O caso do tribunal que não aceita que se possa insultar no futebol

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Futebol: O caso do tribunal que não aceita que se possa insultar no futebol

Psp, Futebol Nacional

2/19/2020

Futebol: O caso do tribunal que não aceita que se possa insultar no futebol

Três jogadores e um treinador de futebol foram condenados a pena de prisão suspensa após insultarem e cuspirem num árbitro. Juízes consideraram que comportamentos não podem fazer parte da “normalidade do jogo”.

A renovação deste apartamento é uma viagem à Lisboa do passado Antes de sair do relvado, VV cuspiu na cara do árbitro, retirando-lhe os cartões da mão e ameaçando-o de morte: “Toma lá porco, mato-te cabrão. És um filho da puta.” Também o treinador se juntou aos insultos, chamando “paneleiro” ao árbitro antes de também ele ser expulso. “És um grande palhaço, filho da puta. Já não se pode dizer nada ao menino”, afirmou AA, antes de abandonar o seu lugar no banco. O terceiro jogador (RR), substituído nos minutos finais da partida, ficou à porta dos balneários, gritando ameaças ao árbitro enquanto o jogo decorria. “Não arbitras nada cabrão, lá fora já te parto os cornos filho da puta. Agora podes escrever à vontade que eu já estou cá fora! Paneleiro”, pode ler-se no acórdão A RR juntou-se o primeiro arguido, IC, expulso minutos antes. No final da partida, RR tentou desferir um murro no árbitro, tendo sido impedido de consumar a agressão “pela intervenção de terceiros que ali se encontravam”, escreve o tribunal. Já depois desta tentativa de agressão, e num momento em que abandonava as instalações desportivas, um quarto jogador do clube (LL) aproximou-se do árbitro, proferindo uma última ameaça: “És um grande filho da puta. Deixa estar que a gente encontra-se lá fora, não perdes pela demora. Palhaço vais mamá-las todas, cabrão.” Apesar de reconhecer que existe “alguma tolerância social” para uma linguagem mais áspera em contexto de prática desportiva, as juízas Ana Barata Pinto e Maria Leonor Esteves, que invalidam o recurso apresentado pelos arguidos e confirmam a decisão de primeira instância, consideram que não é aceitável que estes insultos “façam parte da normalidade” . A cuspidela no rosto — reforço da gravidade do comportamento, considera a juíza — e as ameaças de morte consubstanciam ofensa à integridade física, não se esgotando no momento temporal da realização destes actos. No acórdão fica claro os efeitos que este episódio teve no árbitro. “Como consequência directa e necessária dos factos descritos, [o árbitro] sentiu medo e receio pela sua integridade física e até mesmo vida. Sentiu-se ainda triste, deprimido, publicamente humilhado e vexado, inseguro e com medo de voltar a arbitrar um jogo de futebol”, detalha o acórdão. O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever × Por isso, as juízas consideraram que a normalização destes insultos nos recintos desportivos — razão invocada pela defesa de alguns destes arguidos — não é válida para reverter as condenações. Os arguidos RR, VV, IC e AA foram condenados por crimes de injúria e ameaça agravada, recebendo penas de prisão suspensas. O quarto jogador, LL, foi condenado a pagar uma multa no valor de 475€. Este acórdão revela uma avaliação bem diferente daquela feita pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) numa situação semelhante. Conforme noticiado nesta terça-feira pelo PÚBLICO, o TRL considerou que insultar no futebol é algo aceitável, sendo necessário enquadrar os insultos e ofensas “no mundo do desporto e do futebol em particular”. Continuar a ler Assinar o Público é participar numa comunidade que decide melhor O PÚBLICO tem consolidado a sua posição como o jornal mais importante do país. Todos os meses passam pelo nosso online mais de 6,5 milhões de visitantes. Mas não é só a quantidade, é a qualidade de quem nos lê e de quem aqui escreve que tornam o PÚBLICO a referência que é. Somos o eixo de uma comunidade que quer saber para onde vai e quer poder escolher, em liberdade, o caminho a seguir. Para isso, quem nos lê conta com o nosso jornalismo independente, com a opinião conceituada dos nossos cronistas, a análise profunda dos especialistas e os pontos de vista singulares de cada leitor. Tudo junto, permite a cada um a visão alargada do mundo, em que se alicerçam as melhores decisões. Ajude esta comunidade a crescer. Pense bem, pense Público Consulte Mais informação: Público

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