Egipto, Mutilação Genital Feminina, Campanha, Direitos Humanos

Egipto, Mutilação Genital Feminina

Morte de criança vítima de mutilação genital feminina origina campanha de médicos no Egipto

África: Morte de criança vítima de mutilação genital feminina origina campanha de médicos no Egipto

13.2.2020

África: Morte de criança vítima de mutilação genital feminina origina campanha de médicos no Egipto

Nada Hassan Abdel-Maqsoud, 12 anos, morreu na sequência de um procedimento de mutilação genital feminina , realizada por um médico sem especialização em cirurgia.

alternativos De acordo com a Human Rights Watch, a mutilação genital feminina é punível com até sete anos de prisão. A pena pode ser mais pesada e ir até aos 15 anos de prisão caso o procedimento resulte em deficiências permanentes ou na morte da vítima. Coagir alguém a ser submetido à mutilação também é punível com pena de prisão entre um e três anos. A mutilação genital feminina foi ilegalizada no Egipto em 2008, mas continua a ser uma prática recorrente: 87% das mulheres com idades entre os 15 e os 49 anos foram mutiladas , revelam dados da UNICEF. Campanha “Batas Brancas” A campanha de sensibilização “Batas Brancas” passou pela afixação de cartazes, com os slogans “Não à MGF” e “A MGF é um crime”, numa estação de metro no Cairo, onde médicos, envergando batas brancas, distribuíram panfletos que alertavam para os riscos da prática. “Queremos passar a mensagem a outros médicos de que não queremos as nossas batas brancas manchadas de sangue , bem como aos cidadãos de que a medicina recusa esta prática”, disse a presidente da organização não-governamental União Contra Práticas Nefastas contra Mulheres e Crianças, Randa Fakhr El Deen, uma das organizadoras da campanha. Durante a acção no Cairo, os médicos foram confrontados por defensores da mutilação genital feminina. “É uma coisa religiosa, querem mudar a religião?” , argumentou um utente do metro, Ibrahim Hassan. “Vocês só ouvem o que o Ocidente diz”, rematou. A mutilação genital feminina não tem qualquer base religiosa e não é ensinada nas faculdades de medicina do Egipto, esclareceu Randa Fakhr El Deen. “Alguns ultraconservadores não ficaram convencidos com aquilo que dissemos, mas nós iniciámos uma discussão com eles, refutámos os seus argumentos e respondemos às suas perguntas”, completou. Erradicação até 2030 é objectivo mundial Líderes mundiais têm feito promessas para erradicar a mutilação genital feminina até 2030: todos os membros das Nações Unidas aprovaram o plano de objectivos para o desenvolvimento sustentável, em 2015, através do qual se comprometeram a adoptar medidas para erradicar problemas relacionados com a desigualdade de género, como a mutilação genital feminina. Ainda assim, vários activistas dizem que o ritual ancestral, que geralmente envolve a remoção parcial ou total da genitália exterior, continua profundamente enraizado em muitos locais. A prática pode causar problemas de saúde mentais e físicos persistentes, incluindo infecções crónicas, problemas menstruais, infertilidade e complicações na gravidez e parto. O ritual é uma forma de controlar a sexualidade feminina, mas é muitas vezes justificado como tendo motivações culturais ou religiosas em sociedades conservadoras. O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever × Vários grupos de defesa dos direitos das mulheres e das crianças no Egipto dizem que a proibição do procedimento não é cumprida pelas autoridades e que grande parte da sociedade é permissiva no que toca à prática, que é feita tanto por cristãos como muçulmanos. A maioria dos procedimentos são feitos por médicos e enfermeiros em clínicas privadas, e os restantes são feitos em casa, de acordo com o Estudo sobre a Demografia e Saúde no Egipto de 2014. Texto editado por Pedro Rios Continuar a ler Assinar o Público é participar numa comunidade que decide melhor O PÚBLICO tem consolidado a sua posição como o jornal mais importante do país. Todos os meses passam pelo nosso online mais de 6,5 milhões de visitantes. Mas não é só a quantidade, é a qualidade de quem nos lê e de quem aqui escreve que tornam o PÚBLICO a referência que é. Somos o eixo de uma comunidade que quer saber para onde vai e quer poder escolher, em liberdade, o caminho a seguir. Para isso, quem nos lê conta com o nosso jornalismo independente, com a opinião conceituada dos nossos cronistas, a análise profunda dos especialistas e os pontos de vista singulares de cada leitor. Tudo junto, permite a cada um a visão alargada do mundo, em que se alicerçam as melhores decisões. Ajude esta comunidade a crescer. Pense bem, pense Público Consulte Mais informação: Público

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