O coronavírus não está vivo. É por isso que é tão difícil de matar

Covıd 19pt, Doenças, Ciência, Coronavírus, Covid-19, Saúde, Informação Útil, Vírus, Biologia

#COVID19PT O coronavírus não está vivo. É por isso que é tão difícil de matar

Covıd 19pt, Doenças

25.3.2020

COVID19PT O coronavírus não está vivo. É por isso que é tão difícil de matar

Há algo de génio maléfico na forma como este coronavírus funciona: encontra terreno fértil em humanos sem que eles percebam. É poderoso e mortal em alguns, mas leve o suficiente noutros para escapar à contenção. Este é um retrato científico do que o

world music Mas assim que entra nas vias aéreas humanas, o vírus sequestra as nossas células para criar milhões de versões de si mesmo. Há algo de génio maléfico na forma como este coronavírus funciona: encontra terreno fértil em humanos sem que eles percebam. Antes de o seu primeiro hospedeiro desenvolver sintomas, já está a espalhar as suas réplicas por toda parte, passando para a próxima vítima. É poderoso e mortal em alguns, mas leve o suficiente noutros para escapar à contenção. E, por enquanto, não temos como detê-lo. À medida que os investigadores se apressam para desenvolver medicamentos e vacinas para a doença que já afectou 400.000 e matou mais de 18.000 pessoas*, , este é um retrato científico do que eles enfrentam. "Entre a química e a biologia" Os vírus respiratórios tendem a infectar e replicar-se em dois lugares: no nariz e garganta, onde são altamente contagiosos, ou mais abaixo nos pulmões, onde se espalham menos facilmente mas são muito mais mortais. Este novo corona , chamado SARS-CoV-2, divide-se com habilidade . Instala-se no tracto respiratório superior, onde é facilmente espirrado ou tossido para cima da sua próxima vítima. Mas em alguns doentes, consegue alojar-se nos pulmões, onde a doença pode matar. Esta combinação dá-lhe a contagiosidade de algumas constipações e a letalidade da sua prima direita molecular SARS, que causou o surto de 2002-2003 na Ásia. Outra característica insidiosa deste vírus: ao perder um pouco dessa letalidade, os seus sintomas aparecem mais lentamente do que os da SARS, o que significa que muitas vezes as pessoas o transmitem a outros antes mesmo de saberem que o têm. Por outras palavras, é apenas sorrateiro o suficiente para causar o caos. Vírus muito parecidos com este têm sido responsáveis por muitos dos surtos mais destrutivos dos últimos 100 anos: a gripe de 1918, 1957 e 1968; e a SARS, MERS e Ébola. Como o coronavírus, todas estas doenças são zoonóticas — saltaram de uma população animal para os humanos. E todas são causadas por vírus que codificam o seu material genético no ARN. Isto não é coincidência, dizem os cientistas. A existência quase zombie dos vírus ARN torna-os fáceis de apanhar e difíceis de matar. Fora de um hospedeiro, os vírus estão adormecidos. Não têm nenhuma das características tradicionais da vida: metabolismo, movimento, capacidade de reprodução. E podem aguentar muito tempo assim. Estudos laboratoriais recentes mostraram que, embora o SARS-CoV-2 se degrade tipicamente em minutos ou em algumas horas fora do hospedeiro, algumas partículas podem permanecer viáveis — potencialmente infecciosas — . Em 2014, um vírus congelado em permafrost foi capaz de infectar uma amiba após ter sido “ressuscitado” no laboratório. Quando os vírus encontram um hospedeiro, usam proteínas das suas superfícies para desbloquear e invadir as células. Depois assumem o controlo dos próprios mecanismos moleculares dessas células para produzir e montar os materiais necessários para produzir mais vírus. “É oscilar entre estar vivo e não estar vivo”, explica Gary Whittaker, professor de virologia da Universidade de Cornell. Ele descreve o vírus como estando “entre a química e a biologia”. Entre os vírus ARN, os coronavírus — nomeados pelas espículas que os enfeitam como pontos de uma coroa — são únicos pelo seu tamanho e relativa sofisticação. São três vezes maiores que os agentes patógenos que causam dengue, febre do Nilo Ocidental e zika, e são capazes de produzir mais proteínas que reforçam o seu sucesso. “Digamos que a dengue tem um cinto de ferramentas com apenas um martelo”, explica Vineet Menachery, virologista da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas. Estes coronavírus tem três martelos diferentes, cada um para uma situação diferente. Entre essas ferramentas está uma proteína de “revisão”, que permite aos coronavírus corrigir alguns erros que acontecem durante o processo de replicação. São capazes de se mutar mais rapidamente do que as bactérias, mas são menos propensos a produzir descendência tão repleta de mutações prejudiciais que não consegue sobreviver. Entretanto, a capacidade de mudar ajuda o microorganismo a adaptar-se a novos ambientes, seja o intestino de um camelo ou as vias respiratórias de um humano, que lhe concede a entrada sem saber, bastando para isso coçar o nariz. Os cientistas acreditam que o vírus da SARS teve origem num vírus de morcego que chegou aos humanos através de gatos civeta vendidos nos mercados de animais. O coronavírus actual, cujas origens também podem estar nos morcegos, terá tido um hospedeiro intermediário, possivelmente o pangolim. “Acho que a natureza nos tem vindo a dizer ao longo de 20 anos que, ‘Ei, os coronavírus que vêm dos morcegos podem causar pandemias em humanos e temos de pensar neles como sendo como a gripe, como ameaças a longo prazo'”, diz Jeffery Taubenberger, virologista do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. O financiamento para a investigação sobre os coronavírus aumentou após o surto da SARS, mas nos últimos anos esse financiamento secou, diz Taubenberger. Estes vírus normalmente causam simplesmente constipações e não eram considerados tão importantes como outros patógenos virais, conclui. À procura de armas Uma vez dentro de uma célula, um vírus pode fazer 10.000 cópias de si mesmo numa questão de horas. Em poucos dias, a pessoa infectada carregará centenas de milhões de partículas virais em cada colher de chá do seu sangue. A ofensiva desencadeia uma resposta intensa do sistema imunitário do hospedeiro: químicos defensivos são libertados. A temperatura do corpo sobe, causando febre. Exércitos de glóbulos brancos juntam-se num enxame na região infectada. Muitas vezes, esta resposta é o que faz uma pessoa sentir-se doente. Andrew Pekosz, um virologista da Universidade Johns Hopkins, compara os vírus a assaltantes particularmente destrutivos: invadem a sua casa, comem a comida e usam os móveis, e têm 10.000 bebés. “E só então abandonam o lugar destruído”, diz. Infelizmente, os humanos têm poucas defesas contra estes assaltantes. A maioria dos antimicrobianos trabalha interferindo com as funções dos germes que atacam. Por exemplo, a penicilina bloqueia uma molécula usada pelas bactérias para construir as paredes das suas células. Funciona contra milhares de tipos de bactérias, mas como as células humanas não usam essa proteína, podemos ingeri-la sem efeitos secundários. Mas os vírus funcionam através de nós. Sem maquinaria celular própria, eles ficam entrelaçados com a nossa. As proteínas deles são as nossas proteínas. As fraquezas deles são as nossas fraquezas. A maioria das drogas que os pode magoar também nos magoaria a nós. Por esta razão, os medicamentos antivirais devem ser extremamente específicos, explica a viróloga de Stanford Karla Kirkegaard. Tendem a usar como alvo as proteínas produzidas pelo vírus (usando nossa maquinaria celular) como parte do seu processo de replicação. Estas proteínas são exclusivas dos vírus. Isto significa que os medicamentos que combatem uma doença geralmente não funcionam noutras doenças. E como os vírus evoluem tão rapidamente, os poucos tratamentos que os cientistas conseguem desenvolver nem sempre funcionam por muito tempo. É por isso que os cientistas estão constantemente a desenvolver novos medicamentos para tratar o VIH, e é por isso que os doentes tomam um “cocktail” de antivirais que exige aos vírus várias mutações para conseguirem criar resistências. “A medicina moderna está constantemente um passo atrás dos novos vírus emergentes”, afirma Kirkegaard. Foto Reuters O SARS-CoV-2 é particularmente enigmático. Embora o seu comportamento seja diferente do do seu primo SARS, não existem diferenças óbvias nas “chaves” da proteína da espícula ( spike ) do vírus que lhe permite invadir as células hospedeiras. A compreensão destas proteínas pode ser a chave para desenvolver uma vacina, diz Alessandro Sette, chefe do Centro de Doenças Infecciosas do Instituto La Jolla de Imunologia. Estudos anteriores mostraram que as proteínas Consulte Mais informação: Público

O coronavírus está vivo é um (vírus) como diz o nome e os vírus estão vivos. Este artigo é muito bom, será que algures, durante esta semana, vão poder torná-lo free? Era super. Super bem escrito! Assinado pelo Washington Post, pois não 😜 É UM ZOMBIE 🧟‍♂️!!!!! 😁 😂

“Não há racionamento nos testes, há racionalização”, garante secretário de Estado da SaúdeAntónio Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde , anunciou na conferência de imprensa realizada esta terça-feira que Portugal está a preparar-se para entrar na fase de mitigação da pandemia de covid-19. Também anunciou que foram encomendados 280 mil testes, 80 mil dos quais chegam já esta semana ao país

Há 20 infetados com Covid-19 em lar de Vila Real, alerta autarcaO presidente da Câmara de Vila Real alertou esta terça-feira para o caso 'extraordinariamente preocupante' de 20 utentes e funcionários do Lar Nossa Senhora das Dores infetados com covid-9, obrigando ao isolamento profilático dos restantes idosos e profissionais.

Na Alemanha há quem tente fintar a pandemiaSeguindo o exemplo reprimido do RB Leipzig, também Wolfsburgo e Augsburgo forçaram o regresso aos treinos.

Há uma ''vacina homeopática'' contra a Covid-19?Há uma “vacina homeopática“ contra a Covid-19 ? A homeopatia só serve para aliviar a carteira Mas isso é alguma notícia?Não teem mais nada que fazer. Deixem se deste tipo de pseudo notícias! Neste fase tão crítica este tipo de informação pode causar mortes! Façam a porra do vosso trabalho como de ser!

UFC: Já há despedimentos e muitos combates (finalmente) anulados Coronavírus - UFC: Já há despedimentos e muitos combates (finalmente) anulados

Não há recursos para testar todos os portugueses, diz especialistaNo dia em que a Direção-Geral da Saúde emitiu uma orientação para que todos os casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) sejam submetidos a diagnóstico laboratorial, o coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos afasta a hipótese de toda a população ser testada. E as tetas da UE? Portugal Corrupto Sobretudo a população de Rio de Honor.



Covid-19 conduz a uma melhoria da qualidade do ar em Portugal

Maduro acusa navio cruzeiro português de afundar barco da Marinha da Venezuela, num ato de “terrorismo e pirataria”

Maduro acusa navio cruzeiro português de ato de 'terrorismo e pirataria'

São Paulo tem 201 mortos em fila de espera para teste à Covid-19

Brasileiros à janela para protestar contra Bolsonaro

Maduro acusa cruzeiro português de ″terrorismo e pirataria″

UMinho ajuda alunos a comprar computadores para aulas à distância

Escrever Comentário

Thank you for your comment.
Please try again later.

Últimas Notícias

Notícia

25 março 2020, quarta-feira Notícia

Notícias anteriores

Arvoredo urbano deveria ser podado apenas por quem sabe

Próxima notícia

Sonho, pesadelo ou delírio?
Portugal está melhor do que Espanha e Itália na mesma fase da pandemia EUA acusam China de falsear dados sobre a severidade do vírus Entrevista. Ramalho Eanes diz que Forças Armadas deveriam ter sido mobilizadas mais cedo Veja aqui as medidas do Estado de Emergência e saiba o que vai mudar Três mil milhões de pessoas não têm sequer água e sabão contra a Covid-19 Covid-19. Quase 450 mil portugueses já entregaram declaração de IRS Recuperados estão a sair do isolamento sem fazer testes à Covid-19 Estudo reforça ideia de que pessoas sem sintomas podem transmitir covid-19 Covid-19. A situação ao minuto do novo coronavírus no país e no mundo Covid-19. Doentes estão a deixar isolamento antes de novas análises Comunidade cigana é uma das mais desprotegidas face ao novo coronavírus Aumento recorde no desemprego em Espanha
Covid-19 conduz a uma melhoria da qualidade do ar em Portugal Maduro acusa navio cruzeiro português de afundar barco da Marinha da Venezuela, num ato de “terrorismo e pirataria” Maduro acusa navio cruzeiro português de ato de 'terrorismo e pirataria' São Paulo tem 201 mortos em fila de espera para teste à Covid-19 Brasileiros à janela para protestar contra Bolsonaro Maduro acusa cruzeiro português de ″terrorismo e pirataria″ UMinho ajuda alunos a comprar computadores para aulas à distância Presidente renova estado de emergência por mais 15 dias China apresenta primeiros sinais de recuperação económica Boris Johnson revela nome de utilizadores dos ministros ao publicar foto de reunião 'Se somos uma União, está na hora de o provarmos': PM italiano pede à Alemanha mais solidariedade europeia Apesar de os portugueses terem sido “exemplares”, o Governo quer “apertar [mais] um bocadinho”: covid-19, um balanço nacional