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História, Rita Rato

Historiadores e museólogos contestam escolha de Rita Rato para direcção do Museu do Aljube

História: Historiadores e museólogos contestam escolha de Rita Rato para direcção do Museu do Aljube

08/07/2020 23:32:00

História : Historiadores e museólogos contestam escolha de Rita Rato para direcção do Museu do Aljube

Ex-deputada do PCP não terá um currículo adequado ao cargo nem cumpre os requisitos do perfil pedido pela própria EGEAC , argumentam. Júri do processo de selecção não incluiu qualquer membro independente.

A escolha foi anunciada na terça-feira pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), que gere os equipamentos culturais da Câmara de Lisboa, num comunicado que adianta que Rita Rato se destacou entre várias candidaturas “pelo projecto apresentado e pelo desempenho nas entrevistas realizadas com o júri”. Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, a militante do PCP substituirá o historiador Luís Farinha,

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que se reformou em Abril.A desadequação do currículo de Rita Rato aos principais requisitos solicitados pela EGEAC no processo de recrutamento e o eventual peso da sua militância no PCP na decisão final são alguns dos argumentos invocados pelos especialistas ouvidos pelo PÚBLICO e que também têm sido discutidos nas redes sociais.

Para a historiadoraIrene Pimentel, com várias obras publicadas sobre a PIDE, o que se sabe do currículo da ex-deputada não se adequa ao que era pedido para a direcção do Museu do Aljube: “Que eu saiba, não tem nenhuma experiência na área da museologia, não é historiadora, nem de história contemporânea nem de história cultural. Não é curadora, não é museóloga.”

Tal como já tinha escrito na sua página de Facebook, Irene Pimentel diz também ao PÚBLICO conhecer vários candidatos que estariam muito mais de acordo com o perfil divulgado pela EGEAC: “São excelentes historiadores de história contemporânea com experiência em museologia.”

No referido aviso de recrutamento, a EGEAC colocava em primeiro lugar três pontos mais específicos: “Formação superior adequada à função (preferencialmente na área de história política e cultural contemporânea); Experiência em funções similares (preferencialmente na área dos museus); Experiência em programação e produção de exposições”.

Irene Pimentel pergunta ainda, no Facebook, por que razão não há concurso público para museus camarários — “a escolha é por camaradagem?” Ao PÚBLICO, a historiadora assume entender que a filiação política de Rita Rato “é capaz de ter tido um papel importante”. “Há aspectos da geringonça que ainda se mantêm. E eu até era favor da geringonça, mas falta de transparência em concurso é que jamais. Esta pessoa não parece ter minimamente os pontos principais do perfil que eles próprios conotaram. Além disso, houve presos de vários partidos políticos [nas prisões da PIDE] e é preciso ter muito cuidado. Há o perigo de o [PCP] hegemonizar o património dessa memória. Sempre levantei muito essa questão.”

Antigo director estava no júriAo que o PÚBLICO apurou, a EGEAC (que não está obrigada a fazer concursos públicos) recebeu cerca de 60 candidaturas à direcção do Museu do Aljube. Seguiram-se duas fases de selecção que passaram por entrevistas aos concorrentes. O júri foi composto por

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Luís Farinha, o anterior director, e mais três chefias da EGEAC: Joana Gomes Cardoso (presidente), Manuel Bairrão Oleiro (assessor para a área do património e dos museus) e Joaquim René (director de recursos humanos).Segundo Joana Gomes Cardoso, “o processo de recrutamento contou com a participação activa do anterior director do Museu do Aljube” porque se “pretende uma continuidade do projecto desenvolvido nos últimos cinco anos”, entendendo-se embora necessário reforçar a área da comunicação e captar novos públicos. Em resposta enviada ao PÚBLICO por 

email, a presidente da EGEAC esclareceu que “a candidata seleccionada defendeu uma visão integrada para o museu, incluindo uma proposta de programação relacionada com temáticas de liberdades contemporâneas, como as questões de género ou a inclusão social”, destacando-se nessa abordagem na segunda ronda de entrevistas. Quanta à falta de currículo académico da nova directora, Joana Gomes Cardoso desvaloriza-a: “O Museu do Aljube conta com uma equipa com sólida formação académica e científica que continuará a apoiar a nova direcção, assim como o Conselho Consultivo do Museu, do qual fará parte Luís Farinha.” Refutando qualquer sugestão de esta ter sido uma escolha política, afirma ainda que a EGEAC “é uma instituição plural onde convivem as mais diversas correntes políticas”.

Contactado pelo PÚBLICO, o presidente do Conselho Internacional de Museus (ICOM Europa), Luís Raposo, diz não conhecer os outros candidatos, nem, em pormenor, o currículo de Rita Rato. Não acha mal “que os directores de museu tenham alguma notoriedade pública, como a ex-deputada do PCP, e não sejam apenas tecnocratas cinzentos que ninguém sabe que são”, mas admite que “é uma escolha controversa”, ainda que não considere obrigatória uma formação específica em museologia. O mais importante, defende, é o conhecimento da colecção e a capacidade de a fazer falar.

Já em relação ao processo, Raposo diz que lhe “parece mal que os júris de selecção de directores de museus públicos, ou de empresas e fundações com dinheiros públicos, sejam constituídos apenas ou sequer maioritariamente por ‘gente da casa'”. “Devem existir e ser maioritários membros independentes”, acrescenta.

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Lá se foi a meritocracia. Eu podia dar umas aulas de história a está senhora... já aprendeu o que são os gulag? Talvez seja por causa do busto ... Se fosse ex deputada do PSD ninguém dizia nada. Dois pesos duas medidas. TEM PEITO... Uma vergonha terceiro mundista Ela era boa para o museu Salazar. deve ser por causa da mamoplastia de aumento dos seios, pois é visível que agora estão maiores

Se fosse um homem a ser escolhido, será que contestariam? Também podia ser destacada para o Museu do Forte de Peniche e aproveitar para se entreter a fazer da cela do Cunhal um santuário com altar dando lugar e criando dois novos arcanjos, Kropotkin e Marx. Há muita forma de se entreter. Portugal permite!

Qual o espanto, depois do vergonhoso concurso feito pela EGEAC para Director do Teatro S. Luiz? Ironicamente, um dos finalistas é o actual Director Geral das Artes. A Rita é gira. Pronto , já disse o que meio Twitter acha. Acho ridículo politizar a escolha de um técnico, chamar isso de perseguição ao PCP é “música para boi dormir”

Para quem diz desconhecer a existência de Gulags na ex-Uniao Soviética... Não acho ela sabe de história aliás o pcp_pt é história Esgoto de país! As pessoas escolhem-se pela competência na área! Vão escolher um pedreiro para médico Nojo de país e nojo de pessoas que acham que tachos é que é bom! Campanha anti-PCP a todo o vapor.

Favores à merdina.

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