Uma forma de comunicar que insiste em não ouvir

19/01/2022 11:16:00

İonline, Jornal

A morte de uma criança é sempre chocante. Havendo suspeitas de que pode estar relacionada com a toma da vacina é incontornável o alarme social. Não se alteraram os conhecimentos sobre as vacinas e de como são muito raros os efeitos adversos graves reportados nesta faixa etária, até aqui com evolução favorável em Portugal, mas não é possível ignorar o receio que se instalou e que surge em todas as conversas, para mais dos que são pais e decidiram ou não decidiram vacinar os filhos. Abre portas a tirar conclusões antes de haver dados para o fazer e alimenta a desconfiança da população sobre o que lhes é ou não dito.

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A morte de uma criança é sempre chocante. Havendo suspeitas de que pode estar relacionada com a toma da vacina é incontornável o alarme social. “Laura sumiste no final da semana, estavas a aproveitar a família? Sim e não, porque sexta-feira a Bia chegou com uma bruta virose da escola, sábado já ficou melhorzinha, mas ontem, mamãe, virose” , começou por afirmar. Não se alteraram os conhecimentos sobre as vacinas e de como são muito raros os efeitos adversos graves reportados nesta faixa etária, até aqui com evolução favorável em Portugal, mas não é possível ignorar o receio que se instalou e que surge em todas as conversas, para mais dos que são pais e decidiram ou não decidiram vacinar os filhos. As pessoas habituaram-se de tal forma ao uso destes veículos que, para muitas, os confundem com a sua própria independência e autonomia pessoal razão pela qual mesmo se a oferta de transportes públicos for aumentada de forma exponencial e o preço descer ou se o seu uso for gratuito muitos continuarão a recorrer apenas ao transporte individual. Abre portas a tirar conclusões antes de haver dados para o fazer e alimenta a desconfiança da população sobre o que lhes é ou não dito. “A Bia já está bem hoje mas como ontem eu estava com virose, eu tenho algum receio de a enviar para a escola hoje, não vá ela passar isso para algum coleguinha […] Isto é a minha forma de pensar, eu sei que nem toda a gente tem possibilidade de levar os filhos para o trabalho…” , contou ainda. Entre pensar que há uma mentira em torno da vacinação – iniciada com uma dosagem pediátrica aprovada pela Agência Europeia do Medicamento e seguindo recomendações das entidades nacionais e internacionais que validam todos os tratamentos que são feitos na atualidade em países como Portugal – e reconhecer que existe uma investigação em curso, que existe um risco e explicitá-lo, que existe uma divergência de opiniões mas que foi tomada uma decisão que se baseou numa avaliação que já se sabia que seria contínua, vai uma diferença importante. Fechar.

Esta será sempre uma comunicação sensível e que não chega a todos, mas é incompreensível que a Direção Geral da Saúde e o Ministério da Saúde num momento de crise tenham optado por permanecer em silêncio. Uma rede integrada de mobilidade partilhada permitiria tirar das ruas, parques de estacionamento e bolsos das famílias os carros próprios que, na maior parte do tempo, estão parados na via ou em parques de estacionamento: por vezes dias ou semanas seguintes e, mais frequentemente, funcionando durante apenas algumas dezenas num dia de 1440 minutos. Mais incompreensível é que se mantenha uma estratégia de comunicação que prefere dar ênfase a números redondos de doses de vacinas administradas, alheando-se de responder às preocupações, como em muitos momentos se tem mostrado lenta a adaptar-se ao que se passa no terreno e explicar os dados que tem. Se a vacinação deve ou não ser suspensa cautelarmente, isso deve ser avaliado e a decisão explicada à população, dizendo diretamente o que se sabe e o que não se sabe. Ninguém ganha nada com o contrário. Este hiato é uma oportunidade para aumentar a eficiência do transporte rodoviário e a mobilidade partilhada integrada em rede é a via para fechar esta diferença entre o"há" e o"deve haver". PS: Ver líderes políticos em arruadas com militantes atrás, muitas vezes sem máscaras, enquanto há milhares de famílias a cumprir isolamento, milhares de crianças sem aulas em casa e os hospitais fazem ginástica para separar não infetados de infetados em números ainda crescentes, mesmo quando o motivo que os leva aos hospitais são outros, mostra um distanciamento daquilo que os portugueses continuam a fazer e a dar na resposta à pandemia que só quem agita as bandeiras partidárias parece incapaz de ver.

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