O princípio do fim da ''era Merkel''

O princípio do fim da “era Merkel“

25/09/2021 16:21:00

O princípio do fim da “era Merkel“

Depois de 16 anos dedicada à construção de uma Alemanha centrista, Angela Merkel vai deixar o cargo. A saída da chanceler alemã é apontada como um dos maiores riscos para a Europa em 2021.

como um dos principais riscos para a Europa em 2021, a par das tensões entre China e os Estados Unidos e da pandemia de covid-19.Com a porta de saída já entreaberta, a chanceler alemã continuou a trabalhar por uma Europa mais unida. Foi uma das defensoras do histórico fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros em resposta à pandemia, uma oportunidade política para fortalecer o multilateralismo.

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"Sem as hábeis habilidades políticas de Merkel, a UE teria enfrentado uma divisão interna sem precedentes, entre a Polónia e a Hungria, de um lado, e os 25 Estados membros restantes do outro", aponta a consultora."A recuperação económica do continente estaria em risco, com muito mais pressão sobre o Banco Central Europeu."

Markus SchreiberPara o futuro, antevê-se uma Europa mais fragmentada. A consultora considera que há risco de o populismo europeu crescer à medida que aumenta a falta de consenso entre os países.Em termos de política externa, a Turquia apresenta um desafio para a UE. Sem Merkel para atuar como negociadora forte, os esforços diplomáticos para resolver disputas territoriais e de energia no Mediterrâneo serão difíceis, assim como o processo de paz no Chipre liderado pela ONU. headtopics.com

"A posição da UE tornar-se-á mais agressiva à medida que a França recrutar mais Estados membros na sua missão de endurecer castigos à Turquia, com mais sanções e aumentando a probabilidade de ruptura diplomática. Isso, por sua vez, levará Ancara a ameaçar outra crise de refugiados para desestabilizar a Europa, bem como movimentos no Meditterâneo Oriental que podem reacender um impasse naval e o risco de conflito direto"

, escreve a consultora no site.Quem vai substituir Angela MerkelEste domingo, a Alemanha realiza a primeira eleição em que o chanceler em exercício não é candidato. A saída de Merkel significa que, pela primeira vez desde 1949, a mudança é inevitável.

Durante os últimos quatro anos, o resultado mais provável seria um governo de continuidade liderado pelos democratas-cristãos (CDU), possivelmente em coligação com os Verdes. Poucos avaliaram a possibilidade de o partido social-democrata alemão, atual parceiro do Governo de Merkel, conseguir um bom resultado na eleição. O partido teve o seu pior resultado em 2017, não conseguiu uma resposta positiva nas europeias de 2019 e deu sinais de uma severa divisão interna.

O seu líder, Andrea Nahles, deixou o cargo depois do desastre eleitoral europeu e o vice-chanceler e ministro das Finanças de Merkel, Olaf Scholz, perdeu uma votação para a liderança. Acabou, mesmo assim, por ser o escolhido para ser o candidato social-democrata a chanceler. headtopics.com

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Matthias SchraderA CDU, partido de Merkel, escolheu Armin Laschet como candidato, uma jogada que não tem sido favorável aos democratas cristãos depois de uma campanha difícil. O momento que mais manchou a ação de Laschet foi a sua reação às inundações no oeste da Alemanha, com risos e brincadeiras com os colegas do partido enquanto o presidente federal fazia um discurso solene de homenagem às vítimas.

Pediu desculpa, mas o estrago estava feito. Segundo uma nova sondagem divulgada esta sexta-feira, avantagem do social-democrata Olaf Scholz sobre o conservador Armin Laschet é de um ponto percentual. O Instituto de Estudos de Opinião Allensbach atribui a Scholz (SPD) 26% das intenções de voto, seguido de Laschet (CDU/CSU) com 25%, numa sondagem encomendada pelo diário Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Os Verdes também não têm tido uma campanha auspiciosa. A candidata Annalena Baerbock foi alvo de críticas por alegado plágio. Enquanto isso, Scholz foi ganhando terreno nas sondagens, com o público alemão a responder bem à sua maneira sóbria, focada na política centrista, quase que uma reminiscência de Merkel.

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Após 16 anos de Merkel, é a hora de Scholz, Laschet ou BaerbockOs alemães vão neste domingo às urnas para eleger os deputados que serão depois responsáveis por escolher o próximo (ou a próxima) chanceler. Pela primeira vez, há três candidatos ao cargo, sendo que todos já estiveram à frente das sondagens.

Do inferno ao céu. Como Merkel mudou em 16 anosNo primeiro mandato, procurou estabilizar a Europa e teve o seu período de graça. No segundo, quase estilhaçou o eixo franco-alemão com a exigência de políticas de austeridade. A crise dos refugiados acabou por mudar a imagem fria da líder germânica.

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