Monkeypox terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

30/06/2022 16:31:00

Monkeypox terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

Monkeypox terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge reporta que surte de Monkeypox poderá ter origem única. A investigação salienta 'o número anormalmente elevado de mutações do vírus': cerca de 50.

origem única do surtomas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de Monkeypox mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à agência Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo.

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Façam um trabalho de investigação sobre isto, há 'monkey pox' na vida selvagem 😉

Monkeypox: surto terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutaçõesO estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus 'Monkeypox', publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes. Em Portugal já foram reportados 402 casos da doença

Surto de Monkeypox terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutaçõesEstudo diz que hipótese plausível está focada na linhagem original que circula na Nigéria nos últimos cinco anos.

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O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus Monkeypox, publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.Lusa Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de 'monkeypox' tenha uma única origem e que o vírus tem um número “anormalmente elevado” de mutações, tendo em conta as suas características.Lusa Varíola dos macacos, saúde, infetados, prisão FOTO: CMTV Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de 'monkeypox' tenha uma única origem e que o vírus tem um número"anormalmente elevado" de mutações, tendo em conta as suas características.Tragédia no Texas: mais de 50 migrantes encontrados mortos dentro de camião Há 25 min O tráfico de seres humanos voltou a acabar em tragédia.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de Monkeypox mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à agência Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo. A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo. “A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de 'monkeypox' mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse hoje à agência Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo. PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR De acordo com esta teoria, algumas pessoas infetadas terão viajado, provavelmente nos meses de março ou abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão. A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo. Relativamente às características do vírus, o responsável da Unidade de Investigação do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA disse que os investigadores ficaram surpreendidos quando se aperceberam que existiam “muito mais mutações do que o que era esperado”. De acordo com esta teoria, algumas pessoas infetadas terão viajado, provavelmente nos meses de março ou abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão. “Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações.

No entanto, encontrámos uma média de 50 mutações no vírus que sequenciámos e isto fez com que apelidássemos de uma evolução acelerada”, salientou. “Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. "Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”. O investigador adiantou que “um número muito significativo” das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interação com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que “sugere claramente um processo de adaptação” aos humanos. O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”. “A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que atua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infeção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exatamente o que aconteceu com o vírus Monkeypox de 2022”, rematou. Leia também Tudo o que precisa de saber sobre as novas variantes da Covid-19 que ameaçam regresso à normalidade O investigador adiantou que"um número muito significativo" das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interação com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que"sugere claramente um processo de adaptação" aos humanos. Em Portugal, já foram reportados 402 casos de Monkeypox. "A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que atua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infeção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exatamente o que aconteceu com o vírus 'Monkeypox' de 2022", rematou.

Até 27 de junho, tinham sido reportados um total de 4.357 casos em 48 países. Até 27 de junho, tinham sido reportados um total de 4. Até 27 de junho, tinham sido reportados um total de 4. Leia também: .