Diálogosdafé, Cartacapital, Carta Capital, Manuela Carta, Mino Carta, Lula, Política, Economia, Sociedade, Brasil, Progressista, Jornalismo Crítico, Transparente, Ana Luiza Basilio, Moro, Veja, İstoé, Editora Confiança, Assine Carta, Assine Carta Capital, Esquerda, Luiz Inácio Lula Da Silva, Delfim Neto, Afonsinho, Belluzzo, Revista Época, Bndes, Correios, Funai, Cidadania, Lava Jato

Diálogosdafé, Cartacapital

“Jesus da Gente”: uma oportunidade de revisão da vida - CartaCapital

Este deveria ser o sentido da Quaresma, rever os caminhos para pessoas religiosas, mas também uma inspiração para as que não são

26/02/2020 23:45:00

DiálogosdaFé | O Jesus da Gente, exposto na avenida pela Mangueira, é a afirmação de que Ele não tem religião, pois está “no amor que não encontra fronteira”. Leia mais:

Este deveria ser o sentido da Quaresma, rever os caminhos para pessoas religiosas, mas também uma inspiração para as que não são

Esta mensagem se concretizou também na participação de um grupo de 20 religiosos, que abriu o desfile, antes mesmo da Comissão de Frente, testemunhando as possibilidades de convívio e tolerância entre as pessoas de fé. Entre os evangélicos estavam as pastoras Lusmarina Garcia e Inamar Corrêa de Souza, os pastores Daniel Rangel, Edson Fernandes, Eduardo Calil Ohana, Júlio Oliveira, Mozart Noronha, Rodrigo Coelho. Também estava o Monge Beneditino Marcelo Barros, que com o grupo, levou uma faixa que dizia: “Independente de sua fé, o respeito deve prevalecer”.

Caso Miguel: Ministério Público de Pernambuco denuncia Sari Corte Real à Justiça por abandono de incapaz com resultado de morte Instrutor de tiros morre no ES após disparo acidental contra o próprio peito no dia do aniversário Sócio no fracasso - Política - Estadão

As duras críticas a esta visão do Jesus da Gente não tardaram a se manifestar da parte de católicos, de evangélicos e de pessoas que nem religião têm mas se colocam como guardiãs de Deus. Fazem lembrar as críticas, concretizadas em censura, contra o Jesus Mendigo da Escola de Samba Beija-Flor, em 1989.

A Beija-Flor celebrava na avenida o enredo “Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia!”, uma exposição das mazelas, das misérias e suas diferentes manifestações entre os pobres. Uma das alegorias apresentava um convite: “ATENÇÃO Mendigos, desocupados, pivetes, meretrizes, loucos, profetas, esfomeados e povo de rua: tirem dos lixos deste imenso país restos de luxos… Façam suas fantasias e venham participar deste grandioso BAL MASQUÉ”.

O carnavalesco era Joãozinho Trinta, que se apresentou na avenida vestido de gari, e criou o carro abre-alas que seria um Cristo Redentor mendigo, em farrapos, emergindo de uma favela. Dois dias antes, o carro teve sua exibição pública proibida, a pedido da Arquidiocese Católica, acatada por liminar do juiz da 15ª Vara Cível. O ato de censura gerou uma subversão que fez história no carnaval do Rio: a imagem do Cristo Mendigo foi para o final do desfile, coberta com plástico preto mais a faixa gigante “Mesmo proibido, olhai por nós” e representou uma apoteose na avenida.

Por que representações de Jesus como humano, pobre, encarnado nos sofredores, que é crucificado novamente a cada execução de inocentes, causam tanto incômodo? Por que a humanidade de Deus encarnada na pessoa de Jesus causa revolta? A quem interessa manter Jesus aprisionado na forma branca, masculina e privilegiada?

Controlar a fé é conter o que faz mover as pessoas… manter Jesus aprisionado em imagens que refletem a ordem estabelecida é conservar as pessoas sofridas (aquelas empobrecidas, moradoras das periferias, sem-teto, mulheres, negras, LGBTI+, indígenas) aprisionadas em seus devidos lugares, vivendo das falsas promessas de salvadores de arma na mão. São práticas de religiosos e seus apoiadores, que, como dizia o teólogo Rubem Alves, querem ser mais divinos que o próprio Deus.

A Beija-Flor já buscou subverter esta ordem em 1989, e 31 anos depois, a Mangueira, corajosamente, promove nova transgressão, repetindo o que nos ensina a tradição cristã sobre Jesus, popularizada pelo teólogo Leonardo Boff: “Humano assim como Jesus só Deus mesmo!”.

Bastidores: Temor de processo levou à reação militar - Política - Estadão Racismo nos EUA, tradição no Brasil: cidades de São Paulo celebram confederados - Internacional - Estadão Polícia faz busca e apreensão na casa de PC Siqueira após acusações de pornografia infantil nas redes sociais

É neste sentido que devemos chegar à Quaresma, vendo-a como uma oportunidade de revisão de caminhos para pessoas religiosas, mas também uma inspiração para as que não são. A partir da mensagem do Jesus da Gente, que mesmo proibido ou criticado “olha por nós”, é preciso “pegar a visão” e assumir um momento de decisões e de mudanças. Tempo de reafirmar projetos de vida ou revê-los, mas com um sentido profundo: rejeitar as promessas de solução violentas, que mata os sofredores e continua matando Jesus, e construir um futuro por meio da partilha, da tolerância e do amor.

 Muito obrigado por ter chegado até aqui...... Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho deCartaCapital.O jornalismo vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Está a serviço da democracia e da diversidade de opinião, contra a escuridão do autoritarismo do pensamento único, da ignorância e da brutalidade. Há 25 anos

CartaCapitalexercita o espírito crítico, fiel à verdade factual, atenta ao compromisso de fiscalizar o poder onde quer que ele se manifeste.Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores. Seja

Sócio CartaCapital Consulte Mais informação: CartaCapital »

Lixo de desfile! Jesus não se preocupa com ascenção social ou igualdade de classes. Ele não é Deus somente dos pobres e excluídos. Ele bate a porta de todos os pecadores para entrar seu coração, trazer arrependimento, batizar em seu nome e salvar a sua alma. Não, obrigado. Eu sou um robô milícia digital EuApoioBolsonaro

Jair Bolsonaro e ministro desaprovam versão de Jesus Cristo utilizada pela Mangueira - ISTOÉ IndependenteA releitura da vida de Jesus Cristo feita pela Estação Primeira de Mangueira no seu desfile, no último domingo (23), está dando o que falar. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, criticaram a versão da escola. Bolsonaro repreendeu o enredo da … GALVÃO !!! Que triste Não foi só ele não,formam mais uns milhões de pessoas também.

Bolsonaro critica Mangueira por enredo sobre Jesus - Brasil - EstadãoPresidente fez o comentário sobre o samba-enredo enquanto caminhava pela praia em Praia Grande Welberty crítica estadão por ser um jornal de quinta categoria. E? Se incomoda o Bolso é porque foi muito bem feito. Parabéns pra Mangueira!

Erika Januza, destaque do Salgueiro: “O negro nunca sai de cartaz” | VEJA GenteErika Januza, destaque do Salgueiro: 'O negro nunca sai de cartaz' VEJA Gente Desde a escravidão. Pqp que saco!!! E?

Eri Johnson apoia Regina Duarte e pede revisão da Lei Rouanet | VEJA GenteEri Johnson apoia Regina Duarte e pede revisão da Lei Rouanet VEJA Gente Triste fim para esse imbecil! 🔥 FogoNosFascistas 🚩 Kkkk...começou o choro! Continue sumido na Record, querido.

Aline Riscado é ofuscada por Sabrina Sato, ovacionada pelo público | VEJA Gente“Se preciso, empurro até carro alegórico pela Vila Isabel”, disse a apresentadora, que 'cedeu' o cargo de rainha de bateria à modelo Tanto faz!!! Que matéria ridícula Até parece!! As duas brilharam igualmente!

Em carro que aborda esquema de laranjas, Mateus Solano critica “mamata” | VEJA Gente'Enquanto direita, esquerda e centro não se juntarem, ficaremos só brigando e o povo lá só na mamata”, disse o ator, que defende a São Clemente Chorar não custa nada...😁😎 Nosssaaa quem é que patrocina o carnaval, mesmom? A é são empresas q prestam contas a sociedade por meio de balanços publicados. Bando de hipócritas... cegos ou mal caráteres? Todo dia um ELENÃO diferente e sem sucesso