Ministério Público pede a absolvição de mulher acusada de matar homem e colocar o corpo numa mala

Ministério Público pede a absolvição de mulher acusada de matar homem e colocar o corpo numa mala

18/02/2020 19:55:00

Ministério Público pede a absolvição de mulher acusada de matar homem e colocar o corpo numa mala

Arguida, que se encontra em liberdade com termo de identidade e residência, está acusada dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, burla informática e furto

O Ministério Público (MP) pediu esta terça-feira a absolvição de uma mulher acusada de em 2015 matar um homem e deixar o corpo numa mala de viagem num descampado em Loures, alegando"insuficiência de provas".Segundo a acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso, a arguida, com 63 anos, tinha um companheiro, mas mantinha uma"relação amorosa" com a vítima, a qual terá matado (através de asfixia) com a ajuda de um terceiro, não identificado durante a investigação, para ocultar a relação extraconjugal e para ficar com um cartão de multibanco.

Ricardo Araújo Pereira: ″É característico dos populistas não terem princípios″ Paulo Gonçalves participa em transferência internacional que envolve Benfica Gastos da CP a limpar grafítis davam para comprar comboio novo

A acusação refere que,"em conjugação de esforços e na execução de plano comum, em local e data não concretamente apurados, mas compreendida entre 10 e 28 de agosto de 2015", a arguida e o cúmplice"desferiram pancadas em diversas partes do corpo" e asfixiaram a vítima até à morte.

De seguida, acrescenta a acusação, a arguida e a pessoa que a auxiliou"colocaram o corpo de José Lavos dentro de uma mala de viagem -- mala preta -- e abandonaram-na num local descampado na Rua Principal Estrada de Carcavelos, Fontanelas", na freguesia de Lousa, concelho de Loures,"dentro de um buraco de formações rochosas, colocando-lhe pedras em cima com o intuito de tornar mais difícil a sua descoberta".

A arguida, que se encontra em liberdade com termo de identidade e residência, está acusada dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver (estes em coautoria), burla informática e furto.“Não foi recolhida prova suficiente”

Durante as alegações finais, que decorreram esta terça-feira à tarde no Tribunal de Loures, o procurador do MP declarou que"não foi recolhida prova suficiente" para afirmar que a"arguida materializou o homicídio". Face a estas insuficiências, o MP defendeu que a mulher deveria ser absolvida pelos crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver.

Relativamente ao crime de burla informática, o procurador considerou também que não ficou provado se foi ou não a vítima a facultar o código do cartão multibanco à arguida. No que diz respeito ao crime de furto (cartão multibanco), o MP defendeu a alteração na qualificação para"subtração de documento".

A posição do MP foi recebida com consternação pela advogada da família da vítima, Carla Cardoso, que pediu a condenação da arguida."Existe da parte da família do senhor José Lavos uma grande expectativa de que seja feita justiça", começou por declarar.

Testemunha diz que viu Maddie a entrar numa carrinha de matrícula alemã em Espanha semanas após o desaparecimento Emprego, saúde, habitação. O que já se sabe da proposta de Orçamento Suplementar 'Vidas Negras Importam': Centenas de pessoas enchem ruas de Lisboa pela igualdade e contra o racismo

Para Carla Cardoso, o facto de não ter sido produzida a prova necessária se deveu à investigação da Polícia Judiciária, considerando, contudo, que esta é suficiente para condenar a arguida."Temos uma vítima que sofreu, que tinha expectativas de vida com a arguida. Terminou numa mala e não se sabe o que se passou. Pedimos justiça e que venha a ser condenada", sublinhou.

Por seu turno, a advogada da arguida, Paula Belo, manifestou o seu acordo com a posição do MP, nomeadamente sofre a insuficiência de provas para a condenação."Nós temos uma mão cheia de nada. Durante a investigação mudou o inspetor e também o caminho seguido. Temos uma série de documentos que não vieram a dar em nada e, por isso, não conseguimos conceber que haja condenação", afirmou.

A leitura do acórdão está agendada para 6 de março, pelas 10h00. Consulte Mais informação: Expresso »

Quanto mais tento, menos entendo a JUSTIÇA Portuguesa. Enfim, matar sai barato em Portugal.

MP pede absolvição de mulher acusada de matar homem e colocar corpo em malaO Ministério Público (MP) pediu a absolvição de uma mulher acusada de em 2015 matar um homem e deixar o corpo numa mala de viagem num descampado em Loures, alegando 'insuficiência de provas'. Qual é o mal? Tadinha tb não fez nada demais só matou e ocultou... Tivesse insultado é que era grave

MP pede absolvição de mulher acusada de matar homem e colocar corpo em malaEm causa está a insuficiência de provas.

Homem tenta matar irmão com catana em Ponte de SorPortugal - Homem tenta matar irmão com catana em Ponte de Sor

Ministério Público duvida das palavras de José Eduardo dos SantosEx-presidente diz que deu ordem para transferir os 500 milhões de dólares do Fundo Soberano. Juiz suspende julgamento do filho do ex-Presidente e do ex-governador do banco central para verificar autenticidade da carta. mau! já estão a querer tocar no velho?

Ministério público dispensou autópsia em caso de morte nas urgências em LamegoHomem de 65 anos esperou quase seis horas sem atendimento na urgência.

Cadáver de sexo masculino encontrado no rio Douro perto da Alfândega do PortoCapitão do Porto do Douro, comandante Cruz Martins, explicou que o corpo de um homem foi hoje descoberto cerca das 16h00, “a montante” do edifício da Alfândega do Porto