Uma vergonha chamada CAN 2021 - SIC Notícias

25/01/2022 21:31:00

Uma vergonha chamada CAN 2021

Uma vergonha chamada CAN 2021

Opinião do antigo árbitro internacional Duarte Gomes.

Duarte Gomes, antigo árbitro internacionalO Campeonato Africano das Nações (também conhecido por CAN ou Taça das Nações Africanas) é a maior competição de seleções no continente. Está equiparada ao nosso Europeu e há muito que é o ponto de partida e chegada de muitos dos maiores futebolistas da atualidade.

A competição foi organizada pela primeira vez em 1957, sendo então vencida pelo Egipto, ainda hoje o mais titulado dos países africanos. Depois do adiamento de um ano provocado pela pandemia, a CAN 2021 decorre agora em seis estádios de cinco cidades dos Camarões.

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O CAn 2021 não é uma vergonha não. O mesmo futebol práticado em Portugal é o mesmo que é em África qual é a diferença? Só porque no CAN encontra-se os Negros e em outras competições contém mais brancos, mulatos, morenos etc. Deixem o racismo gente😭💔✊🏿 Se o da CAN é uma vergonha que dirão da maior corrupção no futebol português?

Puta q vos pariu hipocritas do caralho, têm um campeonato d merda e andam praqui a mandar bocas💀 🤣🤣🤣 a pouca vergonha! A ousadia!Quem sabe do que se passa no futebol em portugal pode comparar “poucas vergonhas” e chegar á conclusão que pouca Vergonha é a Sic lançar esta manchete 🤣🤣🤣🤣. A desonestidade em portugal roça o ridículo, os falsos moralistas 🐖 tuguisses

vergonha? e o apito dourado e a liga portuguesa? quando e que sai a grande reportagem da corrupção em portugal? mais de 40 anos de 'fruta' ? Hipocrisia no maximo RahizOfficial Dasesi79 nhoz ben É mesmo uma vergonha Campeonato português é a maior vergonha e vocês nunca escreveram metade dessa merda.

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Está equiparada ao nosso Europeu e há muito que é o ponto de partida e chegada de muitos dos maiores futebolistas da atualidade. A competição foi organizada pela primeira vez em 1957, sendo então vencida pelo Egipto, ainda hoje o mais titulado dos países africanos. A guerra, que já tirou a vida a 14 mil pessoas, divide separatistas – apoiados pela Rússia – e soldados ucranianos.  Depois do adiamento de um ano provocado pela pandemia, a CAN 2021 decorre agora em seis estádios de cinco cidades dos Camarões. A nomeação da magistrada, confirmada na semana passada pelo Presidente paquistanês, Arif Alvi, silencia alguns dos seus críticos e as congratulações vieram do mais alto nível , incluindo do primeiro-ministro, Imran Khan, que desejou à nova juíza do Supremo Tribunal “tudo de bom”. O jogo decisivo está previsto para o próximo dia 6 de fevereiro, em Yaoundé (Estádio Olembe), mas até lá tudo pode acontecer. O contingente norte-americano será integrado nas forças da NATO, que está a reforçar a presença na região. É que a prova deste ano está marcada por uma tragédia de contornos dramáticos, além de muitos outros incidentes capazes de fazer corar de vergonha qualquer organizador que se preze.

  Ao erro monumental de Janny Sikazwe, árbitro internacional zambiano, que terminou o “Tunísia/Mali” antes da hora (e por duas vezes) – veio a saber-se que sofreu uma insolação grave durante o jogo, o que terá justificado o desnorte -, sucederam-se outros episódios inaceitáveis a este nível. O receio de uma nova guerra é cada vez mais evidente. Árbitro do polémico Tunísia-Mali hospitalizado No jogo seguinte, o hino da Mauritânia foi passado três vezes… erradamente. A versão antiga apareceu, mas a atual não. Os Estados Unidos fizeram o mesmo com os familiares do pessoal diplomático. À quarta e com receio de novo embaraço, o speaker acabou por pedir aos atletas mauritanos que cantassem o seu hino a capella. Eles acederam.

Entretanto e porque um mal nunca vem só, alguns selecionadores queixaram-se publicamente das condições miseráveis em que estão hospedados: Tom Saintfiet, da Gâmbia, referiu que tem seis jogadores a dormirem em cada quarto, com uma casa de banho para todos. Alguns dormem até na mesma cama. Só três elementos de todo o staff tiveram direito a quarto individual.   Situação parecida foi reportada por Mário Marinica, selecionador nacional do Malaui, que garantiu que os seus jogadores têm de lavar, à mão, toda a sua roupa íntima e equipamentos, uma vez que o hotel onde estão hospedados não têm esse serviço (nem uma única máquina de lavar). O treinador romeno acrescentou que estas situações ocorrem com muita frequência, mas apenas às seleções ditas “mais pequenas”.

  No passado domingo, a delegação cabo-verdiana anunciou que teve um surto de gastroenterite por intoxicação alimentar, que afetou 18 elementos da comitiva, entre os quais 14 jogadores. A Gâmbia, a estagiar no mesmo hotel, teve problema semelhante. Ontem, o guarda-redes do Comores, Ali Ahamada, soube a poucas horas do início do jogo com os Camarões que estava impedido de atuar por questões sanitárias, apesar de entretanto ter testado negativo à covid-19. A equipa, deficitária na posição, apresentou-se a jogo com um GR improvisado: o defesa lateral foi chamado à função, tendo que usar – na falta de alternativa – uma camisola… remendada. (KENZO TRIBOUILLARD/AFP via Getty Images) Pior e mais lamentável foi o que aconteceu antes do início do encontro: pelo menos oito pessoas terão perdido a vida (e quarenta ficaram feridas, algumas com gravidade), à entrada para o estádio.

O pânico instalou-se e o pior aconteceu na multidão . O mais inacreditável, a roçar o surreal, foi o facto da organização não ter cancelado/adiado o jogo e só hoje, passadas 24 horas, ter decidido abrir um “inquérito urgente” ao sucedido. É mesmo de terceiro mundo e não há outra qualificação possível. O nível de amadorismo só não é perverso se não tiver consequências desta natureza. A CAN 2021 – que até golos e momentos insólitos tem oferecido dentro de campo – está manchada de sangue.

Sangue patrocinado por uma organização patética e irresponsável. Pena que isso tenha ofuscado o talento imensurável que desfila em campo.   Jogadores, treinadores e adeptos mereciam mais, muito mais. .