As Profissões Que Nunca Param, Lisboa, Local, Eletricidade

As Profissões Que Nunca Param, Lisboa

Os homens que nos garantem a luz em tempos obscuros

Os homens que nos garantem a luz em tempos obscuros

08/03/2021 04:11:00

Os homens que nos garantem a luz em tempos obscuros

Lidam com os perigos da eletricidade e agora com o risco de contágio da covid-19. Ao equipamento que já usavam para mexer em cabos e instalações elétricas, as equipas de piquete da E-Redes juntaram as máscaras de proteção individual.

SubscreverEsta equipa passa o dia entre intervenções urgentes e trabalhos programados. A subestação norte, situada no centro de Lisboa, é a base de onde saem para cobrir a área de Lisboa, Amadora, Oeiras e Cascais. É também esta subestação que alimenta uma parte substancial da cidade de Lisboa com energia elétrica."É aqui que recebemos a tensão que vem do transformador de 60 quilovolts, é transformado para 10 quilovolts e daqui é distribuído para os postos de transformação que estão na área envolvente para depois irem então transformar estes 10 quilovolts para 230 volts que é aquilo que as pessoas têm casa quando ligam o interruptor e acendem a luz", explica Nuno Quintela, organizador de trabalhos da área de manutenção de Lisboa da E-Redes."Estamos sempre a descer o nível de tensão", diz.

Filas na reabertura dos centros comerciais da Grande Lisboa Frederico Varandas: «Superliga vai contra todos os princípios democráticos e de mérito» €4 mil milhões: os clubes da Superliga europeia já têm financiador (o banco JP Morgan) e ameaçam FIFA e UEFA com ações judiciais

"Temos quatro subestações injetoras, maiores. Essas quatro passam para 30 como esta e, dessas 30, passam para cerca de dez mil postos de transformação. E é destes que vai para as nossas casas", esquematiza."Está a ver a infraestrutura que temos ali fora?", pergunta referindo-se ao posto de transformação que ocupa uma boa área do exterior."Não podemos ter aquilo dentro de um bairro. Temos de ter uma coisa mais pequena. E quanto mais baixo é o nível de tensão mais pequena é a infraestrutura que temos de ter".

Uma realidade que se multiplica pelo país inteiro e que forma uma complexa rede que, tal como nas autoestradas, precisa de manutenção e, às vezes, de intervenções urgentes."As avarias têm a ver com várias situações distintas. Podem ser por atos intrusivos, por obras nas proximidades que mexam na nossa infraestrutura, podem também ter a ver com temporais...", enumera Nuno Quintela."Nesta área podemos ter menos avarias porque a rede é basicamente subterrânea. A rede subterrânea não tem tantos problemas com intempéries, por exemplo, como em rede aérea. Em Lisboa não vê postes de eletricidade, só vê os candeeiros a saírem do chão, porque os cabos são todos subterrâneos. Em zonas mais rurais, tem de ser tudo em rede aérea. São distâncias mais longas e não era exequível, a nível monetário, fazer redes subterrâneas para todos os lados", explica. headtopics.com

Modernização da redeO investimento feito nos últimos anos na renovação da rede elétrica e em novas tecnologias também justifica a redução de apagões. Que o diga José Cascais, que já trabalha com eletricidade há quase 40 anos."Foi uma evolução muito grande. Isto agora tem muito a parte digital e quando comecei era diferente, as coisas demoravam mais. Numa avaria demorava-se mais tempo. Agora é tudo muito mais rápido", compara. Ao fim de tantos anos, continua a gostar muito daquilo que faz."É um trabalho gratificante. Tem aquela adrenalina de dar energia aos clientes o mais rápido possível com a segurança devida."

Mas nem sempre são bem recebidos pelos clientes, queixa-se Luís Delgado."Há situações em que mal chegamos nos dizem"Então? Liga lá isso, nunca mais temos luz". Isso é desagradável porque temos a preocupação de irmos o mais rápido possível e, sermos recebidos com três pedras na mão, dá é vontade de vir embora", conta.

Consulte Mais informação: Diário de Notícias »