Presidente chileno nomeia Governo com maioria de mulheres

Chile: Presidente chileno nomeia Governo com maioria de mulheres

Chile, América Do Sul

21/01/2022 23:09:00

Chile: Presidente chileno nomeia Governo com maioria de mulheres

Das 24 pastas, 14 serão ocupadas por mulheres. “Acompanham-nos nesta equipa ministros de diversas origens e formações, um executivo diverso, como diverso é o nosso país”, concluiu Gabriel Boric .

.Dentro do Chile, será a comunista Vallejo a responsável por comunicar os avanços de um Governo que pretende desmantelar o modelo neoliberal instalado durante a ditadura militar (1973-1990) e ampliar o papel do Estado na direcção de um modelo de Estado social parecido com o da Europa.

Companheira de lutas estudantis de Boric, a futura porta-voz do executivo será a primeira comunista no poder desde o regresso à democracia, em 1990, ao integrar a chamada Comissão Política, o núcleo duro do Governo.Outra das grandes novidades é a inclusão na Comissão Política – juntamente com o Interior, as Finanças, a porta-voz e a Secretaria Geral da Presidência (Segpres) – do Ministério da Mulher, num forte sinal aos colectivos feministas, fundamentais na vitória de Boric.

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está a virar à esquerda . Dentro do Chile, será a comunista Vallejo a responsável por comunicar os avanços de um Governo que pretende desmantelar o modelo neoliberal instalado durante a ditadura militar (1973-1990) e ampliar o papel do Estado na direcção de um modelo de Estado social parecido com o da Europa. Companheira de lutas estudantis de Boric, a futura porta-voz do executivo será a primeira comunista no poder desde o regresso à democracia, em 1990, ao integrar a chamada Comissão Política, o núcleo duro do Governo. Outra das grandes novidades é a inclusão na Comissão Política – juntamente com o Interior, as Finanças, a porta-voz e a Secretaria Geral da Presidência (Segpres) – do Ministério da Mulher, num forte sinal aos colectivos feministas, fundamentais na vitória de Boric. Para as Finanças, foi escolhido Mario Marcel, o actual presidente do Banco Central e uma figura respeitada nas esferas empresariais, muito críticas em relação a Boric durante a campanha eleitoral. Independente, embora próximo do socialismo – foi director de Orçamentos no Governo de Ricardo Lagos (2000-2006) -, Marcel dirigirá uma economia que recuperou da crise mais rápido do que o previsto, mas com uma inflação que fechou 2021 nos 7,2%, a mais elevada em 14 anos. Nessa ingrata tarefa, acompanhá-lo-ão na Economia o académico Nicolás Grau – da Convergência Social (CS), o partido de Boric – e, no Trabalho e Previdência Social, a comunista Jeanette Jara. “Assumimos com enorme energia o desafio de consolidar a recuperação da nossa economia sem reproduzir as suas desigualdades estruturais. Estamos a falar de um crescimento sustentável, acompanhado de uma justa redistribuição da riqueza”, afirmou Boric. O braço-direito de Boric, Giorgio Jackson, estará à frente da Segpres, que se encarrega das relações com o parlamento, onde, a partir de Março, não haverá maiorias e a Aprovo Dignidade – a coligação formada pela Frente Ampla e o Partido Comunista, com a qual Boric ganhou as eleições, com mais de 55,8% dos votos – só tem 37 deputados e cinco senadores. Precisamente para ter governabilidade, o futuro chefe de Estado incluiu no seu executivo partidos tradicionais do centro-esquerda que não o apoiaram na primeira volta, como o Partido Socialista (PS), o Partido para a Democracia (PPD), o Partido Liberal (PL) e o Partido Radical (PR). É o caso de Maya Fernández (Defesa), neta de Salvador Allende, que estará no comando das Forças Armadas; do senador socialista Carlos Montes (Habitação e Urbanismo); de Jeanette Vega, do PPD, no Desenvolvimento Social; do liberal Juan Carlos García (Obras Públicas) e da radical Marcela Hernando (Mineração). Nas restantes pastas ministeriais, estão Marco Antonio Ávila (Educação), Esteban Valenzuela (Agricultura), Juan Carlos Muñoz (Transportes e Telecomunicações), Claudio Huepe (Energia) e Flavio Andrés (Ciência, Tecnologia, Conhecimento e Inovação). “Acompanham-nos nesta equipa ministros de diversas origens e formações, um executivo diverso, como diverso é o nosso país”, concluiu Gabriel Boric.