Primeira-ministra da Suécia forçada a demitir-se no dia em que foi eleita

25/11/2021 05:10:00
Primeira-ministra da Suécia forçada a demitir-se no dia em que foi eleita

Magdalena Andersson explicou que espera agora ser reeleita para o cargo numa posterior votação.

Magdalena Andersson explicou que espera agora ser reeleita para o cargo numa posterior votação.

Magdalena Andersson explicou que espera agora ser reeleita para o cargo numa posterior votação.

"Há uma prática constitucional pela qual um Governo de coligação renuncia, quando um dos partidos o abandona. Não quero liderar um Governo cuja legitimidade seja questionada", disse a líder social-democrata, durante uma conferência de imprensa.

Na noite deste muito curto mandato, Andersson explicou que espera agora ser reeleita para o cargo numa posterior votação, procurando ter um Governo 100% social-democrata, sem depender de partidos extremistas.Eleita para ser a primeira mulher na Suécia no cargo de primeiro-ministro, após vários dias de difíceis negociações, Andersson foi vítima de um penoso jogo político.

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Magdalena Andersson nomeada primeira-ministra. É a primeira mulher a governar a SuéciaA líder dos social-democratas suecos, Magdalena Andersson, foi eleita, esta quarta-feira, primeira-ministra pelo parlamento de Estocolmo, tornando-se na primeira mulher a governar a Suécia, após difíceis negociações políticas.

Magdalena Andersson nomeada primeira-ministra pelo Parlamento da SuéciaA líder dos social-democratas suecos, Magdalena Andersson, foi eleita esta quarta-feira primeira-ministra pelo parlamento de Estocolmo, tornando-se na primeira mulher a governar a Suécia, após difíceis negociações políticas.

Magdalena Andersson nomeada primeira-ministra pelo Parlamento da SuéciaLíder dos sociais-democratas é a primeira mulher a chefiar um Governo na Suécia. Executivo enfrenta ainda esta quarta-feira o previsível chumbo do orçamento.

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Menos de oito horas após a sua nomeação pelo Parlamento, a nova primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, foi forçada esta quarta-feira a renunciar ao cargo, depois do chumbo do seu orçamento e do abandono dos aliados de coligação.Até ao momento, Andersson ocupava o cargo de ministra das Finanças do governo dirigido pelo demissionário Stefan Lofven, tendo sido eleita pelos votos a favor de 117 deputados, com 57 abstenções.Magdalena Andersson Até ao momento, Andersson ocupava o cargo de ministra das Finanças do governo dirigido pelo demissionário Stefan Lofven, tendo sido eleita pelos votos a favor de 117 deputados, com 57 abstenções.Magdalena Andersson será oficialmente empossada na próxima sexta-feira Reuters/TT NEWS AGENCY A líder dos social-democratas suecos, Magdalena Andersson, foi eleita esta quarta-feira primeira-ministra pelo Parlamento de Estocolmo, tornando-se na primeira mulher a governar a Suécia, após difíceis negociações políticas.

"Há uma prática constitucional pela qual um Governo de coligação renuncia, quando um dos partidos o abandona. Não quero liderar um Governo cuja legitimidade seja questionada", disse a líder social-democrata, durante uma conferência de imprensa. De acordo com a Constituição sueca, os chefes de governo podem ser nomeados para governar pelo parlamento se 175 deputados não votarem contra. Na noite deste muito curto mandato, Andersson explicou que espera agora ser reeleita para o cargo numa posterior votação, procurando ter um Governo 100% social-democrata, sem depender de partidos extremistas. Magdalena Andersson é a primeira mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro. Eleita para ser a primeira mulher na Suécia no cargo de primeiro-ministro, após vários dias de difíceis negociações, Andersson foi vítima de um penoso jogo político. Embora a Suécia seja um dos países apontados como dos mais avançados da Europa em questões relacionadas com igualdade de género, mas o cargo de líder do Executivo nunca tinha sido desempenhado por uma mulher. Na noite de terça-feira, esta economista de 54 anos - até agora ministra das Finanças do seu antecessor, Stefan Lofven - tinha garantido 'in extremis' o apoio necessário para chegar ao poder, graças a um acordo de última hora com o partido da Esquerda, prometendo aumentar as pensões mais baixas, e ao lado do partido Ambientalista. Embora a Suécia seja um dos países apontados como dos mais avançados da Europa em questões relacionadas com igualdade de género, mas o cargo de líder do Executivo nunca tinha sido desempenhado por uma mulher.

Contudo, um outro partido relevante no Parlamento sueco, o Partido do Centro, insatisfeito com as concessões feitas à esquerda, retirou o seu apoio ao orçamento. Esta quarta-feira, no Parlamento, Amineh Kababaveh, deputada independente que apoiou Andersson, referiu que a Suécia assinala atualmente os 100 anos das primeiras decisões políticas sobre direitos universais e o voto das mulheres.​​​ Hoje, no Parlamento, Amineh Kababaveh, deputada independente que apoiou Andersson, referiu que a Suécia assinala atualmente os 100 anos das primeiras decisões políticas sobre direitos universais e o voto das mulheres. A consequência imediata foi que, o mesmo Parlamento que elegeu Andersson pela manhã, deixou o seu orçamento em minoria, à tarde, e aprovou o orçamento da oposição de direita, que fora preparado anteriormente com a extrema-direita, do partido Democrata da Suécia. Andersson começou por dizer que aceitava a situação, mas o seu aliado na coligação minoritária, o Partido da Esquerda, considerou inaceitável governar com uma lei de Finanças com a marca da extrema-direita."Esta decisão foi simbólica", acrescentou a deputada independente. Logo após a derrota do orçamento no Parlamento, o partido Ambientalista anunciou a sua saída do Governo, forçando Andersson a demitir-se, poucas horas depois de ter sido eleita. Lofven vai manter-se formalmente em funções até que seja anunciada a formação do novo no Governo na próxima sexta-feira. O presidente do Parlamento, Andreas Norlén, disse que aceitou a sua renúncia e que agora iniciará contactos com os líderes dos vários partidos com assento parlamentar, antes de decidir como proceder, na quinta-feira. Andersson, 54 anos, vai liderar um Executivo de coligação minoritário formado pelos social-democratas e pelos Verdes. Lofven vai manter-se formalmente em funções até que seja anunciada a formação do novo Governo na próxima sexta-feira, mas os sociais-democratas deverão ainda esta quarta-feira sofrer um revés caso se confirme o chumbo do orçamento, que não conta com o apoio do Partido do Centro.

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