Covid-19: Infeção é mais severa em quem tem desequilíbrio da flora intestinal

26/06/2021 13:11:00

Covid-19: Infeção é mais severa em quem tem desequilíbrio da flora intestinal

Covid-19: Infeção é mais severa em quem tem desequilíbrio da flora intestinal

Uma investigação portuguesa em doentes com Covid-19 concluiu que a infeção é mais severa em pessoas que têm desequilíbrio da flora intestinal, fortalecendo a importância do microbiota no sistema imunitário.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora Conceição Calhau, da NOVA Medical School e da unidade de investigação CINTESIS, que coordenou este trabalho, explicou que a equipa concluiu “que a severidade [da infeção] sendo maior, a diversidade do microbiota intestinal era menor”.

“Há três tipos de desequilíbrio da flora intestinal: ou temos mais patogénicos, ou menos dos que são bons, ou então temos um terceiro, que é muito frequente, que é ter menos de tudo, portanto, menor diversidade”, disse a investigadora, explicando que a maior monotonia de bactérias se deve muitas vezes à “rotina de estilos de vida errados e que vão potenciando sempre as mesmas bactérias a estarem presentes”.

Consulte Mais informação:
Jornal Económico »

Covid-19 em Portugal: duas mortes e 1556 novos casos (novo máximo desde 19 de Fevereiro)Há 427 pessoas hospitalizadas em Portugal, menos dez do que no dia anterior. Dessas, 106 encontram-se nos cuidados intensivos, mais seis do que antes. É o que da ter os cafés cheios de atrasados mentais a ver a merda do futebol

Vacinação covid-19: estaremos na presença de uma proteção ampla?No período em que muito se discute a eficácia da vacina para as novas variantes do SARS-CoV-2, até que ponto as vacinas atuais podem proteger contra essas variantes do vírus? Nuno Vale, investigador na área da Farmacologia no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e professor na faculdade de Medicina da Universidade do Porto, reflete sobre a preocupação de as variantes de SARS-CoV-2 poderem reduzir a eficácia das vacinas atuais que foram desenvolvidas para proteger contra a estirpe do início da pandemia

Metade da população em Portugal Continental já recebeu uma dose de vacina contra a covid-19Metade dos residentes em Portugal Continental já tomou, pelo menos, uma dose de alguma vacina contra a covid-19. Esses já podem ir todos a Sevilha.

Covid-19: ASAE instaura 31 contraordenações e fecha dez espaços de diversão noturna em LisboaA Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou 31 processos de contraordenação e fechou dez espaços de diversão noturna na noite de sexta-feira, em Lisboa, durante uma operação de fiscalização das regras para combater a pandemia Tarde piaste. E o restaurante Lapo?

Provedoria de Justiça: Apoios Covid-19 lideram 3.368 processos de queixa abertos sobre proteção socialQueixas recebidas pela Provedoria de Justiça sobre os regimes de segurança social, o regime de proteção social convergente e os regimes especiais e complementares ascendeu a cerca de 5.497 no ano passado, tendo sido abertos 3368 processos de queixa.

Ministra admite “situação complexa” e pede aos portugueses “esforço suplementar” no combate à covid-19Mariana Vieira da Silva reconhece que o país se encontra numa situação epidemiológica 'mais grave', mas rejeita o 'descontrolo total' da pandemia e apela à adesão de todos à vacina contra a covid-19: 'Estamos numa luta contra o tempo entre vacinação e progressão da doença', frisa a ministra do Estado e da Presidência Exceção feita aos membros do govpt que podem ir a Sevilha, ver um jogo de futebol. O antoniocostapm, alguns membros do seu governo e o Exmo. SR. presidencia não sabem dar o exemplo... Apenas sabem pedir o esforço e sacrifício dos seus compatriotas. É por isto que eu... Deviamos todos de fazer o esforço de correr com vocês, desgoverno incompetente da merda!

Hospital de Santa Maria | Mário Cruz/Lusa Em declarações à agência Lusa, a investigadora Conceição Calhau, da NOVA Medical School e da unidade de investigação CINTESIS, que coordenou este trabalho, explicou que a equipa concluiu “que a severidade [da infeção] sendo maior, a diversidade do microbiota intestinal era menor”.Foto Nuno Ferreira Santos Portugal registou, nesta quarta-feira, mais duas mortes e 1556 novos casos de covid-19, um novo máximo desde 19 de Fevereiro.Nuno Vale Investigador em Farmacologia no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e professor da Faculdade de Medicina do Porto Nos três meses após a vacina COVID-19 da Janssen (Grupo Johnson & Johnson) ter recebido autorização da FDA (Food and Drug Admnistration) dos EUA, e de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, mais de dez milhões de americanos tinham recebido esta terapêutica.Há também mais de 30% da população com o esquema vacinal completo, avança um comunicado do Ministério da Saúde.

“Há três tipos de desequilíbrio da flora intestinal: ou temos mais patogénicos, ou menos dos que são bons, ou então temos um terceiro, que é muito frequente, que é ter menos de tudo, portanto, menor diversidade”, disse a investigadora, explicando que a maior monotonia de bactérias se deve muitas vezes à “rotina de estilos de vida errados e que vão potenciando sempre as mesmas bactérias a estarem presentes”. “As outras todas começam a ficar enfraquecidas se não tem substrato no fundo para viverem”, acrescentou.  A DGS dá ainda conta menos dez internamentos em relação ao último balanço, num total de 427 hospitalizações. Este estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Biocodex, é o primeiro realizado na Europa sobre o impacto da microbiota (conjunto de bactérias) intestinal na severidade da covid-19 e envolveu 115 portugueses com diagnóstico da doença em diversos hospitais de norte a sul do país.S, conhecida como vacina da Janssen, possui um vetor de adenovírus humano tipo 26 recombinante e foi autorizada a sua utilização com base em dados clínicos que mostraram forte eficácia clínica em pacientes sintomáticos nos EUA, América Latina e África do Sul. Decorreu entre abril e julho de 2020. Desde o início da pandemia, o país soma, no total, 869 879 casos confirmados e 17. “A transmissibilidade do vírus era enorme, mas os sintomas e a doença da covid, sobretudo nos quadros mais severos, eram uma percentagem menor e estávamos a falar de indivíduos com obesidade, com hipertensão e com diabetes.  Leia Também Já foram iniciados 216 inquéritos crime relacionados à vacinação contra a covid-19 "O país está, assim, cada vez mais perto de alcançar a meta definida de ter 70% da população vacinada, com pelo menos uma dose, durante o mês de agosto", é referido em comunicado.

(…).​.S contra o vírus SARS-CoV-2 original e as variantes mais preocupantes. De facto, aqueles que têm em comum uma alteração da flora intestinal”, explicou Conceição Calhau. Em declarações à Lusa nas vésperas do Dia Mundial da Microbiota, que se assinala no domingo, a especialista contou: “Nós temos percebido que estes seres que convivem connosco, principalmente esta parte da flora intestinal, as bactérias no intestino, têm um papel muito importante metabólico, ou seja, aquilo que são os nossos estilos de vida e a nossa alimentação vai alterando estes microrganismos de forma a associar-se depois à obesidade, à diabetes, às doenças cardiovasculares, ao cancro, etc”. Conceição Calhau lembra igualmente que o desequilíbrio da microbiota está muito associado a quadros inflamatórios e que, por isso, doenças como a diabetes ou a obesidade têm em comum “um processo de inflamação crónica de baixo grau”. Este pequeno grupo fazia parte de um estudo maior multicêntrico para avaliar a vacina em várias doses e diferentes esquemas de aplicação. “Sabe-se já que esta característica da microbiota, que é uma disbiose, um desequilíbrio, está fortemente associada a esta resposta inflamatória e, por outro lado, a própria capacidade do sistema imunitário de resposta é diferente porque as bactérias no nosso organismo vão estando em tudo o que é contacto com o meio exterior e o nosso organismo.

Estão em locais de barreira e o intestino é um deles”, afirmou. Sublinha ainda a importância destas bactérias para “apresentarem ao sistema imunitário aquilo que é a informação mais importante”.351 ou beta), no Reino Unido (B. “Vão apresentar ao organismo aquilo que efetivamente é bom, que não é bom, ou seja, o que é que do próprio, e o organismo sabe reconhecer, e aquilo que não é do próprio. E no que não é do próprio, aquilo que é ou não uma ameaça”, explicou a investigadora. Conceição Calhau insiste na importância deste equilíbrio: “O sistema imunitário vai-se desenvolvendo muito nesta sintonia com estes microrganismos”.7 ou alfa), Brasil (P.

Referindo-se às conclusões da investigação que coordenou, Conceição Calhau exemplificou: “Para uma diversidade inferior a 2.2, o risco de ter um quadro severo é 2,85 vezes maior. (…) De facto, se tenho microbiota com índice de diversidade menor significa que tenho muito maior risco para ter um desenvolvimento menos positivo da doença e, portanto, quadros mais severos”. Os dados recolhidos mostram “que as respostas de anticorpos neutralizantes induzidas por Ad26. Nos doentes envolvidos no estudo havia “uma impressão digital de microbiota”, afirmou a especialista, sublinhando: os que estavam internados “tinham muito mais bactérias, que utilizam mais as proteínas animais como substrato energético, e muito menos daquelas que utilizam as fibras e que são as que produzem compostos que são protetores para o organismo”. Disse ainda que não tem dúvidas de que com a pandemia as pessoas ficaram mais sensíveis relativamente a assuntos relacionados com a alimentação e os estilos de vida.

“Em termos científicos e médicos a microbiota intestinal é o assunto dos últimos 15 anos.1. Começou com a sua forte ligação à obesidade e já estamos na sua forte ligação às doenças mentais”, afirmou a investigadora, frisando: “Isto também vem reforçar que temos que cuidar destes microrganismos desde cedo”. .