças, adolescentes ou mesmo adultos tenham esta mutação no seu genoma" e que o estudo possa"incentivar a comunidade médica a incluir" o gene BUB1"no diagnóstico de doenças raras". PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR Segundo a bioquímica, o trabalho mostra que nestes dois primeiros doentes identificados com estas “mutações agressivas” , geradas em ambas as cópias do gene BUB1, que levam a “disrupções graves” na proteína BUB1, as mutações “não impediram o desenvolvimento do organismo”, apesar de o rapaz e a rapariga terem deficiências: microcefalia, perturbações intelectuais e “outras anomalias clínicas características” de cada um. O IGC realça, em comunicado , que a maioria das doenças raras"continua muito pouco estudada" e é difícil de diagnosticar, advertindo que um diagnóstico errado ou ausente tem consequências no tratamento, prognóstico e acompanhamento do doente. Para perceberem se a poluição química tinha ultrapassado a barreira segura para a humanidade, os investigadores tiveram em conta alguns parâmetros, incluindo a taxa de produção de produtos químicos, que dizem estar a aumentar rapidamente, e a sua libertação para o ambiente, mas também a extração de combustíveis fósseis para produzi-los.

"O facto de termos descoberto um novo gene associado a microcefalia e a descrição das características clínicas adicionais das pessoas com mutações neste gene permitirão que a comunidade médica possa fazer o diagnóstico de novos pacientes com mutações no BUB1 mais facilmente", justificou Raquel Oliveira. Para Raquel Oliveira, “é possível que mais crianças, adolescentes ou mesmo adultos tenham esta mutação no seu genoma” e que o estudo possa “incentivar a comunidade médica a incluir” o gene BUB1 “no diagnóstico de doenças raras”. De acordo com. O estudo, à semelhança de outros, sugere que o cérebro em desenvolvimento"é muito suscetível a problemas que ocorrem durante a mitose", o processo de divisão celular. O IGC explica que quando as células se dividem"é essencial que a informação genética seja equitativamente distribuída pelas novas células". “O facto de termos descoberto um novo gene associado a microcefalia e a descrição das características clínicas adicionais das pessoas com mutações neste gene permitirão que a comunidade médica possa fazer o diagnóstico de novos pacientes com mutações no BUB1 mais facilmente”, justificou Raquel Oliveira. Contudo,"é neste momento que poderão surgir erros na divisão, que podem levar a danos nas moléculas de ADN que contêm a informação genética", os cromossomas,"ou a alterações do seu número". Tais erros estão associados a diversas doenças. O IGC explica que quando as células se dividem “é essencial que a informação genética seja equitativamente distribuída pelas novas células”. Para reverter este problema, os autores do estudo apontam para a importância de ser realizada uma regulamentação mais forte e definir-se um limite fixo para a produção e libertação de produtos químicos para atmosfera.

Sara Carvalhal, primeira autora do estudo e ex-investigadora do IGC, mudou-se para o Centro Biomédico do Algarve para criar o seu próprio laboratório, onde se debruça sobre como os defeitos na mitose afetam as doenças raras. Quando ainda trabalhava no laboratório do IGC dirigido por Raquel Oliveira, cujo foco é perceber"os aspetos fundamentais da divisão celular e os mecanismos que asseguram a fidelidade deste processo", Sara Carvalhal"estabeleceu colaborações com clínicos e geneticistas que trabalham em doenças raras onde se observam defeitos na cola dos cromossomas", a proteína coesina, que mantém os cromossomas juntos, para averiguar com casos humanos uma hipótese testada com moscas-da-fruta. Tais erros estão associados a diversas doenças. Numa experiência com moscas-da-fruta, a investigadora descobriu que a"perda parcial de coesão" dos cromossomas"resulta em problemas inesperados" na divisão celular"que estão associados a movimentos erróneos dos cromossomas em vez de cromossomas 'descolados'". "Foi surpreendente quando descobrimos que era o [gene] BUB1 que estava mutado" Fruto das colaborações feitas com médicos e geneticistas estrangeiros, o IGC recebeu células de um dos doentes objeto do estudo hoje divulgado e cujos cromossomas"pareciam ter problemas na tal cola" que os mantém unidos. Quando ainda trabalhava no laboratório do IGC dirigido por Raquel Oliveira, cujo foco é perceber “os aspetos fundamentais da divisão celular e os mecanismos que asseguram a fidelidade deste processo”, Sara Carvalhal “estabeleceu colaborações com clínicos e geneticistas que trabalham em doenças raras onde se observam defeitos na cola dos cromossomas”, a proteína coesina, que mantém os cromossomas juntos, para averiguar com casos humanos uma hipótese testada com moscas-da-fruta. "Para nós, foi surpreendente quando descobrimos que era o [gene] BUB1 que estava mutado", disse à Lusa Sara Carvalhal. Para saber mais.

Os cientistas utilizaram tecnologias de sequenciação do genoma para identificar as mutações no gene BUB1 nos dois doentes e usaram células de ambos, obtidas por biópsia de pele para fins de investigação, para perceber o comportamento celular durante a mitose. Fruto das colaborações feitas com médicos e geneticistas estrangeiros, o IGC recebeu células de um dos doentes objeto do estudo na quarta-feira divulgado e cujos cromossomas “pareciam ter problemas na tal cola” que os mantém unidos. "Termos acesso a amostras destes pacientes foi fundamental para descobrir como as mutações neste gene originam erros na mitose, no contexto desta síndrome", assinalou a investigadora portuguesa, que, já no seu laboratório no Algarve, realizou algumas das experiências para o estudo agora publicado. De acordo com Sara Carvalhal, a descoberta feita contribui para"uma melhor compreensão das diferenças entre portadores desta síndrome e de outras já descritas que clinicamente têm alguma similaridade com o observado nestes casos", como a síndrome de aneuploidia variegada em mosaico, as coesinopatias e a microcefalia primária. Os cientistas utilizaram tecnologias de sequenciação do genoma para identificar as mutações no gene BUB1 nos dois doentes e usaram células de ambos, obtidas por biópsia de pele para fins de investigação, para perceber o comportamento celular durante a mitose. Uma"caracterização mais profunda desta nova síndrome", ainda sem nome devido aos poucos casos identificados, apenas dois no estudo publicado, exigirá um maior número de doentes, mas também o acompanhamento dos dois casos já identificados para verificar, nomeadamente, se as mutações em ambas as cópias do gene BUB1 estão ligadas"a uma maior probabilidade de desenvolvimento de cancro". Segundo a investigadora Raquel Oliveira, alterações numa das cópias do gene BUB1 estão ligadas ao aparecimento de cancro. De acordo com Sara Carvalhal, a descoberta feita contribui para “uma melhor compreensão das diferenças entre portadores desta síndrome e de outras já descritas que clinicamente têm alguma similaridade com o observado nestes casos”, como a síndrome de aneuploidia variegada em mosaico, as coesinopatias e a microcefalia primária.

A"expressão reduzida" do BUB1 está associada a abortos espontâneos, adianta o Instituto Gulbenkian de Ciência em comunicado. Uma outra investigadora portuguesa, do IGC, Alexandra Jorge Tavares, que trabalha no laboratório liderado por Raquel Oliveira, também assina o artigo publicado na Science Advances. Segundo a investigadora Raquel Oliveira, alterações numa das cópias do gene BUB1 estão ligadas ao aparecimento de cancro. Partilhar .