Comissão de trabalhadores acusa RTP de “assédio moral”

Comissão de trabalhadores acusa RTP de “assédio moral”

04/12/2021 00:05:00

Comissão de trabalhadores acusa RTP de “assédio moral”

Em causa está a saída do jornalista Luís Vigário, que a comissão de trabalhadores diz ter apresentado a demissão depois de, numa reunião, uma diretora lhe ter dito “tu és recibo verde, não tens horário”. Em esclarecimento interno, a direção de informação adianta que o jornalista comunicou o desejo de “pôr fim ao seu contrato por pretender deixar o jornalismo e dedicar-se ao ‘entretenimento’”

JornalistaA Comissão de Trabalhadores (CT) acusa a RTP de assédio moral, denunciando que “na estação pública empurrou-se um trabalhador para o desespero até ao ponto de ele se ter despedido”.Em comunicado divulgado esta sexta-feira a propósito da saída do jornalista Luís Vigário, a CT considera estar em causa uma situação da “maior gravidade”, apontando o dedo à Direção de Informação (DI) e ao conselho de administração, ao qual adianta ter sido pedida uma reunião de emergência (esta quinta-feira), sem que a solicitação tenha sido atendida.

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Mafalda Ganhão Jornalista A Comissão de Trabalhadores (CT) acusa a RTP de assédio moral, denunciando que “na estação pública empurrou-se um trabalhador para o desespero até ao ponto de ele se ter despedido”. Em comunicado divulgado esta sexta-feira a propósito da saída do jornalista Luís Vigário, a CT considera estar em causa uma situação da “maior gravidade”, apontando o dedo à Direção de Informação (DI) e ao conselho de administração, ao qual adianta ter sido pedida uma reunião de emergência (esta quinta-feira), sem que a solicitação tenha sido atendida. Segundo explica a nota, Luís Vigário comunicou ao diretor de informação a intenção de se despedir após uma reunião onde lhe foi marcado um serviço fora do seu horário de trabalho. O jornalista chamou a atenção para o facto, ao que uma das diretoras presentes na reunião terá respondido “tu és recibo verde, não tens horário”, detalha a CT. É algo que a DI contesta. Num esclarecimento à redação a que o Expresso teve acesso, é dito que o jornalista comunicou o desejo de “pôr fim ao seu contrato por pretender deixar o jornalismo e dedicar-se ao ‘entretenimento’”, tendo enviado “um email a solicitar a rescisão antecipada do contrato que o ligava à RTP”. Quanto ao serviço atribuído e que implicaria trabalhar fora do seu horário, adianta o esclarecimento da DI que “os elementos da DI presentes acederam à recusa” e “comprometeram-se à consulta posterior do contrato de prestação de serviços para adequar as necessidades de trabalho às limitações contratuais”. É contudo especificado que “o contrato entretanto denunciado” inclui “de forma expressa que não há quaisquer limitações de horário”. Na sua nota, a CT diz ter enviado ao presidente do conselho de administração uma mensagem, “descrevendo o caso de assédio moral, tal como o conhecia, e referindo a decisão de o trabalhador se despedir”. O comunicado adianta que a resposta recebida não comenta “a existência do assédio”, sendo mencionando “que o trabalhador, de qualquer modo, já tinha decidido acompanhar a coordenadora do Sexta às 9 num outro projeto, de modo que a sua saída da RTP era uma decisão já tomada”. Segundo a CT, o conselho de administração fora alertado anteriormente “para o risco de que os membros da equipa do Sexta às 9 fossem submetidos a pressões ilegítimas”. Contactado pelo Expresso, o diretor de informação da RTP, António José Teixeira, não quis comentar, explicando tratar-se de uma questão “interna”. Uma outra situação que a CT diz arrastar-se é a que afeta os trabalhadores da empresa a recibos verdes. Após a integração de 270 pessoas, ao abrigo do PREVPAP, programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na administração pública, “o número de novos precários não para de crescer”, adianta Nelson Silva. “São quase 210”, acrescenta, sublinhando que em relação ao PREVPAP 130 trabalhadores estão à espera do parecer do secretário de Estado do Território.