Para onde vai evoluir a rede de carregamento de carros elétricos?

Para onde vai evoluir a rede de carregamento de carros elétricos?

22/10/2021 20:41:00

Para onde vai evoluir a rede de carregamento de carros elétricos?

O Expresso e a EDP Comercial organizam, esta terça-feira, mais um debate do projeto Carta Elétrica. Desta vez estará em discussão o futuro da rede de postos de carregamento e os entraves que existem para quem carregar o carro em casa

JornalistaA rede pública de postos de carregamento de carros elétricos - aqueles que estão na rua, nos centros comerciais, nos parques de estacionamento ou nas autoestradas - deu um impressionante salto nos últimos três anos. De acordo com dados da Mobi.E, a empresa pública que faz a gestão da rede, neste momento, há 2076 postos, a que equivalem 4346 pontos (ou tomadas), porque cada posto tem dois ou três pontos e dá para ligar dois ou três carros em simultâneo. Há três anos, em 2018, eram 647 postos e, se compararmos com 2011, quando a rede foi instalada, havia apenas 388.

Patrões do ″Correio da Manhã″ e do ″Observador″ apanhados nos Pandora Papers 'Direita não conta nas próximas eleições', diz Catarina Martins Sporting é a primeira equipa a travar o Benfica esta temporada

Foi, precisamente, nesse ano que a Mobi.E vendeu os postos que tinha e a rede passou a ser privada em vez de pública, ou seja, manteve a gestão pública, mas o investimento em novos postos passou a privado. Ou seja, passaram a haver concursos para a instalação de postos, por parte do governo e das autarquias a que os privados concorrem, mas os privados também têm liberdade de fazer por si e pedir licenciamentos para ligar postos à rede da Mobi.E.

Em consequência, os carregamentos passaram a ser pagos em vez de gratuitos, como era até então, e a rede começou a crescer em número e em qualidade. Não só foram instalados mais postos como deixaram de haver tantos aparelhos desactivados, apesar de ainda haver 134 nessas condições. headtopics.com

O presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE), Henrique Sanchéz, explica ao Expresso que, entre 2010, quando foram instalados os primeiros postos, e 2014, o investimento na rede foi pouco ou nenhum, até porque coincidiu com a chegada da troika a Portugal. Nesse período, cerca de metade dos postos não estavam disponíveis, ou porque se avariavam e não era arranjados ou porque eram vandalizados. “Chegou mesmo a haver postos que estavam fechados, mas eram usados como se fossem privados, porque havia quem os abrisse com chaves de eletricista, faziam o carregamento e depois voltavam a fechá-lo”, conta.

6000é o número aproximado de pontos de carregamento que existem em Portugal e ilhas atualmente, somando os pontos da rede de acesso público e os da rede privadaA par do aumento do investimento público-privado na rede de postos de carregamento, houve ainda um crescimento do investimento em redes privadas, como é o caso dos postos da Tesla, da Nissan, da BMW, da Renault ou até do Continente (sim, os hipermercados), que são apenas para quem tem um carro daquelas marcas ou, no caso do Continente, um cartão específico.

Ora, para Henrique Sanchéz, apesar de não serem de acesso público, estas infraestruturas privadas devem ser somadas ao total de postos que existem actualmente “porque retiram muitos veículos elétricos da rede pública”. Assim, no total, haverá em Portugal cerca de 3000 postos, a que equivalem cerca de 6000 pontos de carregamento.

Com o aumento das preocupações ambientais e com as regras e metas da União Europeia para a descarbonização cada vez mais apertadas (como deixarem de se vender carros a combustão a partir de 2035), as marcas de automóveis estão a apostar cada vez mais na mobilidade elétrica, havendo, por isso, baterias com mais autonomia e preços mais acessíveis, fazendo com que haja mais pessoas a comprar carros elétricos e que haja mais investimento na rede de carregamentos. headtopics.com

Leite materno tem células contra a SARS-CoV-2 Marques Mendes diz que Rui Rio pode ganhar as eleições Vacinação das crianças é o passo que falta no combate à pandemia

“Com as vendas a aumentar, vai haver mais pessoas que não podem carregar o carro em casa e que vão usar mais rede pública”, diz Pedro Vinagre, administrador da EDP ComercialDiscutir o futuro da rede de carregamentos, o que é preciso mudar e onde é que é preciso investir será um dos temas em cima da mesa do debate que o Expresso e a EDP Comercial organizam no âmbito do projeto Carta Elétrica. Não só é preciso simplificar e acelerar os processo de licenciamento, diz o responsável pela área de mobilidade elétrica da Galp, Rui Vieira. Mas é também preciso dotar o interior de postos, porque a maior parte estão no litoral, e é preciso instalar mais pontos rápidos nas autoestradas, para eliminar “a ansiedade da autonomia”, diz Pedro Vinagre, administrador da EDP Comercial.

Aliás, neste momento, o crescimento da rede tem se feito através do aumento da instalação de postos rápidos e ultra rápidos e a EDP Comercial e a Galp têm sido dos principais protagonistas desta evolução, com a EDP a superar os mil postos e a Galp a chegar aos mil já no final deste ano e com o número de pedidos a aumentar todos os dias.

Carregamentos nas redes pública e particular: o que se segueO que é?É mais um debate do projeto Carta Elétrica que o Expresso e a SIC Notícias em parceria com a EDP e a UVE estão a promover até dezembro. Neste encontro falar-se-á da rede de carregamento, mas também dos desafios de carregar o carro em casa.

Quando, onde e a que horas?Dia 26 de outubro, terça-feira, às 10h45 no edifício da Impresa, em Paço de Arcos. Também será transmitido no Facebook da SIC Notícias à mesma hora.Quem vai estar presente?Tiago Belo, sócio gerente da Solyd Property Developers headtopics.com

Pedro Vinagre, administrador da EDP Comercial com o pelouro da mobilidadeMichael Silva, director comercial da EfacecLuís Barroso, CEO da Mobi.EPorque é que este debate é central?A rede pública de carregamentos de carros elétricos está a crescer significativamente, mas ainda é preciso mais. Mais postos, mais postos rápidos e super rápidos, mais postos no interior do país e processos de licenciamento mais simples e ágeis. E é também preciso discutir como melhorar os carregamentos em casa e como é que as habitações se vão adaptar isso.

Consulte Mais informação: Expresso »

O Futuro do PSD

Escolhemos seis questões que determinam o futuro do PSD e sobre elas questionámos os dois candidatos a presidente do partido, que será eleito a 27 de Novembro

Entretanto teve início o roubo dos que tem de carregar nesses posto.

BCP e FEI fazem acordo para canalizar mais 1650 milhões de euros para as PMEBCP e Fundo Europeu de Investimento (FEI) renovam esta quinta-feira a sua parceria para mobilizar mais 1650 milhões de euros para as empresas. Em abril foram também assinados acordos de 1200 milhões com o BCP

África é crucial para sucesso da transição mundial para economia verde e digital, diz Durão BarrosoPresidente do Fórum Euro-África afirmou que África vai ser 'um fator-chave para o sucesso ou insucesso das transições para uma economia verde e digital'

Pedro Sánchez viaja pela quinta vez para La Palma para avaliar situação do Cumbre ViejaHá mais de um mês em erupção, o Cumbre Vieja não dá sinais de abrandar.

Goldman Sachs tem mil milhões para investir na logística em Espanha e PortugalO investimento surge com o objetivo de fortalecer a marca Newdock, criada este ano. Banco norte-americano tem mil milhões de euros para investir no sector logístico na Península Ibérica.

Conselho de Ministros vai aprovar a 'Agenda para o Trabalho Digno'

Julgamento de Tancos vai ser reaberto para ouvir arguidosO julgamento do processo do furto e recuperação das armas do paiol de Tancos vai ser reaberto para tomada de declarações dos arguidos que o requereram na sequência da comunicação da alteração não substancial de factos de que vinham pronunciados.