Livre confiante que será 'a grande surpresa' numas eleições que 'não deviam estar a acontecer'

Livre confiante que será “a grande surpresa” numas eleições que “não deviam estar a acontecer”

28/01/2022 05:25:00

Livre confiante que será “a grande surpresa” numas eleições que “não deviam estar a acontecer”

O Livre não queria estas eleições. Mas é nelas que deposita a experiência de chegar a formar um grupo parlamentar.

Que a maré se vai levantarQue a liberdade está a passar por aquiÉ a letra mais curta de uma canção de Sérgio Godinho, editada no ano de nascimento de Rui Tavares — 1972. Mas não foram curtas as vezes que foi evocada na Festa de Encerramento do Livre, em Lisboa. Uma festa que ainda terá esta sexta-feira o seu epílogo. O Livre tem agendadas ações de campanha, para espalhar a palavra de que todos os votos à esquerda contam. Cada voto no Livre ainda mais.

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isso levem-no ao colo... Sim e a surpresa vai sêr o fim do tacho para ele e sua companheira Quando se lembram dias do Holocausto, lembrem-se que que esta gentalha tem fotos do adolfo como anjo da guarda. Uma abécula ridícula. Hás-de ter sorte. 🖕🏻🖕🏻🖕🏻🖕🏻

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Criptomoedas. CMVM está atenta, mas diz não ter competências legais “para supervisionar criptoativos que não sejam instrumentos financeiros”A CMVM diz que “tal como muitas das suas congéneres, a CMVM não dispõe de atribuições semelhantes, nem dispõe de competências legais para supervisionar criptoativos que não sejam instrumentos financeiros.”

Criptomoedas. CMVM está atenta, mas diz não ter competências legais “para supervisionar criptoativos que não sejam instrumentos financeiros”A CMVM diz que “tal como muitas das suas congéneres, a CMVM não dispõe de atribuições semelhantes, nem dispõe de competências legais para supervisionar criptoativos que não sejam instrumentos financeiros.”

Rui Tavares acredita em grupo parlamentar e diz que voto no Livre é ″um voto útil″O fundador do Livre acredita que o voto no seu partido é para 'impedir uma maioria de direita e um Rui Rio primeiro-ministro, como para levar à esquerda um sentido de compromisso'.

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Já votei, mas…A luta cidadã pela modificação do sistema eleitoral deve começar, de novo, logo após estas eleições.

28 jan 2022, 02:21 Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante. Na reta final da campanha eleitoral disponibilizamos gratuitamente todos os artigos das legislativas. Apoie a nossa missão tornando-se assinante. Aprende a nadar, companheiro Que a maré se vai levantar Que a maré se vai levantar Que a liberdade está a passar por aqui Que a liberdade está a passar por aqui Que a liberdade está a passar por aqui Maré alta Maré alta Maré alta É a letra mais curta de uma canção de Sérgio Godinho, editada no ano de nascimento de Rui Tavares — 1972. Mas não foram curtas as vezes que foi evocada na Festa de Encerramento do Livre, em Lisboa. Uma festa que ainda terá esta sexta-feira o seu epílogo. O Livre tem agendadas ações de campanha, para espalhar a palavra de que todos os votos à esquerda contam. Cada voto no Livre ainda mais. A canção de Sérgio Godinho serviu de mote para o partido fundado, há oito anos, por Rui Tavares não esconder o seu nome. A liberdade foi o mote. Aproveitado por todos os que discursaram no único comício que o Livre faz em toda a sua campanha — afinal estamos “em pandemia”, argumenta-se para mostrar a responsabilidade do partido. Pode alguém ser livre se outro alguém não é a corda dum outro nos dois punhos, nas mãos no pescoço, diz-me: Pode alguém ser quem não é? PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR Mais uma canção de Sérgio Godinho, cantada por Isabel Mendes Lopes, número dois por Lisboa, para voltar ao tema da liberdade. “Nenhum conceito está em disputa tão grande como o da liberdade”, reforçou Jorge Pinto, cabeça de lista do Livre pelo Porto, e que vê algumas sondagens a colocá-lo ao lado de Rui Tavares no Parlamento (o discurso de Jorge Pinto foi esta noite dos mais aplaudidos, tendo nele mostrado a convicção de que o Livre pode eleger mais do que um deputado — “para não deixarmos o desgraçado do Rui Tavares sozinho”). ▲ Jorge Pinto é cabeça de lista do Livre pelo Porto FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA Foi pela voz de quem concorre pelo Porto que se ouviu o lema da república — liberdade, igualdade e fraternidade. O Livre foi, aliás, fundado há oito anos em plenos dias 30 e 31 de janeiro, dias em que decorreu o Congresso Fundador no Porto, som o lema “fazer pontes”. Todos afinam pelo mesmo diapasão. Aqui as pontes constroem-se à esquerda, para derrotar a direita. E à direita vai-se distribuindo críticas, em particular ao Chega, mas também à Iniciativa Liberal. Não ficaram também livres de críticas os partidos que provocaram as eleições. Umas eleições que o Livre diz que não quis. “Não eram as eleições que nós queríamos”, realçou Paulo Muacho, cabeça de lista por Setúbal, que também foi à playlist para recordar a música de José Mário Branco: Eu vim de longe O que eu andei pra aqui chegar ▲ Paulo Muacho, cabeça de lista por Setúbal, lembrou a tentativa de exclusão do Livre dos debates FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA Nas palavras de Muacho, o Livre teve de andar muito para aqui chegar. “Tentaram excluir-nos, dos debates, e sucessivamente da nossa possibilidade de participação. Enfrentámos tudo isso juntos e conseguimos”, para “mostrar ao país o que é a esquerda verde europeia”. O Livre, disse, “foi a grande surpresa destas eleições”. Outro mote repetido por vários oradores que salientaram o que consideram ser a campanha de elevação — já em outras ações referida por Rui Tavares. E que esta noite foi corroborada por Safaa Dib, candidata também por Lisboa. “Foi uma campanha duríssima, com prazos intensos e apertados, pela imprevisibilidade e pelos obstáculos. Chegámos aqui mais fortes do que nunca, provámos seriedade e credibilidade perante o país”. “Fizemos deste momento uma oportunidade”, assegurou Joana Filipe, cabeça de lista por Aveiro que não poupou nas palavras: “O Livre não pediu estas eleições. O caminho teria seguramente sido outro. Como nós, também os portugueses não pediram estas eleições. Todos tínhamos, francamente, mais do que fazer”. Mas é nestas eleições que o Livre não pediu que o partido espera poder reforçar a sua presença no Parlamento. Para ficar. FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA “O que é que passou pela cabeça dos nossos políticos”. E com estas palavras Rui Tavares arrancou mais uma salva de palmas dos apoiantes, que respeitaram as regras da pandemia. O fundador do partido reforça: o que levou a “acrescentarem à crise pandémica, energética, ecológica, a crise política” que pode por “Portugal numa profunda crise do estado de direito”. Uma rajada contra o Chega e por arrasta aos restantes partidos de direita por poder haver um governo de direita “encostado à extrema-direita”. “A maioria de esquerda é a única maneira de ter a extrema-direita fora”. Esse é para Rui Tavares o caminho, já que também não quer que “fique tudo na mesma como a lesma”. E, para isso, “todos os votos na esquerda contam. Todos os votos no Livre contam”. O Livre, pelas sondagens, pode eleger um deputado, ter um grupo parlamentar ou ficar de fora do Parlamento. É isso que os seus dirigentes têm repetido e que dizem que vão repetir até não poderem. A liberdade passou pelo Auditório Camões; o Livre quer a esquerda a passar pela Assembleia da República. E vai já prometendo, mesmo antes de 30 de janeiro, trabalho. Trabalho na Assembleia para passar as suas ideias, vertidas no programa que Rui Tavares defendeu nos debates — “foi brilhante”, gritou-se na audiência — na saúde, na educação, no emprego, no ensino superior, na fiscalidade. Cada dia é um bico de obra Uma carga de trabalhos Canta Ana Moura, e cantou esta noite o grupo Luss Trio Livre na festa de encerramento. É também nessa música que se acrescenta: Faz-nos falta renovar Baterias, há razões de sobra Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga É dia de folga O dia de folga será só no sábado. O dia de reflexão. Depois, domingo, 30 de janeiro, é dia de ir às urnas. E, nas suas hostes, há já quem garanta: o Livre vai ser a “grande surpresa da noite eleitoral”.