“Representações do Povo” é o olhar do artista sobre quem somos

“Representações do Povo” é o olhar do artista sobre quem somos

16/05/2021 23:45:00

“Representações do Povo” é o olhar do artista sobre quem somos

Como viram e retrataram o povo português artistas como Domingos Sequeira, Rafael Bordalo Pinheiro ou Graça Morais. Em “Representações do Povo”, no Museu do Neo-Realismo

JornalistaUma renovada exposição permanente, ou de longo curso, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, aposta numa radical ampliação do naipe cronológico do museu, que passa das décadas de 30 a 50 do século passado a abarcar os séculos XIX e XX, entre 1810/13 e 1996. O propósito de Raquel Henriques da Silva, responsável científica do museu, ao conceber uma exposição intitulada “Representações do Povo” não é o de fazer o historial desses dois séculos, mas o de eleger uma síntese de obras, autores e momentos significativos onde o corpo e o rosto do povo apareceram com rara intensidade na arte portuguesa, antes, durante e depois do neorrealismo, ampliando assim o conceito de uma arte do “Povo para o Povo”. Para tal reuniu um corpo de curadores que escolheu autores e obras, seis ao todo: Raquel Henriques da Silva para Jorge Pinheiro (n. 1931), Carlos Silveira para Domingos António de Sequeira (1768-1837), Pedro Bebiano Braga para Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), Laura Castro para Augusto Gomes (1910-1976), João B. Serra para Tereza de Arriaga (1915-2013) e Joana Baião para Graça Morais (n. 1948). O designer Francisco Providência concebeu um percurso muito simples, em U, para encontrarmos artistas, obras e documentos, numa organização simples e eficaz que permitirá também futuras transformações com outros nomes e obras.

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O percurso não obedece totalmente a uma cronologia, pois começa com a obra que deve ter funcionado como detonador, dando a Raquel Henriques da Silva a ideia para um ponto de partida: a pintura “Ao Povo Alentejano”, de Jorge Pinheiro. Os dramáticos acontecimentos de 1979 em São Cristóvão (Montemor-o-Novo), durante uma entrega de terras e gado aos antigos proprietários, no processo da liquidação da reforma agrária (que levou à morte pela GNR de dois trabalhadores, Casquinha e “Caravela”), notícia que apanhou o artista em Paris, indignaram o pintor, que logo decidiu que “tinha de fazer alguma coisa”. A resposta veio mais tarde e foi “Ao Povo Alentejano”, um jacente de sabor clássico que é o contrário de um panfleto, sendo mais do que um panfleto. O contrário, porque o

pathosparece desaparecer na simulada placidez horizontal de um corpo morto de rosto velado, numa total interiorização do drama; mais do que um panfleto porque ultrapassa o caso concreto, transformando as vítimas de uma brutalidade numa alegoria ao povo sofredor. O pintor trabalhou a partir de um modelo, o seu amigo Manuel Nunes de Almeida, fotografado por António Drumond, trabalhos que esta exposição desvenda em primeira mão, juntamente com outros documentos bem significativos, uma capa do “Diário de Lisboa” inquirindo “Quem dá ordens para matar?” e numerosas fotografias da época. O contraste entre a reportagem a quente e a distância crítica da pintura reforça ainda mais a perenidade da sua mensagem. headtopics.com

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