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Respostas do G20 à pandemia deixam a desejar - CartaCapital

Respostas do G20 à pandemia deixam a desejar.

24/11/2020 16:20:00

Respostas do G20 à pandemia deixam a desejar.

Em 2009, ações do G20 contra a crise foram coordenadas e arrojadas; em 2020, isso não ocorreu

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Terezinha da Conceição chorou e deu um breve abraço na cuidadora. Técnica de enfermagem que também recebeu a vacina deixa recado: 'É só com a vacina mesmo é que a gente vai lentamente conseguir vencer essa doença'.

As origens do G20 remontam à crise asiática de 1999, quando os países do G7, juntamente com outros países relevantes para a economia mundial naquele momento, começaram a se reunir a fim de lidar com as consequências de tal instabilidade. Na ocasião, os objetivos iniciais do grupo eram essencialmente comerciais e financeiros, com as reuniões ocorrendo entre os ministros de Economia e presidentes de Bancos Centrais de África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido e Turquia, juntamente com a União Europeia.

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Em 2008, face à crise financeira global, o G20 começou também a organizar reuniões de cúpula dos chefes de Estado e de governo dos países participantes.Naquela ocasião, o G20 foi uma importante iniciativa para lidar, de maneira multilateral, com a crise financeira, e a partir de então o grupo tem avançado, em maior ou menor medida, em discussões sobre outros temas também relevantes e interrelacionados da política internacional – tais como desenvolvimento sustentável, meio ambiente, igualdade de gênero, combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, investimento em infraestrutura e economia digital, por exemplo –, afirmando-se assim como um importante fórum da governança global.

Este ano, a cúpula estava agendada para ocorrer em Riad, Arábia Saudita.Em função da pandemia deCovid-19, a agenda planejada previamente pelos anfitriões sauditas foi abandonada, e uma nova agenda focada na crise sanitária e na crise econômica foi assim acordada e desenvolvida em uma reunião virtual entre os países do G20 no dia 26 de março de 2020. headtopics.com

Assim, embora questões ambientais também tenham sido objeto de discussão,as questões relativas à Covid-19 foram o centro das atenções da cúpula virtual nos dias 21 e 22 de novembro.Neste sentido, foram objeto de atenção da cúpula e do documento final as discussões acerca do papel da cooperação internacional para a fabricação e distribuição de vacinas em escala global contra a Covid-19; da importância da

(OMS) neste processo; e da prorrogação da moratória da dívida dos países mais pobres (Iniciativa de suspensão do Serviço da Dívida – DSSI) por mais seis meses.Contudo, as decisões sobre cada um destes tópicos ficaram a desejar.

Cúpula do G20 se reuniu com agenda centrada na pandemia. Foto: Marcos Corrêa/PRCom relação às vacinas, não foi explicitado o valor a ser aportado pelos países do G20 para tal produção, bem como não foi esclarecido como garantir a provisão da imunização coletiva como um

“bem público global”.No tocante à OMS, a declaração foi um pouco vaga, sem clareza acerca do papel que se espera desta organização no horizonte próximo.No que diz respeito à DSSI, apesar da prorrogação por seis meses, esperava-se que esta fosse por um ano – embora o documento final deixe aberta a possibilidade de revisão desta decisão. Além disso, embora até agora 46 países tenham se beneficiado da DSSI ( headtopics.com

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o governo chinês, por exemplo, suspendeu o pagamento de 2,1 bilhões de dólares devidos por 23 países africanos), tal iniciativa tem sido vista como limitada, devido à não adesão, até momento, dos credores privados à DSSI – algo que vem sendo colocado frequentemente pelo presidente do Banco Mundial, David Malpass, por exemplo.

Tais críticas e limites das decisões tomadas na cúpula chamam a atenção para certas vozes dissonantes presentes no encontro.Os governos da França e da Alemanha defenderam uma posição mais assertiva do G20 com relação ao financiamento da Aliança Covax (Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19) – mecanismo multilateral coordenado pela OMS voltado para a produção e distribuição de vacina contra a Covid-19 –, bem como a ampliação da cooperação com a OMS neste contexto. A mesma postura foi adotada por Giuseppe Conte, primeiro ministro italiano que será responsável pela organização da próxima cúpula do G20 – a Itália presidirá o G20 em 2021.

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