Desconfinamento, Covid-19, Coronavírus, Saúde, Pandemia, Vacinas, Europa

Desconfinamento, Covid-19

Sucesso na vacinação gera consenso e leva partidos a defenderem fim de restrições

Desconfinamento: Sucesso na vacinação gera consenso e leva partidos a defenderem fim de restrições

16/09/2021 23:40:00

Desconfinamento : Sucesso na vacinação gera consenso e leva partidos a defenderem fim de restrições

Os partidos saíram do encontro do Infarmed a elogiar o sucesso do processo de vacinação e a mobilização dos portugueses, razões para aliviar as restrições. Agora é esperar pela luz verde do Governo.

LUSA/MIGUEL A. LOPESPerante a expectativa de que poderiam ser conhecidas novidades em relação ao levantamento de restrições,a reunião do Infarmed resultou numa certeza: a vacinação foi “um sucesso”, reconhecido até “lá fora”, e o consenso entre todos os responsáveis políticos - que marcaram presença no encontro - tornou-se incontornável.

Dose de reforço contra covid-19 pode ser dada em simultâneo com a vacina da gripe. Pandemia com “intensidade reduzida” em Portugal Matos Fernandes descarta medidas adicionais para atenuar subida dos preços da energia Eletricidade ''vai subir ligeiramente'' pois ''medida apenas impede que suba bastante''

Da esquerda à direita, os partidos concordam que o país está em condições de avançar para a próximafase do desconfinamento. O levantamento das restrições, quer em relação ao fim das limitações na lotação dos espaços comerciais, quer a respeito da realização de eventos, deverá avançar quando mais de 85% da população tiver a vacinação completa, o que se espera que aconteça, “no pior cenário”, até à primeira semana de Outubro. Assim, as novidades foram atiradas para o próximo Conselho de Ministros, agendado para a próxima quinta-feira.

A poucos dias de o país atingir o objectivo de vacinação, e em jeito de balanço, o Presidente da República resumiu o encontro do Infarmed como “o fechar de uma página, mas não a conclusão de um processo”. No entanto, Marcelo ressalvou que continuam a existir doentes internados (e mortes) e afastou que o levantamento de restrições represente um relaxamento total. headtopics.com

“Não há facilitismo, há um adaptar daquilo que são os comportamentos a uma nova fase”. Além disso, nenhuma decisão é irreversível. “Caso existam circunstâncias que obriguem à imposição de restrições, as restrições serão impostas”, avisou. Até lá, é preciso ter atenção (e cuidados redobrados) em duas situações: no uso de transportes públicos e nos lares, “onde as regras têm de ser mais fortes”.

Pelo PS, Pedro Cegonho considerou que há “confiança suficiente" para avançar: “Estamos num momento de transição”. Ainda assim, deverá manter-se uma “monitorização permanente” e é “essencial” que a responsabilidade individual não seja descurada. Pelo PSD, e em linha com a posição de Rui Rio, Ricardo Baptista Leite também sublinhou que a adesão à vacinação permite aliviar as restrições e retomar actividades que ficaram suspensas, quer nos cuidados de saúde, quer na actividade económica. A mesma opinião defendeu Moisés Ferreira, que insistiu no investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando “que terá de continuar a monitorização, vacinar contra a gripe e retomar muita da actividade programada” que está pendente.

Também o PCP não vê “razões nenhumas para manter as restrições” e “continuar a condicionar a actividade do país”. Jorge Pires não gostou dos “muitos elogios" feitos por Marcelo à task-forceda vacinação e lembrou o trabalho dos profissionais de saúde, para quem pediu valorização nas carreiras.

O CDS pediu um desconfinamento nas medidas, mas também nas restrições de acesso aos serviços públicos e na educação, notando a ausência de normas actualizadas pela Direcção-Geral de Saúde para o arranque do ano lectivo. Uma opinião partilhada pela Iniciativa Liberal, com Carla Castro a queixar-se do “ritmo eleitoralista” com que “as decisões do Governo são tomadas” e a pedir coerência. “As pessoas olham para outros países com menores taxas de vacinação e não conseguem perceber o contra-senso”, disse. O PEV e o Chega não estiveram presencialmente no encontro. headtopics.com

Joana Cruz: ″A vitória perante a doença é o melhor recomeçar″ “Pandora Papers são um embaraço também para Portugal.” Fisco vai analisar informações Se a culpa já não é do Passos, de quem é a culpa? Consulte Mais informação: Público »

Certificação ambiental torna os Açores um destino incontornável para os voos sustentáveisA British Airways já incluiu duas novas rotas para os Açores, que serão inauguradas no verão de 2022, devido ao interesse do arquipélago ter sido certificado como destino sustentável, o que facilita a conquista das metas de neutralidade carbónica propostas pelas companhias de aviação.

Reunião no Infarmed. Vacinação, casos e internamentos — os dados que abrem a porta ao desconfinamentoGoverno quer ouvir a opinião de especialistas antes de tomar decisões sobre terceira e última fase do desconfinamento, prometida para quando o país atingir 85% de população totalmente vacinada. O PÚBLICO analisou a evolução de seis indicadores da pa

Portugueses têm 'uma relação fortíssima' com a cultura, que até os ajuda a resolver problemas pessoaisEsta uma das conclusões de um relatório sobre percepções públicas agora apresentado numa convenção cultural integrada no festival MIL

Uma estreia amarga para os leões no regresso à Champions: Ajax aplicou 'chapa cinco' em Alvalade

Os portugueses não fazem contas?Se os portugueses fizessem contas, já teriam organizado uma manif para questionar porque pagam tanto dinheiro para terem a qualidade de ensino duvidosa que é ministrada em muitas escolas.

Sá Pessoa e Avillez entre os 50 melhores “chefs” do mundoPela primeira vez, dois chefs portugueses conquistam a primeira metade da lista dos Best Chefs Awards. Henrique Sá Pessoa recebeu ainda o prémio Nova Entrada.