Ano de 2021 foi “o mais anti-semita da última década”

Direitos humanos: Ano de 2021 foi “o mais anti-semita da última década”

Direitos Humanos, Judeus

27/01/2022 16:12:00

Direitos humanos: Ano de 2021 foi “o mais anti-semita da última década”

Relatório de duas organizações judaicas fazem aviso no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto . Na ONU , Guterres lamenta aumento da “forma mais antiga de ódio e preconceito” no mundo.

GEORGI LICOVSKI/EPAO aumento de ataques contra judeus em todo o mundo fez de 2021 “o ano mais anti-semita da última década”, com mais de dez incidentes em média por dia, disseram a Organização Sionista Mundial e a Agência Judaica. “Mas ao mesmo tempo, foi um ano em que nenhum judeu foi assassinado por motivos anti-semitas em nenhum lugar do mundo.”

O relatório foi divulgado no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, quando se assinala o aniversário (de 77 anos) da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polónia ocupada pelos nazis, pelo Exército Vermelho.

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2021 foi o ano ″mais antissemita da última década″ , dizem organismos judaicosAssinalam-se esta quinta-feira os 77 anos da libertação dos campos de extermínio de Auschwitz -Birkenau, na Polónia, pelo Exército Vermelho. Mais de seis milhões de judeus, cidadãos de etnia cigana e prisioneiros políticos foram assassinados, de forma sistemática, pelo regime nazi no poder na Alemanha entre 1933 e 1945.

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Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto assinalado em Skopje, Macedónia do Norte GEORGI LICOVSKI/EPA O aumento de ataques contra judeus em todo o mundo fez de 2021 “o ano mais anti-semita da última década”, com mais de dez incidentes em média por dia, disseram a Organização Sionista Mundial e a Agência Judaica. “Mas ao mesmo tempo, foi um ano em que nenhum judeu foi assassinado por motivos anti-semitas em nenhum lugar do mundo.” O relatório foi divulgado no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, quando se assinala o aniversário (de 77 anos) da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polónia ocupada pelos nazis, pelo Exército Vermelho. O relatório das duas organizações, ambas com sede em Israel, diz que os principais ataques foram de vandalismo, destruição e profanação de monumentos, e ainda a propaganda anti-semita divulgada através das redes sociais. Houve ainda ataques a pessoas com violência física e verbal, que representaram menos de um terço dos incidentes em 2021, segundo o relatório, que se congratula com o facto de não ter havido mortes por anti-semitismo. O relatório nota também o uso, por manifestantes contra as medidas de confinamento para prevenir a covid-19, de símbolos do Holocausto como a estrela amarela que os nazis obrigaram os judeus a usar, muitas vezes acompanhada da palavra “não vacinado” – uma “trivialização do Holocausto”. Muitos países europeus levantaram os confinamentos, o que fez com que o anti-semitismo que, no ano anterior, se concentrou sobretudo online , “voltasse à ao espaço público de novo”. Também se espalharam teorias da conspiração que culpam os judeus por espalhar a pandemia para controlar o mundo, para ganho económico, ou outras razões, lamenta o relatório. As duas organizações dizem ainda que o foi outros dos factores por trás de ataques online a judeus na Europa e na América do Norte. A Europa é o continente em que mais se registam actos anti-semitas, com cerca de 50% dos casos. Num inquérito divulgado pela Universidade Hebraica de Jerusalém sobre as percepções do anti-semitismo na Europa, uma maioria de israelitas (53%) espera que os judeus enfrentem ainda mais hostilidade na Europa no futuro. Os inquiridos apontaram ainda França (39%) e Polónia (33%) como os países mais problemáticos para os judeus na Europa, e a Alemanha num distante terceiro lugar (15%). Marcando o dia em Nova Iorque, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou o aumento do anti-semitismo, “a forma mais antiga de ódio e preconceito”, no mundo. Homenageou os 6 milhões de judeus que morreram no Holocausto e lembrou ainda as vítimas sinti e roma e “as outras inúmeras vítimas de um horror sem precedentes de crueldade calculada”. “O Holocausto definiu as Nações Unidas”, disse. O próprio nome da organização “foi cunhado para descrever a aliança que lutava contra o regime nazi e aliados”. A ONU, disse ainda Guterres,​ deve “estar sempre na linha da frente da luta contra o anti-semitismo e todas as outras formas de intolerância religiosa e de racismo”.