Utentes responsáveis por mais de 60% das agressões a profissionais de saúde

16/03/2022 19:11:00

hospitais Depois de, em janeiro, o Gabinete de Segurança do Ministério da Saúde ter anunciado que a maioria dos episódios de violência (63%) que registara disseram respeito a ameaças e injúrias, 23% a agressões físicas e 14% a assédio, a Polícia de Segurança Pública (PSP) veiculou esta terça-feira informações coincidentes.Email Esta é a terceira sondagem que acontece no espaço de um mês, tendo a opinião dos finlandeses vindo a mudar.por RTP cancelar Charlie Watts, Mick Jagger, Keith Richards, Bill Wyman e Brian Jones em 1964 | Foto: Alamy/ KOKO/ Handout via Reuters A banda inglesa vai dar 14 concertos em vários países europeus, começa a 1 de Junho em Madrid e termina a 31 de julho em Estocolmo, numa viagem que não passa por Portugal.O ferido foi transportado ao Hospital São João MIGUEL A. LOPES/LUSA ▲ O ferido foi transportado ao Hospital São João MIGUEL A. LOPES/LUSA Um professor de 60 anos foi agredido esta terça-feira pelos pais de um aluno da Escola Secundária do Cerco, no Porto, tendo sofrido ferimentos numa orelha e na cervical, disse à Lusa fonte dos Bombeiros de Valbom.

Naquilo que concerne às 961 situações de violência em hospitais e centros de saúde – até outubro do ano passado foram reportadas 752 situações de violência contra profissionais de saúde na plataforma Notifica da DGS, mais 4% face ao mesmo período de 2020 e menos cerca de 24% relativamente a 2019 – este número diz respeito ao ano passado, sendo que representa um aumento de 16% em relação a 2020.No âmbito do programa de policiamento de proximidade “Saúde em Segurança”, a decorrer esta semana, a PSP avançou em comunicado que cerca de 80% das unidades hospitalares e centros médicos que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) se encontram na sua área de responsabilidade.Em causa está uma sondagem feita, pela terceira vez, aos cidadãos do país sobre a adesão do Finlândia à NATO.“No ano de 2021 foram registadas 961 situações de violência nestas unidades de saúde, o que corresponde a um aumento de 16% face ao ano de 2020, no qual foram registadas 825 situações”, explica, adiantando que a violência psicológica representa a principal tipologia de violência.pub.Tal corresponde à informação avançada pelo coordenador do Gabinete do MS, o subintendente Sérgio Barata, partilhadas durante um webinar de apresentação do Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde (PAPVSS) que teve lugar há quase dois meses.Já a maioria dos homens encontrava-se a favor da adesão, com apenas 14% a votarem contra a proposta.Enfermeiros são os profissionais mais afetados A autoridade policial afirma também que aproximadamente 65% da violência registada é praticada por utentes, 21% pelos familiares ou acompanhantes dos doentes, 13% por profissionais de saúde e 1% por visitantes ou outras pessoas.

Isto é, 86% da violência é praticada por utentes, familiares ou acompanhantes.Este resultado foi considerado "histórico" pelos investigadores, uma vez que foi a primeira vez que mais de metade dos inquiridos se mostrava a favor da adesão, tendo a mudança de opinião surgido numa altura em que os ucranianos começaram a sentir as primeiras consequências da invasão russa, que teve início a 24 de fevereiro.Por isso, a PSP tem como objetivo, “através do aumento da presença policial, contribuir para a redução e prevenção de ocorrências desta tipologia”.A primeira fase do programa “Saúde em Segurança” contempla a formação dos Pontos Oficiais de Contacto da PSP, sendo os objetivos primordiais prevenir e monitorizar a ocorrência de episódios de violência no SNS, promover uma cultura de segurança no SNS, fomentar a criação de parcerias ao nível regional e local, promover formação para polícias e profissionais de saúde e reforçar a visibilidade policial junto dos centros hospitalares.A PSP esclarece ainda que “Saúde em Segurança” constitui um programa de policiamento de proximidade orientado para o setor da saúde e cuja criação foi preconizada no Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde (PAPVSS).Recorde-se que em janeiro havia sido apontado, no webinar, que os enfermeiros foram as vítimas mais afetadas – correspondem a 33% dos casos de agressões –, os médicos experienciaram 31% destes episódios e os assistentes técnicos 30%.

O PAPVSS entrou em vigor a 6 de janeiro depois de ter sido aprovado em Conselho de Ministros.No contexto de uma resolução aprovada a 16 de dezembro, a violência no setor da saúde engloba as situações em que um trabalhador a desempenhar funções numa instituição que presta cuidados ou serviços de saúde do Ministério da Saúde é submetido a qualquer tipo de violência em condições relacionadas com o seu trabalho, “incluindo as deslocações para e do trabalho, colocando em risco, de forma direta ou indireta, a sua segurança, bem-estar ou saúde ou de terceiros”.Ainda que o objetivo passe pela adoção deste plano – por meio de um observatório da violência no setor da saúde, uma cultura organizacional, comunicação, segurança e ética –, o penúltimo eixo parece ser aquele com mais lacunas.Isto porque o Gabinete de Segurança entendeu que, em 2020, 85% das instituições não tinham um plano de segurança nem uma avaliação de risco, mas 84% contavam com os serviços de um responsável institucional pela segurança.Um dos casos que fizeram correr mais tinta nos últimos meses foi o do pediatra Pedro Gomes da Costa, de 53 anos, que remonta a 2018.

Este médico foi alvo de comentários racistas enquanto trabalhava.Volvidos três anos, ganhou o caso em tribunal no passado mês de julho de 2021.Em causa está o facto de uma mulher, mãe de uma criança de 20 meses – com aftas e febre alta –, o ter insultado durante a observação da mesma.A mulher, atualmente com 26 anos, foi condenada pelo Tribunal de Loures pelos crimes de injúria e difamação, na forma agravada, sendo igualmente obrigada a pagar uma multa de 1 300 euros e uma indemnização de 1.500 euros.

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