Um Primeiro-ministro com graça

İonline, Jornal

24/01/2022 12:42:00

Rui Rio deu “show de bola” aquando da sua entrevista com aquele que é considerado um dos melhores e maiores humoristas portugueses. A expressão é emprestada pelos brasileiros e surgiu no meio futebolístico, sempre que os comentadores queriam descrever uma jogada em campo como fenomenal, impressionante. Com o tempo a expressão generalizou-se e significa aprovação sobre algo que se considere extraordinário, inesperadamente fantástico.

O desafio não era fácil, mas para Rui Rio, nada tem sido fácil. Uma entrevista conduzida por Ricardo Araújo Pereira é sempre desconcertante, não só para o espetador como, imagino, para o próprio entrevistado. Nunca se sabe o que vai sair daquela cabeça cheia de ideias fervilhantes que são associadas a uma criatividade analítica, em conjugação com uma língua afiada, sem pudores. Tudo isto são requisitos indispensáveis a quem segue esta carreira, mas, neste caso em particular, o humorista tem em doses suplementares e ainda acrescenta alguns pozinhos perlimpimpim, como a sua capacidade crítica.

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Assistimos, nesta campanha eleitoral, à confirmação da atitude responsável e dignificante que Rui Rio empresta ao meio político. Rui Rio deu “show de bola” aquando da sua entrevista com aquele que é considerado um dos melhores e maiores humoristas portugueses. A expressão é emprestada pelos brasileiros e surgiu no meio futebolístico, sempre que os comentadores queriam descrever uma jogada em campo como fenomenal, impressionante. Com o tempo a expressão generalizou-se e significa aprovação sobre algo que se considere extraordinário, inesperadamente fantástico. O desafio não era fácil, mas para Rui Rio, nada tem sido fácil. Uma entrevista conduzida por Ricardo Araújo Pereira é sempre desconcertante, não só para o espetador como, imagino, para o próprio entrevistado. Nunca se sabe o que vai sair daquela cabeça cheia de ideias fervilhantes que são associadas a uma criatividade analítica, em conjugação com uma língua afiada, sem pudores. Tudo isto são requisitos indispensáveis a quem segue esta carreira, mas, neste caso em particular, o humorista tem em doses suplementares e ainda acrescenta alguns pozinhos perlimpimpim, como a sua capacidade crítica. A prova foi superada com distinção. Aquele que era acusado de cinzentismo, de ser monótono e sem qualquer interesse, revelou-se um homem que sabe estar à vontade, sem estar à vontadinha, que sabe rir de si próprio e que, mais importante, tem a habilidade de se rir dos outros com elevação e sem achincalhar. Os seus adversários bem podem descontrair porque dali não contam com linhas vermelhas ou azuis ultrapassadas; ali, o limite é imposto pelo próprio, que não vai além dele. Um limite muito razoável e que, como se tem assistido nos inúmeros, mas indispensáveis debates televisivos, é frequentemente desrespeitado, sujeitando os telespetadores a um espetáculo que envergonha pela ausência de decoro. Haja quem que se mantenha no seu carril e que não contribua para o circo mediático que os comentadores políticos tanto apreciam e anseiam para autópsia posterior. Qualidades, poderá pensar o leitor, insuficientes para governar Portugal. As restantes qualidades essenciais ao exercício governativo já foram alvo de escrutínio nos últimos anos e no decorrer de outras práticas governativas que Rui Rio desempenhou. Há que apreciar o equilíbrio que este homem tem demonstrado em situações adversas e, inúmeras vezes, em desvantagem para a sua pessoa, sem calculismo político-partidário. Assistimos, nesta campanha eleitoral, à confirmação da atitude responsável e dignificante que Rui Rio empresta ao meio político, dando continuidade a uma postura prudente que assumiu durante o período mais complicado da pandemia, no qual todos os líderes políticos foram convocados para o interesse nacional, colocando de parte as diferenças partidárias e as suas conveniências internas. Foram muitos os que dentro do PSD não aceitaram esta posição a bem do interesse nacional, todavia, ao dia de hoje, é inequívoco que foi uma decisão ponderada e altruísta. Os portugueses, à direita e à esquerda, bem podem reconhecer que se evitou uma crise política a meio de uma crise pandémica que dominava pelo medo e pela morte. Não sei se ainda haverá tempo para que os portugueses se interessem mais por este homem que tem ideias muito claras para Portugal, a médio e a longo prazo, e que tem respostas estruturais para os problemas de sempre e que permanecerão para sempre, no caso de continuarmos com a política dos pensos rápidos para tratar hemorragias internas. A menos de uma semana do dia das eleições legislativas, recomendo a visualização da entrevista para se conhecer um homem que não se abate pelos resultados diários das sondagens (ainda que evidenciem uma tendência de subida); que não desanima com as perguntas dos jornalistas sobre os números das sondagens em vez de se centrarem nas propostas que tem para o País e que são o relevantes para o eleitor decidir o seu voto; um homem que gosta de gatos e que fez do seu uma figura nacional; um líder que responde com propostas concretas que assentam em pilares de construção, porque só assim podemos construir o que quer que seja; e, acima de tudo, um candidato que prima pela autenticidade e pela responsabilidade, onde outros veem pesporrência. Já referi que Rui Rio até tem piada?