Como convencer as pessoas a lavar as mãos? Causar nojo nelas parece ser o jeito mais eficaz - BBC News Brasil

Como convencer as pessoas a lavar as mãos? Causar nojo nelas parece ser o jeito mais eficaz #ArquivoBBC

24/11/2020 09:04:00

Como convencer as pessoas a lavar as mãos? Causar nojo nelas parece ser o jeito mais eficaz ArquivoBBC

Há milhões de pessoas que não lavam as mãos infiltradas entre nós, mesmo com acesso a água encanada e sabão. Mas por que elas não incorporam esse simples hábito de higiene, e como podemos mudar suas cabeças?

Mas mesmo em nações mais ricas, estima-se queapenas 50% das pessoas de fato lavem as mãos com saboneteapós usarem o banheiro.Essas estatísticas são particularmente estarrecedoras quando levamos em conta que lavar as mãos foi uma das invenções que mais salvaram vidas na história da humanidade, contribuindo para ampliar a expectativa de vida das pessoas, que dobrou em alguns países desde a metade do século 19.

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E como se precisássemos de motivos para defender esse hábito de higiene, umque a lavagem frequente das mãos pode reduzir o risco de contrair uma infecção respiratória entre 6% e 44%.Desde o surgimento da pandemia do novo coronavírus,

cientistas apontaramque a cultura de lavar as mãos em um país é um indicador "muito bom" do grau de espalhamento da doença.Na maioria das vezes, o vírus infecta as pessoas por meio de partículas suspensas no ar, mas ele também pode entrar no corpo de uma pessoa depois que uma pessoa toca superfícies ou objetos contaminados e tocam o próprio rosto. headtopics.com

E se uma pandemia que já infectou mais de 3 milhões de pessoas, matou mais de 200 mil e levou ao confinamento de bilhões de cidadãos não é suficiente para mudar os hábitos das pessoas, o que será?Aparentemente, não usar a pia do banheiro não é apenas desleixo. Do estilo de pensamento de uma pessoa ao seu grau de otimismo irracional, à necessidade de se sentir "normal" e à força de seus sentimentos de nojo, vários fatores psicológicos podem subliminarmente desestimular as pessoas a lavarem as mãos.

Ao entender esses preconceitos arraigados, especialistas ao redor do mundo esperam que chamar a atenção para tornar todos nós mais higiênicos, quando for possível."Um problema com a lavagem de mãos é que, especialmente em países desenvolvidos, você pode deixar de fazer isso várias e várias vezes sem ficar doente", afirmou Aunger, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. Mas quando isso te deixa doente, em geral dias depois, é difícil fazer a conexão entre a falta de higiene e a infecção. "No caso do coronavírus, estima-se que leve cinco, seis dias entre ser infectado e apresentar sintomas."

Cuidado com o otimismoUm fator que se acredita ter impacto é o otimismo. O "viés do otimismo" trata deacreditar que coisas ruins têm menos probabilidade de acontecer com nós mesmosdo que com outras pessoas.Essa perspectiva irracionalmente positiva é universal, ou seja, encontrada em diferentes culturas humanas e segmentos demográficos, como sexo e idade, e até em alguns animais, como ratos. Isso nos leva a calcular mal nossas probabilidades em uma série de eventos desagradáveis, desde o desenvolvimento de um câncer até um divórcio.

Se nós vemos outras pessoas lavando as mãos no banheiro enquanto estamos ali, somos levados a fazer isso também, mas quando não há ninguém, a pressão é menor.Essa ilusão pode ser parcialmente responsável por hábitos como fumar. Um headtopics.com

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em 2009 identificou que estudantes com graus mais altos de otimismo irracional tinham uma tendência menor a lavar as mãos. Por outro lado, aqueles que tinha alta confiança de poderem controlar suas próprias vidas eram o oposto.O viés do otimismo também

, que tendem a superestimar seus conhecimentos sobre boas práticas de higiene das mãos, e pessoas que manipulam alimentos em seus empregos, que consistentemente subestimam o risco de causarem intoxicação alimentar em outras pessoas.

Normas sociais importamUma grande pista da importância da psicologia na higiene das mãos reside no alcance extraordinário dessa prática em diferentes culturas ao redor do mundo. Em umestudo francês, 64 mil pessoas de 63 países foram perguntadas se concordavam com a frase "lavar as mãos com sabão após ir ao banheiro é algo que eu faço automaticamente".

Menos da metade dos entrevistados de China, Japão, Coreia do Sul e Holanda concordaram com isso. Por outro lado, isso ocorreu com 97% das pessoas ouvidas na Arábia Saudita.Outro estudo, este realizado pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, apontou que as mulheres são duas vezes mais cuidadosas com a higiene das mãos. E uma pesquisa realizada durante a pandemia de covid-19 indicou que 65% das mulheres e 52% dos homens lavam as mãos com frequência. headtopics.com

Aunger explica que essa variação se dá provavelmente em razão de normas sociais, um poderoso conjunto de regras informais que orientam nosso comportamento quando estamos em grupo. "Elas são sistemas psicológicos complexos, que dependem de ver o que os outros fazem, pensar o que os outros esperam de nós e viver a pressão de copiar comportamentos."

Racionalismo vs. pensar vivenciadoUma das razões para os cientistas se debruçarem tanto sobre o que está por trás da higiene das mãos (ou da falta dela) é que muitas vidas dependem disso. Principalmente a de pacientes em hospitais. Apesar dos vários anos de treinamento para manter pessoas vivas, parte dos profissionais de saúde negligenciam esse hábito simples que podem ajudar a prevenir a disseminação de vírus potencialmente letais e superbactérias como a

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Cálculo é feito com a comparação dos resultados entre o grupo que recebeu e o que não recebeu a vacina durante os estudos.

Higiêne é importante Careful!Corona Maravilha!!!!!