O “cavalo alado” israelita e o telemóvel de Dalai Lama

Opinião

24/07/2021 00:00:00

O “cavalo alado” israelita e o telemóvel de Dalai Lama

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Parece um filme de ficção científica, mas não é. Chama-se Pegasus e é um software de espionagem, ou um spyware, que entra no telemóvel como um vírus de que não nos damos conta - por exemplo, através de uma mensagem com um link, mas as últimas versões já nem disso precisam! – e que passa a ter acesso, virtualmente, a toda a nossa vida, transformando-se num instrumento de vigilância que funciona 24 horas por dia. Como? Copiando mensagens, gravando as nossas chamadas, registando até as nossas conversas pessoais através do microfone do telemóvel, filmando-nos através da câmara, sacando as nossas fotos, e-mails ou qualquer outra informação a que acedamos através do smartphone. Uma vez “instalado”, o software adquire as capacidades do administrador, tendo capacidade para interferir em todas as opções. Nunca houve nenhum instrumento assim, nas mãos de uma empresa privada e de vários governos.

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A origem do Pegasus, que foi objeto de uma grande investigação do jornal britânico The Guardian, está em Israel, a “start-up nation” habituada a aceitar todos os dispositivos securitários em nome do “combate ao terrorismo”. Mais especificamente, grande parte dos fundadores da empresa detentora deste spyware, a NSO, vêm da Unidade 8200. Como explica o jornal Público, trata-se da “elite da elite, atrai os melhores alunos, e apresenta aos seus veteranos as melhores oportunidades no mercado de trabalho”. Na verdade, as práticas desta polémica unidade foram denunciadas, em tempos, por um grupo de reservistas que a compunham e que se recusaram a participar nas atividades por entenderem que o que se fazia em termos de vigilância dos palestinianos nos territórios ocupados “ultrapassava limites morais”. Informações recolhidas de conversas, nomeadamente de cariz sexual, eram utilizadas para chantagem, para ameaçar com a divulgação de determinados segredos, para recrutar desse modo gente que pudesse transformar-se em colaboracionista, para virar umas pessoas contra as outras.

As revelações do The Guardian têm gerado ondas de choque em todo o mundo. Segundo foi apurado, terão sido alvo de infeção informática e de espionagem por parte deste software israelita, vendido a agências e governos de outros países, quase duas centenas de jornalistas dos principais órgãos de comunicação de todo o mundo, membros de organizações da sociedade civil e mesmo governantes. Aconteceu na Hungria, com oposicionistas a Órban. O presidente francês, Macron, terá tido também o seu telefone infetado. Marrocos terá espiado jornalistas independentes de outros países. E na Índia, o líder da oposição, vários ministros, jornalistas, ativistas e até um juiz constavam da lista do Pegasus. Além disso, a Índia tentou espiar o Dalai Lama, mas para que isso fosse possível seria necessário que este tivesse um telemóvel... e não tem. Vai daí, os telefones de cerca de vinte líderes tibetanos no exílio, conselheiros de Dalai Lama, terão sido infetados pelo Pegasus, segundo uma notícia do jornal francês Le Monde, reproduzida no Expresso. headtopics.com

Consulte Mais informação: Expresso »

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Arábia Saudita nega acusações e Hungria recusa revelar se usou software israelitaA Arábia Saudita considerou, esta quinta-feira, 'infundadas' as acusações de espionagem através do software Pegasus, enquanto o Governo húngaro garantiu jamais revelar se utilizou aquela tecnologia e classificou as denúncias publicadas numa investigação jornalística como 'histeria'.

Judoca argelino desiste dos Jogos por não querer combater com atleta israelitaSorteio ditou possível encontro de Fathi Nourine com Tohar Butbul na segunda ronda, o que motivou a decisão irrevogável do apoiante da causa palestiniana. Racismo? Nem pensar é só um pobre cidadão Argelino que não gosta de Israelitas. Mais um extremista islâmico. Como não lhe era permitido ser um bombista suicida e explodir com o israelita, teve medo de levar na tromba. Aliás os árabes acumulam derrotas com os judeus. Mesmo quando atacam cobardemente e sem declaração de guerra.

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