Promotor inobiliário chinês Evergrande avisa que pode falhar reembolso de dívida

Promotor inobiliário chinês Evergrande avisa que pode falhar reembolso de dívida

İmobiliário, Dinheiro

04/12/2021 01:41:00

Promotor inobiliário chinês Evergrande avisa que pode falhar reembolso de dívida

Os reguladores garantiram que os mercados financeiros chineses podem ser protegidos de um grande impacto.

SubscreverEntre os economistas dá-se uma baixa probabilidade a uma crise nos mercados internacionais, mas bancos e obrigacionistas podem sofrer perdas pesadas, uma vez que os dirigentes de Pequim querem evitar o 'bailout' da construtora.Em comunicado hoje divulgado na bolsa de Hong Kong, a Evergrande informou que, depois de analisar as suas finanças com consultores externos,"não há garantias de que o Grupo tenha fundos suficientes para continuar a cumprir as suas obrigações financeiras".

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Promotor inobiliário chinês Evergrande avisa que pode falhar reembolso de dívidaDe imediato, os reguladores chineses garantiram que os mercados financeiros chineses podem ser protegidos de um grande impacto.

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Mais uma construtora chinesa alerta para possibilidade de falhar pagamento de dívidaO Kaisa Group Holdings Ltd., que tem sede em Hong Kong, disse que tentou renegociar a dívida, que vence na próxima terça-feira, mas foram poucos os detentores de títulos que concordaram com os termos propostos pela empresa

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e receba as informações em primeira mão. Subscrever Entre os economistas dá-se uma baixa probabilidade a uma crise nos mercados internacionais, mas bancos e obrigacionistas podem sofrer perdas pesadas, uma vez que os dirigentes de Pequim querem evitar o 'bailout' da construtora. Em comunicado hoje divulgado na bolsa de Hong Kong, a Evergrande informou que, depois de analisar as suas finanças com consultores externos,"não há garantias de que o Grupo tenha fundos suficientes para continuar a cumprir as suas obrigações financeiras". Pouco tempo depois, os reguladores procuraram acalmar os investidores, com a emissão de declarações em que asseguraram que o sistema financeiro chinês era forte e que as taxas de incumprimento eram baixas. Acrescentaram que muitos promotores imobiliários são financeiramente saudáveis e que Pequim vai continuar a deixar funcionar os mercados de crédito. "O risco de contágio dos eventos de risco do grupo no funcionamento estável do mercado de capitais é controlável", asseverou a comissão reguladora do mercado de capitais chinesa, no seu sítio na internet. O banco central e o banco regulador fizeram declarações semelhantes. Os dirigentes de Pequim aumentaram no último ano as restrições sobre os níveis de endividamento dos promotores imobiliários, para procurarem controlar a crescente dívida empresarial, que é vista como uma ameaça para a estabilidade económica. O governante Partido Comunista tem feito da redução dos riscos financeiros uma prioridade desde 2018. Em 2014, as autoridades autorizaram o primeiro incumprimento obrigacionista desde a revolução de 1949. Os incumprimentos têm sido permitidos ocorrer de forma gradual, na esperança de forçar credores e investidores a serem mais disciplinados. Não obstante, o endividamento total de empresas, governo e famílias aumentou do equivalente a 270% do produto interno bruto de 2018 para cerca de 300% no ano passado, valores pouco vistos em economias de países com rendimentos médios. Os economistas avançam que é pouco provável uma crise financeira, mas que a dívida pode limitar o crescimento económico. A Evergrande, o maior devedor da indústria da construção, tem uma dívida de dois biliões de yuans (310 mil milhões de dólares), na maioria devidos a bancos domésticos e investidores em obrigações. Também deve 19 mil milhões de dólares a obrigacionistas estrangeiros. A companhia tem vendido ativos para pagar dívidas e anunciou planos para dar a alguns obrigacionistas apartamentos em projetos que está a construir. O presidente da Evergrande, Xu Jiayin, foi chamado hoje para uma reunião com dirigentes da sua província, Guangdong, informou o governo, em comunicado. No texto, adiantou-se que uma equipa governamental iria ser enviada para a sede da Evergrande para ajudar a gerir o risco. Os problemas da Evergrande desencadearam alertas para a possibilidade de uma crise financeira no imobiliário -- um setor que propulsionou o crescimento económico explosivo da China entre 1998 e 2008 --- poder conduzir a problemas para os bancos e a um colapso súbito e politicamente perigoso do crescimento económico. O comunicado da Evergrande adianta que a empresa enfrenta solicitações para honrar um pagamento de 260 milhões de dólares. Se não for capaz de cumprir, previu, então outros credores podem ser levados a exigir os respetivos reembolsos mais cedo do que previsto. Hoje também, outro promotor imobiliário, o Kaisa Group Holdings Ltd., avisou que poderia falhar o reembolso de um empréstimo obrigacionista de 400 milhões de dólares na próxima semana. O Kaisa adiantou que tentou renegociar o pagamento, devido para quinta-feira, mas que muito poucos obrigacionistas concordaram com os termos avançados, mas não revelados. Em 05 de outubro tinha sido um promotor imobiliário de média dimensão, o Fantasia Holdings Group, a anunciar que ia falhar um pagamento de 205,7 milhões de dólares devido a investidores obrigacionistas. Centenas de pequenos promotores imobiliários chineses têm ido à falência desde que os reguladores começaram a intensificar o controlo sobre as finanças do setor, em 2017. O arrefecimento na construção na China trouxe para baixo os números do crescimento económico, tendo-se registado uns inesperados 4,9% homólogos no terceiro trimestre. Partilhar