Visão | Inês Sousa Real calçou galochas vermelhas e passeou pela Margem Sul a sacudir os 'pingos' lançados contra o PAN

18/01/2022 23:00:00

Inês Sousa Real calçou galochas vermelhas e passeou pela margem sul a sacudir os pingos lançados contra o PAN

Aeroporto Do Montijo, Almada

Inês Sousa Real calçou galochas vermelhas e passeou pela margem sul a sacudir os pingos lançados contra o PAN

A agenda do PAN era simples: contestar o aeroporto do Montijo e passear por Almada para contactar com o eleitorado. Mas os ataques ao partido (e o 'fantasma' Cristina Rodrigues) prometiam estragar o ambiente de confiança e boa-disposição entre a comitiva – Inês Sousa Real não se atemorizou e, sem palavras meigas, dedicou-se a disparar: contra a CAP, Manuel Alegre e Cristina Rodrigues

ANTÓNIO COTRIM/LUSA18.01.2022 às 19h55à posteriori“linha vermelha”Alternativas? O PAN aposta tudo numa solução: o aeroporto de Beja. E critica a insistência nas opções Montijo ou Alcochete, defendidas por PS e PSD – os tais parceiros? – ao longo de vários anos. “Existe alternativas, como a que PAN propôs, por exemplo, mas, infelizmente, os partidos continuam a defender os interesses económicos de privados, como os da ANA – Aeroportos de Portugal (responsável pela construção da futura infraestrutura). Inês Sousa Real tinha algo para dizer. E não se ficou por aqui…

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O que os artistas políticos de todas as cores, fazem em campanha para frigirem que nos ouvem,

Inês Sousa Real de galochas no Montijo diz que novo aeroporto vai ″meter água″Num ato simbólico, a líder do PAN e alguns apoiantes surgiram com galochas calçadas e, mais tarde, numa passagem pela praia fluvial do Samouco, a poucos metros da base aérea, ainda as molharam nas águas do rio Tejo. Oh coitadinha ..... É necessário proteger as baratas e as moscas. O PAN é um partido muito importante na proteção dos animais, das estufas e das touradas. Os portugueses já não podem viver sem esta senhora vegetariana. Está mesmo magra!

Sousa Real de galochas no Montijo diz que novo aeroporto vai 'meter água'

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Legislativas 2022 18."Portugal é um dos países que vai ser mais afetado pela crise climática e o distrito de Setúbal, em particular, vai ser uma zona que vai ficar alagada com a subida do nível médio das águas", advertiu Inês Sousa Real.Email A dirigente do PAN considera que a construção de um novo aeroporto "num sítio que vai ficar inundado" é um "contrassenso".Inês Castel-Branco mostra peça especial: “Foi a minha amiga Joana Solnado que me deu” 17 de Janeiro de 2022 A Televisão Instagram Esta segunda-feira, Inês Castel-Branco mostrou a primeira roupa que o filho, Simão, usou no dia em que nasceu.

01.2022 às 19h55 Inês Sousa Real calçou galochas vermelhas e passeou pela Margem Sul a sacudir os “pingos” lançados contra o PAN ANTÓNIO COTRIM/LUSA A agenda do PAN era simples: contestar o aeroporto do Montijo e passear por Almada para contactar com o eleitorado. "Está manifestamente em contraciclo com o combate à crise climática", advertiu, assinalando que a avaliação aeroportuária"não respeitou a recomendação da Assembleia da República para que todas as soluções fossem consideradas, nomeadamente a de Beja". Mas os ataques ao partido (e o"fantasma" Cristina Rodrigues) prometiam estragar o ambiente de confiança e boa-disposição entre a comitiva – Inês Sousa Real não se atemorizou e, sem palavras meigas, dedicou-se a disparar: contra a CAP, Manuel Alegre e Cristina Rodrigues Legislativas 2022 18. Inês Sousa Real reafirmou a posição do partido contra a construção do novo aeroporto naquela região do distrito de Setúbal, alertando que o projeto "vai meter água" e "afundar dinheiro público".01. Segundo Inês Sousa Real, o contrato de concessão que existe com a ANA - Aeroportos de Portugal prevê que, no caso de o tribunal não autorizar a construção do aeroporto, uma indemnização"entre 10 mil milhões a 15 mil milhões de euros".2022 às 19h55 Inês Sousa Real chegou às imediações da Base Aérea do Montijo prevenida por umas vistosas galochas vermelhas. “ Já passou por muitos bebés nos últimos 11 anos.

Segundo a porta-voz do PAN, o novo aeroporto de Lisboa, previsto para o local, é projeto que “vai meter água” – e, por isso, decidiu iniciar o terceiro dia da campanha equipada a rigor. Questionada pelos jornalistas se viabiliza um Governo do PS que mantenha a intenção de construir esta infraestrutura aeroportuária, a porta-voz do PAN, cujas galochas eram vermelhas, limitou-se a dizer que a cor do calçado representa"uma linha vermelha em relação ao aeroporto". “Está manifestamente em contraciclo com o combate à crise climática”, afirmou, destacando que a avaliação aeroportuária “não respeitou a recomendação da Assembleia da República para que todas as soluções fossem consideradas, nomeadamente a de Beja”. Em território onde, há dois anos, o partido elegeu uma parlamentar – Cristina Rodrigues que, à posteriori , perderia a confiança do partido (e passaria a deputada não-inscrita) –, não foram apenas estes os “pingos” com que Inês Sousa Real teve de lidar – mas com ou sem galochas, foi através das palavras (nada meigas) que afastou os salpicos que, nas horas anteriores, ameaçaram manchar a (evidente) confiança e boa-disposição que vive no seio de candidatos e apoiantes. Aeroporto do Montijo é “linha vermelha” Uma, duas, três… E assim por diante. São as próximas gerações e a ciência, são os estudos que de alguma forma nos vêm dizer que não é possível estar a construir aqui um aeroporto porque é uma zona que vai ficar alagada", notou. Perdeu-se a conta às vezes que, durante o dia, Inês Sousa Real fugiu à questão do momento: vai ou não apoiar um putativo Governo do PS? E do PSD? A porta-voz do PAN, como sempre tem acontecido, foi “mastigando” a resposta, mas não deixou de avançar com condições, que devem, desde já, merecer especial atenção de eventuais parceiros. Um custo para o Estado, disse Inês Sousa Real, quer "seja na construção das infraestruturas, porque terá que ser dinheiro público a promover a sua construção", quer "seja com a indemnização que também custará outro tanto". Para Inês Sousa Real, o aeroporto do Montijo é, precisamente, “linha vermelha”. PAN afirma-se como"único" partido a defender mundo rural e critica CAP A porta-voz do PAN considerou esta terça-feira que o seu partido é o"único" a defender a"agricultura e o mundo rural" e acusou a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) de estar ao lado dos"grandes grupos económicos". E é tão bom ver roupinhas de quando eram pequenininhos”, são outras das reações.

Do PAN? Não, diz a própria: “Quem traçou esta ‘linha vermelha’ não foi o PAN. Foram as futuras gerações, foi a ciência, foram os estudos… Em 30 anos, esta zona vai estar inundada e, então, será assim [de galochas] ou de barco que teremos de vir para aqui.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal. São as próximas gerações e a ciência, são os estudos que de alguma forma nos vêm dizer que não é possível estar a construir aqui um aeroporto porque é uma zona que vai ficar alagada”, frisou. É uma política que vai ‘meter água’ e afundar muitos dinheiros públicos”, afirmou. E para o comprovar, emergiu com água até aos tornozelos, junto com os seus apoiantes, nas águas da praia do Samouco – onde os sinais da subida dos níveis da água se têm feito sentir nos últimos anos. "A CAP, mais uma vez, vem defender os grandes interesses económicos, seja o 'lobby' da tauromaquia, seja as empresas que estão a explorar de forma intensiva e superintensiva o nosso território", acusou. “Portugal vai ser um dos países mais afetados pela crise climática, o distrito de Setúbal em particular.

Vai ser uma zona que vai ficar alagada pelo nível médio das águas. Os pequenos e médios agricultores"sabem que contam com o PAN para defender uma nova era na agricultura, uma era responsável e sustentável", sustentou, defendendo que"é preciso apoiar" os homens da terra"na gestão dos 'habitats' e dos ecossistemas". E, depois, também se trata de uma zona sensível, de especial interesse comunitário. A rota dos aviões vai colidir com três rotas das aves, o que significa que a segurança dos passageiros fica colocada em causa. Sublinhando que o seu partido continua a ser alvo deste"tipo de ataques", por"afrontar interesses" dos grandes grupos económicos, Inês Sousa Real realçou que o apelo da CAP"só demonstra que o PAN está no caminho certo". E também estamos ainda a falar da proximidade com a população, de trazer ruído para dentro das cidades. Estamos a falar de poluição e da [perda] qualidade de vida”, enumerou. A líder do PAN avisou que o partido que estiver em condições de formar Governo, após as legislativas, terá que"estar alinhado com os valores do século XXI" para ganhar o seu apoio.

Alternativas? O PAN aposta tudo numa solução: o aeroporto de Beja. E critica a insistência nas opções Montijo ou Alcochete, defendidas por PS e PSD – os tais parceiros? – ao longo de vários anos. A líder do Pessoas-Animais-Natureza aconselhou ainda Manuel Alegre a"conformar-se com o salto geracional que existe em termos de sensibilidade para com todas as formas de vida e para com o planeta". “Existe alternativas, como a que PAN propôs, por exemplo, mas, infelizmente, os partidos continuam a defender os interesses económicos de privados, como os da ANA – Aeroportos de Portugal (responsável pela construção da futura infraestrutura). Inês Sousa Real tinha algo para dizer. Partilhar. E não se ficou por aqui… CAP e Alegre: e a resposta do “único partido” do mundo rural A porta-voz do PAN tinha guardadas respostas para os “ataques” que surgiram nas horas anteriores – ontem, a Confederação dos Agricultores de Portugal apelara à rejeição do voto no PS e em todos os partidos que possam coligar-se com o PAN; hoje, em texto de opinião publicado no Público, o histórico socialista Manuel Alegre criticara o António Costa por se colocar “na eventual dependência do PAN”.

Inês Sousa Real mediu as palavras, mas vestiu-as com tamanhos grandes. “É estranho que a CAP ataque, precisamente, o único partido que tem defendido o mundo rural. Não podemos estar em contra-ciclo com aquilo que é o desafio das nossas vidas: a crise climática. A CAP, mais uma vez, vem defender os grandes interesses económicos: seja o lóbi da tauromaquia, seja da caça, seja as empresas que estão a explorar de forma intensiva e super-intensiva o nosso território, mas nunca dos pequenos e médios agricultores. Esses sabem que contam com o PAN para enfrentarem uma nova era na agricultura, responsável e sustentável”, disse.

Quanto a Manuel Alegre, a porta-voz do PAN foi ainda mais direta: “Acho que Manuel Alegre tem de se atualizar”, disparou. E disse mais: “Os valores humanitários, hoje, não podem ser indiferentes ao sofrimento animal. Manuel Alegre tem de se conformar com o salto geracional que existiu em termos de sensibilidade em relação a todas as formas de vida e ao planeta, e julgo que, certamente, as gerações mais novas do seu partido não se reveem nas suas afirmações”, declarou. Antes do ponto final, repetiu para que não ficassem dúvidas aos presentes: “O PAN quer acabar com atividades como a tourada ou a caça”. Cristina Rodrigues? Não temos ouvido esse nome Em Almada, Inês Sousa Real usou calçado mais confortável.

No contacto com a população, as manifestações foram moderadas – mas sempre atentas e curiosas. Principalmente, das crianças. Foi, precisamente, um grupo de meia-dúzia de rapazes de 11 e 12 anos que cativou a atenção da comitiva liderada por Sousa Real e Vítor Pinto, cabeça de lista pelo círculo de Setúbal. Aos jovens, foi dado uma folha A4. E a comitiva demorou-se até que, com orientações da própria líder partidária, o papel trabalhado deu lugar ao tradicional (e intemporal) jogo do “quantos queres?”, para satisfação da pequenada… “Estão a ver? É mais fácil explicar as nossas medidas às crianças do que aos nossos governantes!”, disse, bem-disposta.

Mas, afinal, “quantos [deputados] quer?” Inês Sousa Rea,l nas Legislativas de 30 de janeiro. “Seis. No minímo, sei”, respondeu, sorrindo para Vítor Pinto – eleger no círculo de Setúbal é uma das grandes apostas do partido. Como, aliás, há dois anos. E como as memórias (ainda) estão frescas, lá voltou a surgir, inevitável, o nome de Cristina Rodrigues… cessando as gargalhadas.

“Tem ouvido o nome de Cristina Rodrigues?”, “É tema tabu?”, “Sente desconforto?”, questionou-se. “Não temos ouvido, de todo, esse nome, muito pelo contrário. E não é um nome tabu. O PAN tem tido o seu trabalho pelo território, junto das pessoas, e ninguém nos questiona sobre Cristina Rodrigues. As pessoas elegeram o PAN e não a Cristina Rodrigues.

A nossa causa vai além daquilo que são os seus porta-vozes. E nã, não sinto desconforto. Quem deve sentir desconforto é quem defraudou os eleitores, quem não devolveu o mandato ao PAN e prejudicou o partido – e, para mais, tem uma queixa-crime a correr”, respondeu, de rajada, Inês Sousa Real. De calçado confortável. Para saber mais .