Gás natural e nuclear: uma postura ecuménica da UE

Gás natural e nuclear: uma postura ecuménica da UE

18/01/2022 03:56:00

Gás natural e nuclear: uma postura ecuménica da UE

Quando a Humanidade dominar a fusão nuclear teremos energia que não emite CO2, nem detritos radioativos, nem acidentes graves. Uma energia limpa em toda a fileira. Neste momento, a situação é de confiança na ciência.

5.6.poluenteEste tipo de argumento não colhe para a energia nuclear pois segundo alguns especialistas é a mais limpa e de produção contínua.Contudo, ficou intuído um sentimento de dimensão distorcido como ocorre com os mortos em acidentes de automóvel e aviação.

Perspectivas:” na opinião de um amigo conhecedor. Fissão – diz – é termo de importação brasileira.A competição entre a China e EUA neste domínio apresenta-se positiva.

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Ministro francês das Finanças considera obsoletas regras da divida pública da UEO ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, considerou este domingo \u0027obsoletas\u0027 as regras da União Europeia (UE) que regem a dívida pública e o défice orçamental dos Estados-membros.\r\n

Ministro francês das Finanças considera 'obsoletas' regras da divida pública da UEO ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, considerou este domingo 'obsoletas' as regras da União Europeia (UE) que regem a dívida pública e o défice orçamental dos Estados-membros.

. Ora, os lobbies das renováveis entendem que este alargamento desvia financiamentos e fundos comunitários para projectos no domínio da nuclear, ainda mais quando os pequenos reactores (SMR) estão a ganhar projecção na Europa e no Mundo. 5. A Alemanha, por seu lado, reconhece que não é maioritária na Europa na condenação do nuclear. Assume a posição por uma questão de “independência política”, nada dizendo, porém, sobre o gás natural. A coerência 6. As razões subjacentes à condenação da nuclear e do gás natural como energias “limpas”, nada têm de comum. O gás natural é de origem fóssil e, como tal, poluente lançando na atmosfera dióxido de carbono (CO2) e não se vislumbra no horizonte qualquer tecnologia que venha a resolver este efeito nocivo. A sua inclusão é um puro contra-senso em termos climáticos. Como as energias renováveis são intermitentes precisam de outras fontes de energia para colmatar as falhas de produção que são muitas. Em sua defesa, surgem os lóbis e governos, sobretudo o alemão, defensores do gás e das renováveis. Este tipo de argumento não colhe para a energia nuclear pois segundo alguns especialistas é a mais limpa e de produção contínua. A questão está na segurança, o problema dos detritos radioactivos e os acidentes nucleares e não a qualidade da energia produzida. Os avanços tecnológicos são significativos e, agora, com os SMR, o risco torna-se ainda mais reduzido. Ficou, contudo, o sentimento profundo nas pessoas associando as bombas sobre Hiroxima e Nagasáqui na Segunda Guerra mundial. Por outro lado, os três maiores acidentes nucleares foram dramáticos e, em especial, Chernobyl. Mas não houve acidentes por exemplo em França, o país que consome em termos relativos mais energia de origem nuclear (>70%). E ainda segundo indicadores da OMS para um período alargado incluindo Chernobyl, o número de mortes da nuclear é inferior ao de qualquer outra fonte de produção de energia. Contudo, ficou intuído um sentimento de dimensão distorcido como ocorre com os mortos em acidentes de automóvel e aviação. 7. Assim, a Comissão na sua atitude de equilibrar os interesses incluiu o gás natural indo em contraciclo ao que se pretende na transição climática: “descarbonizar as economias”. Pensamos que deveria ter havido tratamento diferenciado privilegiando a Investigação e a Ciência, fundamentais em termos de Futuro. Perspectivas A energia nuclear avança em duas direcções : Na produção segundo tecnologias de nova geração e SMR, na base da “fissão” nuclear, ou melhor, “ cisão ” na opinião de um amigo conhecedor. Fissão – diz – é termo de importação brasileira. E na Investigação da . A competição entre a China e EUA neste domínio apresenta-se positiva. Recentemente, a China deu um grande passo pois um dos seis reactores (EAST) experimentais, afectos à fusão nuclear, manteve o plasma durante mais de 17 minutos a temperaturas elevadíssimas. Para os cientistas, este avanço face ao anterior de três minutos é entusiasmante e uma boa referência. 9. Porquê a aposta na fusão nuclear? Quando a Humanidade dominar a fusão nuclear teremos energia que não emite dióxido de carbono (CO2), nem detritos radioactivos, nem acidentes graves. Uma energia limpa em toda a fileira. Neste momento, a situação é de confiança na ciência. A progressão é sustentada. Uma cooperação descomplexada entre os cientistas dos diferentes países, que há apesar de tudo, aceleraria os trabalhos experimentais. Com a fusão nuclear dominada, a solução do problema da produção de electricidade é uma certeza. E o problema da transição energética fica em grande parte resolvido, dispensando-se eventualmente a prazo as renováveis de hoje ou serão exploradas para fins muito específicos, com a nuclear a substituir a sua função na produção de hidrogénio verde. Com a tecnologia da fusão dominada e operacional atingiremos o grande objectivo: produzir energia eléctrica ilimitada e limpa. O autor escreve de acordo com a antiga ortografia.