França, Eleições, Marine Le Pen, Emmanuel Macron, Internacional

França, Eleições

Macron e Le Pen com ensaio negativo no dia do cisma dos franceses

Macron e Le Pen com ensaio negativo no dia do cisma dos franceses

22/06/2021 00:18:00

Macron e Le Pen com ensaio negativo no dia do cisma dos franceses

A primeira volta das regionais surpreendeu pelo grau de alheamento dos cidadãos, entre os quais os votantes da extrema-direita. Partido do presidente é punido.

SubscreverPara o eurodeputado Yannick Jadot, dos Verdes, a abstenção traduz uma"espécie de cisma que se instala entre a classe política e os franceses", mas também uma"incompreensão incrível sobre o que são as coletividades".

Bacalhau à Braga é marca registada e passa a ter uma receita oficial Rio recusa que resolução do BES tenha sido fraude política, mas admite ″problemas″ Palhinha e uma possível saída: «Neste momento, só estou a pensar na Supertaça»

14330A taxa de abstenção foi de entre 60% e 70% em 14330 comunas, quando em 2015 apenas 555 municípios (em cerca de 35 mil) alcançaram participação tão baixa.Perante o dado de que a participação eleitoral não chegou aos 23%, número que se situou nos 16% na faixa etária 18-24, o governo francês atribuiu a"tremenda abstenção" à crise sanitária da covid-19 que impediu uma campanha eleitoral com campanha porta a porta e comícios."Ninguém pode abrir o champanhe", disse o porta-voz do governo Gabriel Attal. Numa sondagem realizada pelo Ifop no dia das eleições, as explicações dos eleitores, abstencionistas incluídos, foram outras.

Para 76%, a campanha eleitoral não interessou. Entre os que disseram que não iriam depositar o voto na urna, as razões mais apontadas foram as de que o voto não iria mudar nada na situação pessoal nem na situação da região. Refira-se que quem mais faltou às urnas foram os eleitores dos extremos, da esquerda da França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, à direita da União Nacional. headtopics.com

67,8%As sondagens apontavam para que seis em cada dez franceses ficassem em casa, mas a realidade foi ainda mais negativa. Dois em três eleitores passaram ao lado da primeira volta.A estratégia de Marine Le Pen em trazer os temas nacionais para a campanha não vingou e o partido recuou em toda a linha: na primeira volta das regionais de 2015, a então Frente Nacional chegara na frente em mais de 20 mil municípios, agora ficou-se pelos 6300 e um total nacional um pouco acima dos 19%.

Quando antes dizia que"a dinâmica das eleições regionais conduzirá às das eleições presidenciais", agora o argumentário é outro. Marine Le Pen lamentou o"desastre cívico" da abstenção, a qual dá"uma visão enganosa das forças políticas presentes". A presidente da União Nacional apelou para os seus apoiantes"desconfinarem as ideias" e votarem, porque"tudo é possível caso decidam fazê-lo".

O cientista político Pascal Perrineau é cético quanto à possibilidade de se dar uma inversão das tendências no próximo domingo."Não vemos muito bem porque é que as pessoas que não se deslocaram [às assembleias de voto] iriam fazer esta oferta" agora aos candidatos que"não conseguiram convencê-los na primeira volta", declarou à AFP.

O candidato Jean-Laurent Félizia, da coligação Verdes-PS-PC na região Provença-Alpes-Côte D'Azur, não quis desistir em favor do presidente atual, de centro-direita, mas acabou por ceder.© Nicolas TUCAT / AFP headtopics.com

Homem diz ter viajado no tempo até ao ano 5000 e mostra 'prova fotográfica' do apocalipse ″Tsunami″ nas marcações da vacina entupiu site Tóquio2020. Antoine Launay está nas meias finais em K1 Canoagem Slalom

O cenário mais promissor para a extrema-direita é a vitória na região Provença-Alpes-Côte d"Azur (PACA), onde o candidato Thierry Mariani obteve 36,3%, à frente do atual presidente da região e candidato de Os Republicanos-República em Marcha, Renaud Muselier. Mas na segunda-feira surgiram más notícias para Mariani: depois de o líder dos Verdes ter ameaçado o candidato Jean-Laurent Félizia de expulsão do partido,

, um braço-de-ferro que manteve durante horas contra a opinião das outras forças da lista (socialistas e comunistas). Ou seja, na PACA a esquerda reedita a frente republicana e irá votar no candidato do centro-direita.A pensar no Eliseu

Noutras regiões, a esquerda une-se numa lista para se apresentar na segunda volta. É o caso do Pays de la Loire, com a junção de ecologistas, insubmissos, socialistas e comunistas para tentarem vencer a republicana e atual presidente Christelle Morançais, e é também o de Île-de-France (que inclui Paris). Aqui a atual presidente, Valérie Pécresse, ex-republicana, não perdeu tempo a criticar a confederação de uma"esquerda que perdeu a bússola republicana", que"votou contra a carta do laicismo, contra a proibição dos burquinis e que impõe uma ecologia punitiva".

Xavier Bertrand foi um dos grandes vencedores da primeira volta.© FRANÇOIS LO PRESTI / AFP Consulte Mais informação: Diário de Notícias »

Regionais francesas: Direita adianta-se a Marine Le Pen e esmaga partido de MacronReunião Nacional, de Marine Le Pen , e República em Movimento, de Emmanuel Macron , tiveram um domingo aquém daquilo que esperavam. Republicanos lideram a nível nacional com grande vantagem.

Republicanos tiram palco a Le Pen e extrema-direita nas regionais francesasSete em 10 eleitores do partido da União Nacional não foram votar, algo que é inédito. A segunda volta acontece no dia 27 de junho e mantêm-se na corrida todas as listas que conseguirem mais de 10% dos votos.

Eleições regionais em França. Marine le Pen estagna e direita sobeNas eleições regionais e departamentais francesas deste domingo e do próximo (duas voltas), os franceses estão a revelar que estão muito cansados

Dois terços dos franceses não votaram em regionais que reforçam centro-direitaA abstenção a bater todos os recordes em França.

Dois terços dos franceses não votaram em regionais que reforçam centro-direitaEntre 66% e 68% dos franceses não foram às urnas para votar na primeira volta das eleições regionais e departamentais, numa disputa que foi favorável ao centro-direita, enfraqueceu a extrema-direita e mostrou as fraquezas do partido de Emmanuel Macron .