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EUA: Benjamin tem 14 anos e está a ajudar centenas de pessoas a serem vacinadas

Covid-19: EUA: Benjamin tem 14 anos e está a ajudar centenas de pessoas a serem vacinadas

01/03/2021 19:52:00

Covid-19 : EUA: Benjamin tem 14 anos e está a ajudar centenas de pessoas a serem vacinadas

Nos EUA, muitos não conseguem uma marcação para serem vacinados contra a covid-19 por falta de perícia informática. Mas, agora, contam com a ajuda de um grupo de voluntários, nascido a partir da iniciativa de um adolescente.

, Don Bolger, afirmou estar à espera que nas próximas semanas sejam disponibilizadas mais doses.No entanto, os problemas relacionados com lançamento da vacina não ficaram sem solução para Benjamin, que enfrenta uma longa espera até que ele próprio seja elegível para ser vacinado. E, por estes dias, o jovem é o melhor recurso que muitas das pessoas a quem ele já prestou auxílio poderiam ter encontrado.

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Pôr os conhecimentos ao serviço dos outrosTudo começou quando ajudou os próprios avós, a residirem na Florida, a encontrar uma consulta de vacinação. Para tal,o rapaz dedicou-se a aprender a navegar nos sistemas de registo de vacinas

. Depois, um jornalista que falou com a sua turma exortou os estudantes a assistir a um segmento noticioso local no qual Benjamin tomou conhecimento do grupo de Caçadores de Vacinas de Chicago. Foi nesse momento que Benjamin se apercebeu de que as suas novas capacidades de registo de vacinas poderiam ser colocadas ao serviço de outros. Por isso, começou a partilhar dicas no grupo. E, rapidamente, encontrou a sua caixa de mensagens do Facebook cheia de pedidos de ajuda de pessoas que diziam ser demasiado lentas ou tecnologicamente pouco qualificadas para se inscreverem sozinhas. headtopics.com

FotoMuitos idosos revelam poucos conhecimentos tecnológicos que os impede de concretizar um agendamento para serem vacinadosUnsplash/Adam NiesciorukPara acompanhar a procura, Benjamin criou um formulário Google através do qual as pessoas podem pedir assistência. A informação flui para uma folha de cálculo que agora é

acedida por cerca de 50 voluntários que Benjamin recrutoupara ajudar a garantir os compromissos.O projecto de Benjamin ofereceu um raio de esperança a Lisa Lorentzen, que pediu ajuda na semana passada, numa mensagem publicada no grupo do Facebook: “Sou uma doente de 70 anos de idade com problemas cardíacos, que perdeu o marido há dez meses, durante a [pandemia de] covid, em casa, e à procura de uma vacina!

Quero muito ver a minha família em Mineápolis”, escreveu.A septuagenária não vê a maioria dos seus parentes desde um encontro, cheio de cuidados, em Setembro. Sozinha e isolada, desde que o seu marido morreu, diz que quase desenhou um carreiro no chão da sua casa de andar de um lado para o outro. Por isso, o seu objectivo passa por ir à festa dos 50 anos da sua filha, no Arizona, esta Primavera. Mas, antes, ela precisa de ser vacinada.

Benjamin viu a publicação de Lisa Lorentzen no Facebook e conseguiu-lhe uma marcação numa Walmart. Mas um nevão fez com que a farmácia cancelasse. Por isso, Benjamin entrou novamente em acção para reservar um lugar para a mulher num hospital para a próxima semana. headtopics.com

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Em troca, ela deu-lhe alguns conselhos, dizendo a Benjamin que ele deveria delegar algumas responsabilidades de gestão aos seus colegas voluntários para que ele pudesse dirigir o projecto enquanto estava na escola. “Ele é um jovem incrível”

, disse Lisa Lorentzen numa entrevista. “Vou provavelmente vê-lo um dia num cartaz a concorrer para presidente, porque ele preocupa-se muito com as pessoas.”Após vários dias de marcações, Benjamin confessa ter aprendido alguns truques. Ele descobriu que não pode reservar vagas numa grande farmácia cuja plataforma não permite que as pessoas registem outras. As marcações de outra farmácia ficam preenchidas tão rapidamente que ele não consegue acompanhar o ritmo. Mas a maior dica de todas para conseguir um agendamento, considera Benjamin, é ser flexível.

As pessoas que estão dispostas a ir mais longe a qualquer hora do dia têm mais probabilidades de conseguir uma marcação.Benjamin estima que ele e o seu grupo de voluntários, conhecidos como Chicago Vaccine Angels (os Anjos da Vacinação de Chicago), já tenham

ajudado cerca de 370 pessoas, tendo ele próprio feito 119 dessas marcações.E, numa altura em que Benjamin se prepara para a transição da escola virtual para a presencial, na próxima semana, o ritmo não mostra sinais de abrandamento. Pelo contrário: a carga de trabalho está a intensificar-se. Os enfermeiros locais começaram a contactá-lo directamente para o alertar para o fornecimento extra de vacinas, relatou, e headtopics.com

espera coordenar um evento de vacinação em massa com um sistema de saúde local.É muito para fazer ao mesmo tempo que tem trabalhos de casa para entregar, mas Benjamin diz estar determinado a continuar, explicando haver demasiadas pessoas que não conseguem registar-se para a vacina sem ajuda. “O problema com a equidade é que se não se tiver quatro computadores abertos e velocidade de Internet loucamente rápida e não tiver conhecimentos tecnológicos... vai perder os agendamentos”, explica.

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