Tóquio 2020, Jogos Olímpicos, Desporto, Patrícia Mamona, Triplo Salto, Comité Olímpico De Portugal

Tóquio 2020, Jogos Olímpicos

Patrícia Mamona honrou o ″país pequeno″ ao voar acima dos 15 metros

Patrícia Mamona honrou o 'país pequeno' ao voar acima dos 15 metros

02/08/2021 01:31:00

Patrícia Mamona honrou o 'país pequeno' ao voar acima dos 15 metros

Atleta brilhou na final do triplo salto : conquistou a medalha de prata e bateu o recorde nacional. Descoberta por José Uva, faz agora 20 anos que entrou no atletismo por causa dos donuts que davam no final das provas.

SubscreverA primeira coisa que lhe veio à cabeça foi o treinador (José Uva, que a descobriu em 2001), a família e"este grande país" que é Portugal:"São cinco anos a trabalhar para este momento, 20 anos no triplo salto. Estou orgulhosa de todos.

As palavras importam: em vez de “esquizofrénico”, diga “pessoa com esquizofrenia” Canábis: GNR deteve homem na Sertã e apreendeu mais de 3.300 plantas e 74 quilos de 'sumidades floridas' Leonardo Jardim: «Não fui para o Sporting pelo salário, nem havia dinheiro para contratações»

Ainda agora me disseram que Portugal era um país pequeno, mas consegue coisas grandes. O apoio dos portugueses foi fundamental."Para Patrícia,"Paris 2024 pode esperar". Agora quer é desfrutar do momento e esperar que inspire todos os que sonham:"Se acreditarem mesmo que conseguem, vão atrás dos vossos sonhos." Ela foi atrás do seu, um sonho que começou quando viu Nelson Évora ser campeão Olímpico do triplo salto em Pequim 2008."

Vai terminar a carreira nestes Jogos Olímpicos. Ele é uma inspiração para mim. Espero dar continuidade ao que ele tem feito", disse, garantindo ainda que"tem muito para dar".Recorde nacional é agora de 15,01 metros headtopics.com

A atleta do Sporting já tinha avisado que estava na melhor forma de sempre aos 32 anos e entrou na final logo com um recorde de Portugal para não deixar dúvidas sobre as reais intenções na final!Um salto espetacular a 14, 91 metros, que bateu a sua melhor marca pessoal e recorde nacional conseguido há duas semanas (14,66), e também a sua melhor marca Olímpica (14,65).

O segundo salto foi desastroso (12.30), fruto de um desequilíbrio na chamada e a terceira tentativa foi ainda pior (nulo). Mas na quarta ronda, Mamona saltou 15,01 metros, batendo de novo o recorde nacional e reforçando a posição de prata. Depois ainda fez um salto modesto a 14,66 (marca com que se apresentou nos Jogos) e fechou com 14, 97 metros

Na sua terceira participação olímpica (6.ª no Rio 2016 e 13.ª em Londres 2012), Mamona só foi superada pela superfavorita, a venezuelana Yulimar Rojas, que ficou com o ouro e estabeleceu novo recorde mundial (15,67 metros). O bronze foi para a espanhola (e namorada de Nelson Évora) Ana Peleteiro (14,87 metros).

Correr por um donuts... o incentivo há 20 anosFilha de angolanos, Patrícia nasceu em Lisboa, mas foi no Cacém que se começou a interessar pelo atletismo por culpa dos... donuts, o prémio de participação nas provas do desporto escolar. headtopics.com

Koeman após nova escorregadela do Barcelona: «Neste país expulsam-te por tudo e por nada» Saturação e banalização são hoje os maiores riscos da pandemia Costa não está bem

Foi no final de uma competição de corta-mato que um professor de Educação Física, José Uva (hoje é o seu treinador), a fez despertar para o atletismo.Os pais não gostaram muito da ideia e foi preciso o professor/treinador convencê-los de que a filha tinha futuro.

E não se enganou.Patrícia inscreveu-se no JOMA em 2001 e logo na primeira época ganhou o Atleta Completo. Como iniciada, em 2003, liderou os rankings de barreiras, altura, comprimento, triplo e heptatlo, batendo os recordes nacionais destas duas últimas especialidades. Em 2011 foi para o Sporting.

A família entretanto mudou-se para Inglaterra, mas Patrícia ficou em Portugal a viver com uma tia para continuar no atletismo depois de prometer que ia conseguir conciliar o atletismo com o curso de medicina. Mas o curso era exigente e perdia muitas horas no caminho entre os treinos e a faculdade.

Como"sonhava ser médica", resolveu deixar o atletismo de lado. Até que aos 17 anos decidiu concorrer a uma bolsa universitária nos Estados Unidose foi estudar medicina para a Universidade de Clemson.Para ser atleta de alta competição tinha de ser"atleta durante 24 horas" e apostar tudo no treino. Acabou por regressar a Portugal e aos treinos no Sporting. E os resultados foram aparecendo, tanto nos nacionais como nos europeus. headtopics.com

Em 2016 sagrou-se campeã europeia do triplo salto ao saltar 14,58 metros em Amesterdão. No mesmo dia em que Portugal se sagrou campeão europeu de futebol com um golo de Eder.E há dois meses, depois de recuperar da covid-19 e de se apurar no último salto e na última prova de apuramento, voltou a sagrar-se campeã europeia.

Hoje é uma atleta a 100% e vai fazendo as cadeiras do curso de Engenharia Biomédica aos bocadinhos. Além disso é viciada em café!Desde 2008 que Portugal não tinha dois pódiosA prata de Patrícia Mamona no triplo salto e o bronze de Jorge Fonseca no judo colocaram um ponto final numa espera de 13 anos por mais do que uma medalha para Portugal.

Marco Rodrigues e Sara Correia cantam Carlos do Carmo e fazem antevisão da homenagem no Santa Casa Alfama Sexta, na TV: entre viagens sem reservas e mulheres-maravilha, bate o sino da “Missa da Meia-Noite” Estabelecimentos na zona de Santos fecharam mais cedo, balanço é positivo

Desde Pequim 2008, em que Nelson Évora se consagrou campeão olímpico no triplo salto e Vanessa Fernandes conquistou prata no triatlo, que não se via múltiplos medalhados numa mesma edição. Em Londres 2012 a prata dos canoístas Emanuel Silva e Fernando Pimenta foi solitária, assim como o bronze de Telma no Rio 2016.

Portugal tem agora 26 medalhas em 100 anose o atletismo é de longe a que mais conquistas deu ao nosso país (11), seguida da vela (quatro), do hipismo e do judo (três).O lugar mais alto do pódio é uma honra de apenas quatro campeões: Carlos Lopes (Los Angeles 1984), Rosa Mota (Seul 1988), Fernanda Ribeiro (Atlanta 1996) e Nélson Évora (Pequim 2008).

As duas medalhas conquistadas até agora permitem cumprir o estipulado no contrato-programa entre o Comité Olímpico de Portugal e o Governo, já estipulava dois pódios.E ainda há esperança de melhorar este desempenho Consulte Mais informação: Diário de Notícias »

Sem querer lançar nenhuma polêmica e sem qualquer tipo de presunção, quero dizer que fico ainda mais feliz por ela, Jorge Fonseca e Nemias fazerem parte das minorias deste país, mas que tanto mas tanto nos fazem falta. O meu muito obrigado aos 3. Mas o nome dela… santo Deus. Esse nome não é católico 😂

Patrícia Mamona e este grande país que é PortugalO país está apaixonado por Patrícia Mamona. Vibra com a extraordinária atleta que ela é, com as medalhas que ganha, mas também elogia sem rubor a simpatia e a beleza. E é enorme o respeito intelectual pela atleta de alta-competição que estuda para ser engenheira biomédica e foi bolseira na América.

Patrícia Mamona supera duas vezes recorde nacional de triplo salto na final dos Jogos Olímpicos

Patrícia Mamona é vice-campeã olímpicaSaltadora portuguesa ficou em segundo na final do triplo-salto em Tóquio. Só não ganhou à extra-terrestre Yulimar Rojas, que bateu o recorde do mundo. Segunda medalha para Portugal nos Jogos. Grande Patricia. Grande prova! Parabéns Patrícia e obrigado. Grande mamona

Patrícia Mamona medalha de prata no triplo salto!Atleta do triplo salto bateu recorde nacional por duas vezes e fez quatro (em seis) dos melhores saltos da carreira. Impressionante para uma atleta de 32 anos. Parabéns para si.

Patrícia Mamona é medalha de prata no triplo salto em TóquioAtleta portuguesa bateu o recorde nacional por duas vezes na prova e chegou pela primeira vez na carreira aos 15 metros. Mas mais importante que tudo: chegou à medalha olímpica, a segunda de Portugal nestes Jogos de Tóquio Parabéns.

Conheça aqui o perfil da 'boa aluna' Patrícia MamonaA prata no triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 consagrou hoje a portuguesa Patrícia Mamona, cuja vida dedicada ao atletismo permitiu-lhe chegar aos mais altos patamares na modalidade sem descurar os estudos.