Transportes Pesados Passageiros Medidas Despedimentos

Transportes Pesados Passageiros Medidas Despedimentos

Transportadores pesados de passageiros alertam para despedimentos

21/05/2020 14:31:00

A Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) pediu ao Governo para que este setor seja integrado nas medidas previstas para apoiar o turismo. Em comunicado, a associação revela que “se nada for feito até ao final do primeiro semestre”, poderão ser despedidas mais de 1500 pessoas até ao final do primeiro semestre deste ano.

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“Fomos dos primeiros setores a ser afetados pela covid-19 e, tudo indica, seremos dos últimos a poder regressar à normalidade laboral”, defende José Luís Carreira, presidente da ARP.O prolongamento da possibilidade de manutenção do lay-off por um período de nove meses e a inclusão dos sócios-gerentes nesta medida; a criação de moratórias específicas para os encargos financeiros fixos durante um período de 12 meses e o prolongamento dos contratos públicos de transporte escolar são algumas das reivindicações já entregues à Secretaria de Estado da Mobilidade e à do Turismo.

“Com a proibição das viagens turísticas nacionais e internacionais, deixámos de ter clientes, deixamos de faturar. Fomos dos primeiros setores a sofrer as consequências económicas e financeiras deste surto”, destaca o presidente da associação.

Apesar do desconfinamento, a associação acredita que o transporte pesado de passageiros vai continuar a ser afetado durante vários meses “dado que as viagens e a própria estadia nas unidades hoteleiras têm fortes limitações aos grandes grupos de turistas”.

A ARP, que representa 120 empresas de transportes pesados de passageiros e emprega 3500 pessoas, garante que “as frotas estão paradas há quase três meses. Temos os parques de estacionamento cheios e as caixas registadoras vazias porque apesar de estarmos em lay-off continuam a existir custos fixos, como os seguros e os leasings dos autocarros, que as empresas têm de pagar”.

José Luís Carreira frisa ainda que 75% das empresas associadas trabalham na área do turismo e “dependem muito do mercado internacional, como os EUA, Brasil, Ásia e Europa, com os seus grupos de turistas tão característicos”. “Enquanto estes grandes grupos não voltarem a viajar, vamos ser fortemente afetados, uma vez que também a nível nacional não haverá visitas de estudo, nem atividade de praia para as crianças, ou os alugueres habituais de 1 e 2 dias por nacionais, as peregrinações, as viagens de incentivo das empresas para os seus funcionários, etc.”, acrescenta.

“É fundamental que o Turismo de Portugal olhe para o transporte pesado de passageiros como uma atividade essencial ao turismo e que, por isso, deve ser um parceiro a ouvir na definição de estratégia para relançamento da atividade económica”, explica José Luís Carreira. O presidente da ARP defende também que o Código de Atividade Económica seja incluído nas medidas já definidas ou a definir para apoio ao turismo.

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Outra das propostas apresentadas pela ARP diz respeito à extensão do selo sanitário “Clean & Safe” ao setor do transporte pesado de passageiros, uma vez que “seria uma garantia de segurança para os potenciais clientes”. Consulte Mais informação: Jornal SOL »

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