Pandemia deixou portugueses mais sozinhos, mas também mais confiantes no Governo

25/11/2021 13:12:00

OCDE: Pandemia deixou portugueses mais sozinhos, mas também mais confiantes no Governo

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OCDE : Pandemia deixou portugueses mais sozinhos, mas também mais confiantes no Governo

O mais recente relatório da OCDE procura dar uma visão holística de como a pandemia afectou o bem-estar das pessoas. Em termos globais, há sinais claro de um aumento da solidão e exclusão da sociedade, bem como do número daqueles que sentiram cresce

), divulgado esta quinta-feira. Nos parâmetros em que foi possível comparar o país com os restantes membros da OCDE, percebe-se que a tendência nacional acompanha a colectiva, com pequenas oscilações, para o bem e para o mal, no momento da comparação.

O documento analisou um conjunto de parâmetros entre Março de 2020 e Junho de 2021 para traçar “uma visão holística de como a vida das pessoas foi afectada, como impactou diferentes grupos da população e o que está a acontecer aos recursos (naturais, económicos, humanos e sociais) que ajudam a manter o bem-estar ao longo do tempo”, lê-se na apresentação. 

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Portugueses são dos europeus que mais temem divulgar informação financeira para fazer pagamentos onlineApesar destes receios, o estudo confirma que o comércio online está em alta a nível europeu e que Portugal acompanha a tendência, por exemplo, na compra online de produtos de mercearia ou nos hábitos de encomenda online de comida em restaurantes para entrega ao domicílio.

Covid-19: Costa só falará sobre medidas na 5.ª feiraPrimeiro-ministro salientou que a sociedade portuguesa e mundial tem compreendido 'da forma mais traumática possível a importância da ciência', devido à pandemia de covid-19. MPs MUST abandon rogue politics,and realise they have to work together to implement TRULY EFFECTIVE curbs,otherwise the country will be hit severely albeit slowly,thanks to vax.Curbs are always unpopular but necessary.Applying 'cosmetic' measures,is converging to a new lockdown.

Pandemic ), divulgado esta quinta-feira.Carolina Sousa 23 Novembro 2021, 10:09 Lopes da Fonseca afirma ainda “não termos tido solidariedade nenhuma vinda da República” durante a pandemia, e mencionou a dívida “de mais de 63 milhões de euros que o estado nos deve”..António Costa está a ouvir os partidos com assento parlamentar, para discutir situação.

Nos parâmetros em que foi possível comparar o país com os restantes membros da OCDE, percebe-se que a tendência nacional acompanha a colectiva, com pequenas oscilações, para o bem e para o mal, no momento da comparação. O documento analisou um conjunto de parâmetros entre Março de 2020 e Junho de 2021 para traçar “uma visão holística de como a vida das pessoas foi afectada, como impactou diferentes grupos da população e o que está a acontecer aos recursos (naturais, económicos, humanos e sociais) que ajudam a manter o bem-estar ao longo do tempo”, lê-se na apresentação. Lopes da Fonseca afirma ainda “não termos tido solidariedade nenhuma vinda da República” durante a pandemia, e mencionou a dívida “de mais de 63 milhões de euros que o Estado nos deve”.  Como nem todos os membros apresentam dados para todos os parâmetros, há situações em que a comparação da média da OCDE com um país específico não é possível, como acontece, por exemplo, no caso de Portugal para  os dados relacionados com a saúde mental . Apesar de visões diferentes dos partidos face ao contexto pandémico, o Presidente da República pede"conjugação total dos órgãos do poder político".  O relatório só tem dados de 15 dos 38 países da OCDE, mas para esse conjunto, a percentagem de pessoas em risco de depressão manteve-se nos 27%, nos anos de 2020 e 2021, tendo aumentado de 25% para 26% quando se olha para aquelas que sofriam de ansiedade. O deputado concluiu com um apelo aos portugueses que, em janeiro, “mudem o paradigma” no Governo da República.  Mas há outros dados, na área directamente relacionada com a qualidade de vida, que indicam que o período da pandemia trouxe complicações acrescidas aos portugueses.

A percentagem de pessoas que indicou ter uma satisfação muito baixa com a sua qualidade de vida aumentou, em Portugal, de 16% para 19%, entre 2019 e 2020, mantendo o país num patamar pior do que a média da OCDE (35 países analisados), em que essa subida foi de apenas de 11% para 12%. SAIBA MAIS. O país tem um desempenho um bocadinho melhor quando se olha para as relações comunitárias. Por cá, entre 2019 e 2020, a percentagem de pessoas que se sentiu excluída da sociedade subiu de 11% para 18%, mas na média dos 22 países da OCDE com dados sobre este campo, a subida foi de 19% para 27%. Já quando questionados sobre se sentiam sozinhos, a maior parte do tempo ou sempre, nas duas últimas semanas, 19% dos portugueses disseram que sim, em Fevereiro-Março de 2021, aquando apenas 12% o tinham feito em Abril-Junho de 2020. Na média dos 22 países da OCDE que responderam, a subida foi de 14% para 19%.

Rendimento disponível para a habitação A pandemia não parece ter tido um efeito tão notório em áreas como o rendimento disponível para a habitação (aumentou um 1% em Portugal de 2019 para 2020 e 2% na OCDE) ou nos jovens, entre os 15 e os 29 que não estudavam, trabalhavam ou tinham formação: a percentagem manteve-se estável nos 11%, no nosso país e subiu de 13% para 14% na média de 30 países da OCDE. O país esteve .