Vacinas Anti-Covid-19, Fizer-Biontech, Astrazeneca, Comissão Europeia

Vacinas Anti-Covid-19, Fizer-Biontech

Guerra das vacinas. Farmacêuticas escudadas na confidencialidade dos contratos

30/01/2021 00:10:00

Guerra das vacinas. Farmacêuticas escudadas na confidencialidade dos contratos

Por exemplo,os cidadãos europeus não foram informados do preço real de cada dose da vacina, o qual varia conforme a farmacêutica. A maioria dos Estados-membros decidiu inocular gratuitamente a respetiva população, o que parece engavetar perguntas.

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Nos contratos essa informação está oculta. A explicação da Comissão Europeia é simples. “Nesta fase, o preço específico por dose ainda está sujeito a obrigações de confidencialidade” conforme se lê na sua

.Outra possível controvérsia diz respeito aquem assume o pagamento de indemnizações às pessoas afetadas no caso de algo correr mal.Em ambos os contratos, com a AstraZeneca e com a CureVac, essa responsabilidade é assumida por cada Estado-membro headtopics.com

, conforme se lê, respetivamente, no artigo 14.1 e no artigo 1.23.3., nos quais as farmacêuticas e “todos os seus afiliados” e subcontratados, numa longa lista, deverão ser “considerados isentos” de quaisquer reivindicações, incluindo “morte, lesões físicas, emocionais ou mentais, doença, incapacidade”, perda de bens e rendimentos ou custos legais.

Supõem-se que estas condições se repliquem noutros contratos como, por exemplo, com a Pfizer-Biontech. Só que, ninguém sabe. Poderão ser ainda mais favoráveis às farmacêuticas.Indemnizações "inaceitáveis" às farmacêuticas

Algo que também se desconhece são as contrapartidas exigidas pelas farmacêuticasem caso de eventuais incumprimentos por parte da Comissão Europeia, de um Estado-membro ou outro Estado qualquer.Há pelo menos dois casos no mundo que permitem levantar o véu sobre isso, ambos referidos pelo semanário argentino de esquerda, Brecha.

Na Argentina, refereum artigo do Brecha publicado esta sexta-feira, o contrato com a Pfizer ficou bloqueado devido à questão das indemnizações, que os deputados argentinos queriam imputar à farmacêutica, condição que esta rejeitou. headtopics.com

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Entretanto, referem os articulistas, Jorge Rachid, um médico assessor do Governador da província de Buenos Aires revelou a uma rádio quea Pfizer exigia condições "inaceitáveis" de garantias de pagamento, "com bens inatingíveis, incluindo petróleo e glaciares"

.No Perú, já depois de ter garantido que qualquer controvérsia seria resolvida por arbitragem internacional, levando o executivo peruano a abdicar da sua imunidade soberana,a empresa norte-americana exigiu que o país, caso perdesse a disputa, a indemnizasse com ativos peruanos no exterior.

Entre estes, bens móveis do serviço diplomático, aviões militares ou objetos de museu, afirma o Brecha.A multiplicação das doses e as seringas especiaisO mesmo artigo analisa em profundidade a relação entre o fornecimento das doses da Pfizer e as seringas usadas para as ministrar.

Nos Estados Unidos descobriu-se que cada frasco de vacina dava não para cinco doses, como inicialmente referido, mas sim, para seis.Em resultado,a farmacêutica pôde informar os serviços europeus que, a partir de 18 de janeiro, "cada bandeja enviada passaria a conter 1.170 doses e não as 975, com uma redução em 20 por cento do número de frascos" headtopics.com

, conforme noticiou o jornal espanholEl Mundodia 25 de janeiro de 2021.Com essa alteração, a produção bruta da Pfizer prevista para este ano sobe de 1.300 a 2.000 milhões de doses, conforme comunicaram porta-vozes da empresa. Parece magia.

O problema é quea maioria das seringas não consegue extrair as tais seis doses. Apenas as chamadas de "baixo conteúdo morto" o conseguem fazer.Para se ter uma ideia, dos mais de 286 milhões de seringas que a empresa Becton Dickinson – o principal produtor de seringas do mundo – prometeu vender ao Governo dos Estados Unidos, somente 40 milhões são daquele tipo. São informações da própria empresa.

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"Para a Pfizer, a aprovação por parte da FDA [a agência dos EUA que autoriza a comercialização de medicamentos] da dose extra, significa que pode cumprir o seu contrato e receber dos Estados Unidos o pagamento na totalidade com quase menos sete milhões de frascos", referiu dia 22 de janeiro ao

The Washington Post, Sam Buffone, ex-assessor jurídico da divisão de fraudes civis do Departamento de Justiça."Contudo,muitas dessas sextas doses poderão acabar desperdiçadas porque os centros de vacinação não têm as ferramentas adequadas" para as extrair

, sublinhou.A sócia alemã da Pfizer, a Biontech, anunciou já este mês a produção e venda de 50 milhões de seringas especiais. Consulte Mais informação: RTPNotícias »

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