Livro: “O Atlas”

Livro: “O Atlas”

18/09/2021 12:33:00

Livro: “O Atlas”

Misturando autobiografia e ficção, fantasia e reportagem, William T. Vollmann aborda nestas histórias a pobreza, a violência e a perda mas, também, celebra a beleza da paisagem.

Publicado originalmente em 1996, “O Atlas”, de William T. Vollmann, testemunha um ciclo de mais de dez anos de incursões do autor pelo globo terrestre como jornalista e viajante, escritor e amante.Deste conjunto de contos e ficções biográficas, através das quais se atravessam as mais diversas paisagens – das zonas interditas de São Francisco às extremidades árcticas do Canadá, da selva de Burma até à Sarajevo dos tempos de guerra, de Mogadíscio, capital da Somália, até Nova Iorque –, sobressai o retrato de uma época de crise.

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Misturando autobiografia e ficção, fantasia e reportagem, estas são histórias que abordam a pobreza, a violência e a perda mas, também, que celebram a beleza da paisagem.Contra todas as expectativas, na sua condição de estrangeiro permanente, Vollmann descobre nesse panorama de colapso político e existencial, vestígios de beleza e redenção. Sendo muito mais do que simplesmente um livro de viagens, “O Atlas” pessoal de Vollmann mapeia, do centro até aos confins, um território e um tempo bifurcados entre mobilização e permanência, nostalgia e progresso.

Nas páginas desta obra, talvez uma das mais pessoais e comoventes do autor, pulsam vidas anónimas que nos recordam a todo o momento da nossa missão num mundo devastado: a sobrevivência no limbo da mais nua, plena e singular, experiência humana. headtopics.com

William T. Vollmann (1959, Los Angeles, EUA) é um romancista, jornalista, correspondente de guerra e ensaísta norte-americano. Vencedor do National Book Award em 2005 com o romance histórico “Central Europa” (publicado em Portugal, em 2017, pela editora 7 Nós) Vollmann é o autor de inúmeras obras de ficção e não-ficção, como a monumental investigação das raízes morais da violência “Rising Up, Rising Down” ou a “Série dos Sete Sonhos” sobre a colonização da América do Norte, nas quais explora os temas mais extremos e os territórios mais remotos do mundo físico e espiritual contemporâneo.

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No pasaránA culpa foi toda de um padre. No dia 9 de Julho de 1931, com tremendo aparato mediático, uma chusma de gente acorreu à Gare du Nord, em Bruxelas, para esperar um jovem repórter acabado de chegar das Áfricas. Na varanda da gare, um adolescente louro, fardado de branco e de chapéu colonial, dirigiu-se à multidão expectante, de megafone em punho, agradecendo-lhe a presença e o apoio nessa sua nova aventura. Nas fotografias da época, vemos crianças de colo, jovens iguais ao repórter, mulheres de sorriso aberto, senhores de chapéus de palhinha. Talvez ele ainda não fosse o fenómeno de popularidade mundial entre os 'jovens dos 7 aos 77 anos', como viria a tornar-se mais tarde, mas Tintim já tinha à época uma quantidade apreciável de fãs, que acorreram prontamente ao chamamento do jornal Le Vingtième Siècle. Num golpe de génio, o seu director, o padre Wallez, decidira promover o novo álbum do herói organizando uma grande festa e publicando como suplemento daquela revista um convite para celebrar o regresso de Tintim a casa. A campanha publicitária passou pela contratação do actor Henri De Doncker, um jovem sósia do repórter, e pela oferta de 'uma valiosa peça artística congolesa' aos primeiros compradores do livro, além de um cortejo com animais exóticos alugados a um zoo. Não era, contudo, uma novidade absoluta, pois no ano anterior já se ensaiara um regresso hollywoodesco de Tintim à Bélgica, vindo do País dos Sovietes, com um sósia de carne e osso a desembarcar na place Rogier. Agora, no entanto, a coisa funcionou melhor, com mais adesão de público, e Tintin au Congo converteu-se num best-seller juvenil da década de 30, sendo reeditado várias vezes. Em 1934, a editora Casternan assumiu a publicação das obras de Hergé e, dez anos depois, deu-se à estampa a última edição do álbum a preto e branco.