Susana Díaz, Pedro Sánchez

O fim do pacto de não agressão entre Pedro Sánchez e Susana Díaz

O fim do pacto de não agressão entre Pedro Sánchez e Susana Díaz

08/05/2021 02:58:00
Susana Díaz, Pedro Sánchez, Andaluzia, Internacional, Psoe

O fim do pacto de não agressão entre Pedro Sánchez e Susana Díaz

PSOE não quer ser apanhado de surpresa numa eventual antecipação das eleições andaluzas e avança já para primárias para escolher o candidato, reacendendo inimizades antigas.

SubscreverA opositoraA sevilhana Díaz nunca escondeu o seu desejo de chegar à liderança do PSOE, partido onde milita desde os 17 anos e no qual foi subindo(aos 25 já era vereadora em Sevilha). Mas optou por não se lançar na corrida à sucessão de Alfredo Pérez Rubalcaba em 2014, apoiando então a candidatura de Sánchez. Dois anos depois, a história já era outra e em outubro de 2016, tudo parecia correr a seu favor.

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Derrotado nas urnas em junho desse ano, Sánchez enfrentava uma rebelião interna no PSOE (liderada por Díaz) e optou por se demitir quando percebeu que estava em minoria. Dias depois, o partido votava a favor de apoiar, com a sua abstenção, a investidura de Mariano Rajoy, algo que Sánchez recusava.

Díaz tinha o apoio do aparelho, mas não o dos militantes. Sánchez acabaria por ser de novo eleito líder do PSOE nas primárias de abril de 2017 e chegar à Moncloa (primeiro na moção de censura a Rajoy, em junho de 2018, depois pelas urnas). headtopics.com

Entretanto, Díaz tinha voltado a centrar as suas atenções na Andaluzia, que presidia desde setembro de 2013 (graças a um escândalo de corrupção que afastou o então presidente, José Antonio Griñán). Mas nas eleições regionais de dezembro teve o pior resultado do partido em anos e, apesar de vencer, não foi suficiente para voltar a formar governo, diante da aliança entre o PP de Moreno e o Ciudadanos de Juan José Marín, com o apoio da extrema-direita do Vox que se estreava num parlamento regional. Foi o fim da hegemonia do PSOE na região .

Parecia que Díaz, agora líder da oposição andaluza, tinha os dias contados à frente do PSOE regional, com o aumento de vozes que defendiam uma renovação, mas ela resistiu a tudo - até lhe foi dada a hipótese de ser presidente do Senado espanhol, que recusou."

Não me interessa o poder pelo poder", repetiu esta semana.Nos últimos tempos, crescia a pressão para antecipar as primárias para escolher o próximo candidato socialista à Junta. E foi obrigada a ceder. Consulte Mais informação: Diário de Notícias »

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