Três em cada quatro profissionais de tecnologia ponderam mudar de emprego

Três em cada quatro profissionais de tecnologia ponderam mudar de emprego

08/12/2021 18:25:00

Três em cada quatro profissionais de tecnologia ponderam mudar de emprego

Há menos profissionais abertos à possibilidade de mudar de país, mas há cada vez mais pessoas dispostas a trabalhar remotamente para empresas fora do seu país, conclui estudo da consultora Boston Consulting Group

”, que abrangeu um universo de 10 mil profissionais da área tecnológica, realça que a conciliação entre a carreira e a vida pessoal é o principal motor de mudança, mas os salários estão a ganhar destaque.O estudo, que procura compreender o que leva os profissionais a procurar novos desafios e como é que as empresas retêm talento, naquele que é considerado um dos sectores mais competitivos a nível mundial, conclui que a oportunidade de progressão na carreira é o que mais motiva a mudança (63% dos inquiridos indicam-no) e a procura de novos desafios.

Mas são o peso crescente da procura de maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional e os aspetos financeiros da carreira que mais se destacam no estudo."O equilíbrio entre vida pessoal e profissional continua a ser o aspeto mais valorizado no emprego, ao qual se segue a boa relação com os colegas de trabalho", sinaliza o estudo, que refere também que a compensação financeira, tanto sob a forma de salário, como de incentivos a longo prazo - tais como opções de compra de ações -"ganhou terreno, passando do quinto para o terceiro lugar nas preferências, quando comparado com os resultados do último inquérito, realizado em 2018".

Na decisão de mudança pesam também a diversidade e a inclusão, bem como as questões ambientais, que aumentaram de importância no último ano para 61% dos profissionais da área tecnológica. O estudo da BCG realça mesmo que"50% dos inquiridos não trabalharia para empresas que não partilhassem as suas crenças sobre diversidade e inclusão, enquanto 48% adotam a mesma posição relativamente a políticas ambientais". headtopics.com

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75% preferem trabalhar em horários flexíveisCom a pandemia de covid-19 a impor novas regras no mercado laboral nos últimos quase dois anos, o padrão de trabalho dos profissionais tecnológicos foi fortemente impactado. Embora tecnicamente possível, o trabalho totalmente remoto era no passado uma realidade para uma percentagem minoritária dos profissionais. Em 2020 aumentou significativamente para os perfis tecnológicos, atingindo 76% no final do último ano, face a 41% registados em 2018.

Um registo que muitos gostariam de manter, associado a um reforço da flexibilidade. Só 25% dos profissionais inquiridos optariam por um regime de trabalho totalmente remoto, mas a esmagadora maioria (95%) admitem que gostariam de manter alguma dessa flexibilidade, trabalhando pelo menos um dia por semana a partir de casa. O estudo indica que outros tipos de flexibilidade são também altamente valorizados: 75% dos profissionais dizem preferir trabalhar com horários total ou parcialmente flexíveis.

Um aspeto curioso é que apesar da elevada disponibilidade para aceitar novos desafios profissionais, os profissionais tecnológicos estão menos disponíveis para aceitar desafios profissionais noutro país. Uma realidade que se pode justificar com a tendência de crescimento do trabalho remoto.

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No estudo agora divulgado pela BCG, só 55% dos profissionais se dizem disponíveis para aceitar um novo emprego fora do seu país, menos 12 pontos percentuais do que o apurado em 2018.Porém, 68% dos inquiridos estariam dispostos a trabalhar remotamente para um empregador sem presença física no seu país, um valor significativamente mais elevado do que a média de 57% de colaboradores de outras áreas de trabalho, que não tecnológicas. headtopics.com

“A pandemia veio derrubar barreiras físicas e a presença geográfica é um pormenor cada vez menos relevante na escolha de um emprego", vinca Eduardo Bicacro, da Boston Consulting Group.Segundo o estudo, os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a Austrália lideram a lista de países onde o talento procuraria o referido emprego remoto. Já quando se menciona a deslocação física para trabalhar,"o Canadá é o destino mais desejável, tendo ultrapassado os Estados Unidos da América desde o último inquérito".

Países europeus como a Alemanha, Suíça e França, viram a sua popularidade diminuir, enquanto Singapura e Nova Zelândia entraram no top 10 do ranking dos países considerados apetecíveis, refletindo a situação favorável da Covid-19 nestes países. O Reino Unido manteve a sua quinta posição, sendo Londres ainda a cidade mais atrativa para a transferência de talentos digitais, sinaliza o relatório.

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