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A máscara devia ser obrigatória na rua? Especialistas dividem-se

Coronavírus: A máscara devia ser obrigatória na rua? Especialistas dividem-se

13/07/2020 17:59:00

Coronavírus : A máscara devia ser obrigatória na rua? Especialistas dividem-se

Filipe Froes defende que devia ser obrigatório usar máscara na rua. Carlos Pais rejeita a medida como “imposição” generalizada, mas admite-a “em determinadas zonas” e “fases com taxas de transmissão muito elevadas”. Ricardo Mexia diz que, “como medi

e asdecisões tomadas nas regiões de alguns países, como Espanha, sobre a obrigatoriedade de máscara, mesmo no exterior,voltaram a levantar a interrogação.O pneumologista Filipe Froes é um dos especialistas que defende que devia ser obrigatório usar máscara, mesmo na rua. “Neste momento, em face das evidências que existem e da dificuldade que temos em controlar as cadeias de transmissão, tendo em conta a possibilidade de as pessoas assintomáticas poderem perpetuar a transmissão na comunidade, devemos adoptar todas as medidas para maximizar o controlo da situação e isso passa pela

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obrigatoriedade do uso de máscara em todas as situações”, diz ao PÚBLICO, referindo-se não só ao uso em espaços públicos e fechados, “mas em todo o lado, incluindo espaços públicos abertos, nomeadamente a rua”.

Já o coordenador da comissão de Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos da Luz Saúde e do Hospital Beatriz Ângelo, Carlos Palos, tem uma posição diferente, defendendo que não deve ser obrigatório: “

Tendencialmente, e sobre a utilização obrigatória em espaços públicos, a minha resposta é não. Poderá haver circunstânciasassociados à própria pessoa e à sua saúde, à densidade populacional e a taxas de transmissão em determinado sítio que podem

levar a uma decisão pontual diferente”.Para Carlos Palos, trata-se de “um assunto ainda um pouco controverso em alguns aspectos”. Porquê? “O que sabemos é que, seguramente, os modos de transmissão por via aérea são os mais importantes, as gotículas ou os aerossóis. Nos espaços fechados, é efectivamente importante a persistência das gotículas e aerossóis, que se estendem por vários metros. É importante a

utilização das máscaras. O momento das refeições é de particular vulnerabilidade. Nos transportes, com máscaras temos algum grau de protecção, se acreditarmos que os sistemas de ventilação estão a lançar ar limpo e não reciclado”, começa por explicar.

Quanto aos espaços abertos, continua o especialista, por um lado, “há uma circulação livre de ar, o que é bom, por outro, só numa proximidade de cerca de dois metros é que temos maior risco com as gotículas”. O que quer isto dizer, na prática? “Quando estamos num ambiente aberto, a não ser que haja alguém próximo de nós a tossir, a espirrar, não há um grande risco, porque há uma diluição do ar, a não ser que estejamos directamente na corrente de ar e sejamos bafejados pelo azar de a pessoa espirrar ou tossir e nós estarmos ali, mesmo que seja a alguma distância”, justifica o médico que considera, por isso, ser “difícil defender o uso permanente e generalizado de

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em ambientes abertos”.“Que permite reduzir o risco, permite”Carlos Palos admite, no entanto, que “poderá ser uma opção do próprio, se entender que está numa zona de grande aglomeração de pessoas onde a probabilidade de ser exposto é maior”.

O especialista identifica, porém, um problema no uso obrigatório de máscaras quer em espaços públicos, quer nos fechados: o tempo de utilização da máscara que tal imposição implicaria, que levaria também a um maior consumo de máscaras. “É um balanço de benefício-custo.

As máscaras só são protectorasquando não as usamos muito tempo, por exemplo no máximo seis horas, para não ficarem humedecidas”, justifica, sublinhando que, a partir de determinada altura, deixam de ser tão eficazes. Ainda assim, e mesmo que os benefícios reduzam, o especialista admite que

“mal também não faz”.Carlos Palos admite o uso obrigatório na rua, mas apenas em determinadas situações: “Depende de várias circunstâncias, de haver ou não muita gente, e depende da própria pessoa, se for imunodeprimida, por exemplo.

Poderá ser uma recomendação em alguns contextos. Como imposição permanente talvez não.Pode tomar-se uma decisão em determinadas zonas e em determinadas fases com taxas de transmissão muito elevadas”, diz.O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, tem uma opinião semelhante: “É uma questão complexa. Sabemos que a máscara ajuda a reduzir o risco,

pode ser uma solução interessante. Mas temos de ter em conta o contexto, se há baixa ou alta transmissão, etc.Agora, que permite reduzir o risco, permite, mesmo no contexto exterior”, nota o especialista, referindo que, “particularmente, nos contextos em que haja maior concentração ou proximidade de pessoas, o uso de máscara pode ser importante” e também “para pessoas que têm factores de saúde de risco”.

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Numa rua em Hong Kong? Sim. Uma rua na Arrentela? Não. Usar capacete na rua também reduz os riscos de contusões... Acho que devia ser obrigatório! A máscara é obrigatória ,sim para ser usada em vários locais, além das ruas. Lol . Quanto tempo vao continuar com esta palhaçada ? Não uso máscara na rua com ou sem lei . Aliás usar máscaras e luvas cria mais riscos de infeção do que nao usar. Além de ditam as pessoas sem sequer querem saber se podem pagar máscaras .

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