Ucrânia: ‘hacktivistas’ atacam ferrovia da Bielorrússia para impedir movimentações russas - SIC Notícias

Ucrânia: ‘hacktivistas’ atacam ferrovia da Bielorrússia para impedir movimentações russas

25/01/2022 04:01:00

Ucrânia: ‘hacktivistas’ atacam ferrovia da Bielorrússia para impedir movimentações russas

“A maioria dos comboios comerciais foram afetados”, apontou a porta-voz dos Cyber ​​Partisans em Nova Iorque, Yuliana Shemetovets.

Um grupo ‘hacktivista’ bielorrusso revelou na segunda-feira que lançou um ciberataque limitado à empresa ferroviária da Bielorrússia, com o objetivo de impedir o movimento de tropas e equipamento militar russo dentro do país, aliado de Moscovo.

Os Cyber Partisans, grupo ativista que realiza ciberataques, anunciaram que interromperam a venda ‘online’ de bilhetes e que atacaram alguns servidores e bancos de dados durante o ataque de segunda-feira.O grupo assegurou ainda que está já a trabalhar para recuperar os serviços, visto que não pretende perturbar o serviço regular de passageiros.

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Estes já não são terroristas, são hacktivistas 😂😂😂 Ciberguerra!

Lusa Um grupo ‘hacktivista’ bielorrusso revelou na segunda-feira que lançou um ciberataque limitado à empresa ferroviária da Bielorrússia, com o objetivo de impedir o movimento de tropas e equipamento militar russo dentro do país, aliado de Moscovo. Os Cyber Partisans, grupo ativista que realiza ciberataques, anunciaram que interromperam a venda ‘online’ de bilhetes e que atacaram alguns servidores e bancos de dados durante o ataque de segunda-feira. O grupo assegurou ainda que está já a trabalhar para recuperar os serviços, visto que não pretende perturbar o serviço regular de passageiros. A ferrovia nacional daquele país, a Belarusian Railways, indicou que os seus serviços na Internet estavam inacessíveis e as vendas de bilhetes ‘online’ foram interrompidas por “questões técnicas” não especificadas. As autoridades do Estado não comentaram o ciberataque, noticia a agência AP. Este grupo ‘hacktivista’ surgiu durante os protestos desencadeados pela reeleição para um sexto mandato do Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, em agosto de 2020, ato eleitoral que a oposição e países ocidentais consideram ter sido fraudulenta. Lukashenko é um aliado próximo da Rússia, nação que tem tropas na Bielorrússia para exercícios militares de grande escala, num momento que coincide com a movimentação de mais de 100.000 forças russas junto da fronteira com a Ucrânia, cenário que os ocidentais temem ser o preparativo para uma invasão. “A maioria dos comboios comerciais foram afetados” “A maioria dos comboios comerciais [de carga] foram afetados”, apontou a porta-voz dos Cyber ​​Partisans em Nova Iorque, Yuliana Shemetovets. Os ativistas esperam que o ataque tenha “afetado indiretamente as tropas russas”, embora não tenham a certeza nesta fase. Os Cyber ​​Partisans invadiram a rede ferroviária da Bielorrússia pela primeira vez em dezembro e conseguiram aceder ao sistema de sinalização e controlo, mas decidiram não interferir neste, por questões de segurança, acrescentou Yuliana Shemetovets. Os ‘hackers’ esperavam ainda afetar, com o ciberataque de segunda-feira, a carga com destino à China, de forma a causar danos políticos no regime de Lukashenko, que este grupo ativista pretende derrubar. Através da rede social Twitter os ‘hacktivistas’ exigiram a libertação dos “50 presos políticos que estão a necessitar com urgência de assistência médica” e a retirada das tropas russas da Bielorrússia. A Rússia é acusada pelo Ocidente de ter reunido dezenas de milhares de soldados nas fronteiras ucranianas em preparação para um ataque. Moscovo nega qualquer plano nesse sentido e exige garantias para a sua segurança, incluindo a rejeição da adesão da Ucrânia à NATO, o fim do alargamento da Aliança e dos destacamentos militares para a Europa de Leste, reivindicações inaceitáveis para o Ocidente.