Carlos Moedas. Tomou posse o novo 'principezinho' de Lisboa

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18/10/2021 23:51:00

Decorreu, ontem, ao final da tarde, a tomada de posse dos novos órgãos municipais de Lisboa. Entre estes, tomou posse o novo presidente da câmara, de seu nome Carlos Moedas. A cerimónia decorreu diante dos Paços do Concelho de Lisboa, estando presentes Cavaco Silva, Pinto Balsemão, Passos Coelho, Rui Moreira, Carlos Carreiras, Isaltino Morais, Santana Lopes, José Luis Martínez-Almeida (Alcalde de Madrid), Rui Rio, Francisco Rodrigues dos Santos, Mário Centeno, Luís Montenegro, Paulo Portas, Marques Mendes e outros. Todos eles sem máscara: no mínimo, uma mensagem política de que a pandemia foi ultrapassada.

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GOVERNAR PARA QUEM VOTOU NELE...SE NÃO,SUCUMBE.

Carlos Moedas toma posse como presidente da Câmara de LisboaFernando Medina renunciou ao cargo de vereador.

Carlos Moedas toma posse na Câmara de Lisboa com cinco grandes desafios no horizonte (com áudio)Governar sem maioria, distribuir responsabilidades por poucos vereadores, pôr em prática um programa eleitoral ambicioso, reverter a perda de população e conciliar conceitos de mobilidade são desafios que o novo presidente da Câmara de Lisboa enfrentará a partir de hoje e durante os próximos quatro

Carlos Moedas, o filho político de Passos que conquistou Lisboa pelo “rosto humano”Subiu a vida a pulso como Cavaco, pratica a “política de afectos” como Marcelo, mas foi com Passos que se tornou o “homem da troika”. Carlos Moedas toma posse esta segunda-feira como presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Moedas rejeita liderança do PSD e diz que a sua missão é LisboaCarlos Moedas, em entrevista ao diário espanhol ABC, afirma-se como 'o símbolo de uma nova forma de fazer política' e rejeita uma candidatura à liderança do PSD.

Rui Rio acredita que Moedas vai ter 'tarefa difícil' na Câmara de LisboaPresidente do PSD referiu ter tido 'uma conversa grande' com o novo presidente do executivo da capital, a quem deu 'alguns conselhos'.

Rio acredita que Moedas vai ter ″tarefa difícil″ na Câmara de LisboaO líder do PSD, Rui Rio, considerou, esta segunda-feira, que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, vai ter 'uma tarefa difícil' pela frente pelos menos 'nos primeiros tempos' de mandato, dado não ter maioria. Claro que não! Á noite só se ouve a coaxar... Disse_o no dia das eleições, a esquerda vai boicotar todo o seu trabalho.

PSD Decorreu, ontem, ao final da tarde, a tomada de posse dos novos órgãos municipais de Lisboa. Entre estes, tomou posse o novo presidente da câmara, de seu nome Carlos Moedas. A cerimónia decorreu diante dos Paços do Concelho de Lisboa, estando presentes Cavaco Silva, Pinto Balsemão, Passos Coelho, Rui Moreira, Carlos Carreiras, Isaltino Morais, Santana Lopes, José Luis Martínez-Almeida (Alcalde de Madrid), Rui Rio, Francisco Rodrigues dos Santos, Mário Centeno, Luís Montenegro, Paulo Portas, Marques Mendes e outros. Todos eles sem máscara: no mínimo, uma mensagem política de que a pandemia foi ultrapassada. Antes de discursar, Moedas foi chamado a palco para receber o colar que simboliza o poder executivo. Pelo caminho, cumprimenta Fernando Medina. De colar ao pescoço, e voltando à plateia, cumprimenta – por ordem de importância na coligação que o levou a celebrar esta cerimónia – Rio e Rodrigues dos Santos. Seguiu-se música para inspiração antes do discurso: João Leote interpreta a “Canção de Lisboa”. Rodrigues dos Santos, sentado na primeira fila, murmura a canção: afinal, tem motivos para cantar. Canção finda. Moedas começa: é tempo de uma nova “Canção de Lisboa” – a sua. Sob uma luz crepuscular, Moedas deu início ao discurso de tomada de posse da cidade da luz boa. Quase não olhou para o papel. O discurso, naturalmente, começou pelos agradecimentos e saudações protocolares, começando por Cavaco Silva e acabando nos trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa. Seguiu-se a primeira de inúmeras citações. Munido de Saint-Exupéry, o novo ‘principezinho’ de Lisboa começou por explicar a importâncias dos “rituais” na sua vida. Estes, por exemplo, existiam em Bruxelas, onde, explicou, pediu para colocar no corredor para o seu gabinete uma fotografia de cada antecessor seu: porque o “o cargo está sempre acima da pessoa” e porque “outros passaram pelo mesmo, tiveram os mesmos anseios e as mesmas angústias”. Daqui, viajou para o ritual agora vivenciado nos Paços do Concelho: de Aquilino Ribeiro a Fernando Medina, muitos foram aqueles que já marcaram presença em momentos como aquele. Importantes – embora “desvalorizados pela modernidade” – por serem “passagens de testemunhos”. Quais testemunhos? A “comunidade, os lisboetas, o espaço, o território e os seus recursos, e as regras”. Regras essas que levam, claro está, à “harmonia entre cidade espaço”. Afinal, para se poder “combater a tragédia dos comuns”, a “comunidade tem de estar sempre acima de todos”. E como se faz isso? Segundo o seu discurso, os “Novos Tempos” distinguem-se por os “políticos confiarem e envolverem mais os cidadãos” – a sua maior prioridade enquanto presidente da Câmara de Lisboa: “Fui criticado por usar a palavra pessoas em demasia, mas fi-lo por estar profundamente convicto de que a comunidade tem de estar no centro de tudo. Se os políticos confiarem mais e envolverem mais os cidadãos, serão surpreendidos pela capacidade da comunidade”. Além disso, Moedas prometeu reduzir os impostos municipais, tornando Lisboa uma “cidade fiscalmente amigável”, e afirmou que procuraria tornar Lisboa uma “fábrica de empresas” e o “centro mundial do mar”. Tal, contudo, não impedirá que “a cidade cuide dos lisboetas” (e, como que propositadamente, neste preciso momento, ouviam-se ambulâncias nos Paços do Concelho). Voltando à luz, Moedas considerou-a, agora citando Louis Brandeis, como “o melhor desinfetante”: “Pois só através da transparência podemos curar as nossas feridas” – feridas essas que serão precisas admitir para depois cicatrizar. Sem recorrer ao papel, Moedas continuou para tocar na ‘ferida mobilidade’: quer “reduzir preços, reduzir tempos, reduzir emissões, tornar o estacionamento mais acessível e redesenhar a rede de ciclovias”. Nota até, querer “aumentar a circulação de bicicletas: mas de forma mais segura e equilibrada”. No público, Fernando Medina deixava escapar um sorriso simpático. Moedas frisava ainda a já conhecida proposta de transportes gratuitos para “os mais velhos e mais novos”. Na cultura, apelou a que não houvesse “tribos ou fações”. Algo, aliás, que estendeu ao seu executivo: “Todos os que hoje tomaram posse têm direito a lutar pelas suas convicções: mas também exijo que se respeite a legitimidade do nosso executivo”.  Afirmou que “trabalhará de forma incansável para gerar consensos”, garantindo ser “preciso acabar com a política de fricção”. Ainda, espaço para a dignidade: no seu discurso, Moedas deixou um rasgado elogio a Fernando Medina e à maneira como este lhe passou a pasta: “Tão digna, tão democrática”. Através do seu antecessor fez  a ponte para os trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa, que paravam as suas vassouras para ouvir o seu novo edil. “Trabalhadores da Câmara, quero ouvir-vos. As melhores soluções vêm sempre de baixo para cima e não de cima para baixo. Trabalhamos para lisboetas, trabalhamos para Lisboa. Não serei um presidente de gabinete”. O ‘novo principezinho’ volta ao ritual para terminar onde começara. Notando ser o “fim de um ciclo” e o “início de outro”, evocando os antigos adversários, Moedas conclui: “Recai sobre nós, a partir de hoje, o espaço dos lisboetas. O poder local é mais pesado porque é mais próximo e muda a vida das pessoas todos os dias. Darei tudo como presidente”. E os vivas, claro: “Viva Lisboa, viva Portugal”. Corrida ao PSD De notar ainda que, tanto Rangel como Rio, ambos presentes na cerimónia, rejeitaram comentar a corrida à liderança do PSD. Ver Comentários