Opinião, Serviço Nacional De Saúde, Ministério Da Saúde, Lei De Bases Da Saúde, Médicos

Opinião, Serviço Nacional De Saúde

O engano da “dedicação plena”

Opinião: O engano da “dedicação plena”

23/10/2021 08:01:00

Opinião : O engano da “dedicação plena”

Só resta uma explicação para esta proposta do Governo: ela serve apenas para confundir as negociações em curso com os partidos da esquerda e os sindicatos, fingindo uma cedência que não existe.

, não cria nenhum regime de exclusividade para os profissionais de saúde. Pelo contrário, cria uma “terceira via” à qual chama “dedicação plena”, cuja única implicação é a proibição de exercer cargos de chefia em unidades privadas. Trabalhar no SNS e no privado em acumulação, continua a ser permitido. No comunicado emitido pelo Governo nesse dia, esclarece-se, inclusivamente, que os diretores de serviço no SNS passam a ter uma “limitação ao número de horas de trabalho que podem ser exercidas noutras instituições de saúde, em moldes a negociar com as estruturas sindicais”.

 Ora, se se pode trabalhar em acumulação no privado, então esta “dedicação plena” não é exclusiva e tão pouco é “plena”. Na verdade é apenas o que a maioria dos médicos já hoje tem no SNS: um horário completo de 40 horas, com possibilidade de serem pagos por trabalho extraordinário, apenas acrescentando a proibição de chefiar outros serviços no privado.

Qual é o problema desta “terceira via”? É que se não exclui a acumulação de trabalho no privado, então ninguém acredita que neste regime os salários sejam majorados, tal como eram no anterior regime de exclusividade. Porque seriam, se não existem contrapartidas? Se os médicos continuarão a ter de correr entre o SNS e o privado? headtopics.com

Só resta uma explicação para esta proposta do Governo: ela serve apenas para confundiras negociações em curso com os partidos da esquerda e os sindicatos, fingindo uma cedência que não existe. Este estatuto não cumpre a vontade de António Arnaut ou a Lei de Bases da Saúde. E pelo meio ainda atropela a língua portuguesa, dando um significado perverso à palavra “pleno”.

Os autores escrevem segundo o novo acordo ortográficoBruno Maia é médico neurologista, activista pela legalização da cannabis e da morte assistida Consulte Mais informação: Público »

O Futuro do PSD

Escolhemos seis questões que determinam o futuro do PSD e sobre elas questionámos os dois candidatos a presidente do partido, que será eleito a 27 de Novembro

Médicos com cargos de chefia no SNS só vão poder trabalhar algumas horas no privadoTodos os médicos que assumam novos cargos de direcção no Serviço Nacional de Saúde ficarão impedidos de exercer funções de chefia no sistema privado. Governo cria Direcção Executiva do SNS.

Líderes voltarão ao tema da energia, mas “só se for necessário”Cinco horas de discussão no Conselho Europeu não foram suficientes para produzir um consenso sobre as medidas para conter a subida dos preços da electricidade.

Só 1 em cada 7 doses de vacinas prometidas aos países pobres foi entregueRelatório da Aliança Vacinas do Povo, de que fazem parte a Oxfam, a ActionAid e a Amnistia Internacional, tece críticas à atuação dos países ricos e às farmacêuticas.

Só 1 em cada 7 doses de vacinas prometidas aos países pobres foi entregueSegundo o relatório 'Uma Dose de Realidade', dos 1,8 mil milhões de doses prometidas pelos Estados mais ricos, apenas 261 milhões chegaram aos países pobres.

Paulo Rangel atinge Costa e Ventura com um só tiro: “Usando uma análise marxista, Chega e PS 'são aliados objetivos'”André Ventura tem, segundo Rangel, “um discurso que se tem vindo a radicalizar”. Acusando o PS de ganhar com o crescimento do Chega, mantém a convicção que não se vai arrepender de negar um acordo com o partido de Ventura Azores Foi de tarde ou de manhã que ele falou? Ou terá sido já de madrugada.. 🤔🤣🤣 Aliados? Que possa ter beneficio porque o chega rouba eleitorado do psd..deixem de alinhar no rotulo da facilidade, de pretextos vagos para atingir o governo, e tudo serve,apresentem solucoes e nao criticar tudo, com os passistas nao vai la, foi um governo de irresponsaveis.

María Hesse: “Quando somos donas do nosso prazer e este só depende de nós, isso torna-nos poderosas”O Prazer é a viagem de descoberta da autora, reflectindo a partir da sua própria sexualidade, e é também a possibilidade de conhecer uma série de mulheres que abriram as portas da sexualidade feminina.