Legislativas: privatizações, impostos e SNS marca debate sem convergências entre BE e CDS-PP

15/01/2022 03:32:00

BE: Legislativas: privatizações, impostos e SNS marca debate sem convergências entre BE e CDS-PP

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BE: Legislativas: privatizações, impostos e SNS marca debate sem convergências entre BE e CDS-PP

Catarina Martins acusou o CDS-PP de “acreditar no Pai Natal”. Francisco Rodrigues dos Santos fala num programa do BE que “vai matar a nossa economia com uma “overdose” de nacionalizações.

No parlamento, sentam-se em pontas opostas do hemiciclo, mas hoje a coordenadora doBloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, estiveram frente-a-frente e recordaram aquilo que os separa.O primeiro tema em cima da mesa foi, desde logo, ilustrativo dessas diferenças e falando de diferentes sectores da economia, de um lado defenderam-se “dês privatizações” (

termo utilizado pelo BE), enquanto do outro lado se propunha o seu contrário.“Portugal é um dos países que mais privatizou os seus sectores estratégicos e isto é um problema hoje”, começou por sustentar Catarina Martins na primeira intervenção do debate transmitido na RTP 3.

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CDS quer saber se ″arranjinho″ entre Rio e Costa já está ″em estado avançado″O líder do CDS-PP , Francisco Rodrigues Santos, quer 'perceber de que forma o arranjinho já está ou não em estado avançado' entre Rui Rio e António Costa para a governação do país na sequência das legislativas. Além disso, assegurou esta quinta-feira que apenas o voto no CDS é 'útil' para evitar que 'o PSD vá por maus caminhos' e os votos em Rio vão parar 'ao bolso' de Costa, sendo igualmente um 'antídoto contra o bloquismo esquerdista da Iniciativa Liberal e o fanatismo populista do Chega'.

Líder do CDS acusa Rio de “diletantismo apolítico” e quer Portas na campanha - RenascençaFrancisco Rodrigues dos Santos insurge-se contra atitude do PSD : 'Rui Rio nuns dias está mais para a esquerda, noutros acorda mais à direita'.

Perceberam-se as diferenças entre Costa e Rio após debate intensoSNS, TAP, justiça, impostos, salário mínimo, governabilidade. Quem ontem viu o frente-a-frente entre Costa e Rio percebeu claras diferenças entre ambos.

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As frases que marcaram o debate entre Costa e RioDa maioria absoluta à TAP, passando pelo salário mínimo e a descida de impostos, estas foram as frases que marcaram o debate entre os líderes do PS e do PSD .

foi marcado por questões relacionadas com privatizações, impostos e o Serviço Nacional de Saúde, sem que houvesse convergências entre os dois partidos.Comentar O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues Santos, quer"perceber de que forma o arranjinho já está ou não em estado avançado" entre Rui Rio e António Costa para a governação do país na sequência das legislativas.Ver mais No debate com Rui Rio disse que a sua ambição é que os votos do PSD e do CDS sejam suficientes para formar uma maioria absoluta, uma PàF 2.e receba as informações em primeira mão.

No parlamento, sentam-se em pontas opostas do hemiciclo, mas hoje a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) , Catarina Martins, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, estiveram frente-a-frente e recordaram aquilo que os separa. O primeiro tema em cima da mesa foi, desde logo, ilustrativo dessas diferenças e falando de diferentes sectores da economia, de um lado defenderam-se “dês privatizações” ( termo utilizado pelo BE ), enquanto do outro lado se propunha o seu contrário. O líder centrista falava em Gaia, num lançamento"simbólico" da campanha com a cabeça de lista pelo distrito do Porto, Filipa Correia Pinto, e históricos do partido, que reuniu figuras como José Ribeiro e Castro, António Lobo Xavier, Manuel Queiró, Adalberto Neiva de Oliveira, Fernando Moura e Silva, Alberto Baldaque, Sílvio Cervan, Maria Graça Samagaio, José Paulo Carvalho e José Marcelo Mendes Pinto. “Portugal é um dos países que mais privatizou os seus sectores estratégicos e isto é um problema hoje”, começou por sustentar Catarina Martins na primeira intervenção do debate transmitido na RTP 3. Diria como o PAN que teria ministeriáveis para várias pastas? Isso parece quase uma piada. O programa do BE prevê a reversão das privatizações de empresas como a EDP, CTT, REN ou GALP, uma medida em que os benefícios superariam os custos, assegura Catarina Martins: “Chegaria eventualmente aos 20 mil milhões de euros, mas a longo de vários anos, e permitiria ao Estado reaver boa parte do investimento, porque estamos a falar de empresas lucrativas”. E também assegurou que"o CDS está vacinado contra as sondagens". Na reposta, o líder do CDS-PP contrapõe com contas diferentes, afirmando que a proposta representaria antes um agravamento de cerca de 15% da dívida pública e, por isso, Francisco Rodrigues dos Santos fala num programa que “vai matar a nossa economia com uma “overdose” de nacionalizações e criação de impostos”. E com Pedro Nuno Santos"teremos o BE dentro do Governo.

Por outro lado, os centristas defendem privatizações em determinados sectores, argumentando que “sempre que os empresários realizarem um trabalho que custa menos dinheiro aos contribuintes e presta melhor serviço às populações, o Estado tem de sair de cima”. "Ao mesmo tempo, somos um antídoto contra o bloquismo esquerdista da IL e o fanatismo populista do Chega. Se o PSD aceitar acordos com o PAN, o CDS não está disponível? O CDS não irá para um governo onde esteja o PAN. Nesse equilíbrio, ou desequilíbrio, entre os sectores público e privado, Catarina Martins acusou o CDS-PP de “acreditar no Pai Natal” por defender que a gestão privada de empresas estratégicas cumpre o interesse público do país, mas Rodrigues dos Santos respondeu afirmando que nenhum empresário vai investir em Portugal com o modelo económico proposto pelo BE. Falando sobre os transportes e sobre a TAP, em concreto, o líder do CDS-PP apontou que as recentes injecções de capital na companhia aérea faziam falta “economia real”, mas Catarina Martins considera que eram necessárias em função da pandemia da COVID-19. "Libertar país do socialismo" Quanto às sondagens, atribuiu a bipolarização"à forma como foram organizados os debates", porque os líderes do PSD e do PS"vão ter muito mais tempo de antena para debaterem entre si do que a generalidade dos outros candidatos com representação parlamentar". “Não sabemos o caminho da pandemia, mas sabemos que o que foi feito segura a TAP e o pior que podíamos ter feito era colocar 3 mil milhões de euros na TAP e depois entregar a um interesse estrangeiro”, afirmou. Põe no mesmo patamar o PAN e o Chega? Não farei parte de um governo onde esteja o Chega. Quanto à questão dos impostos e da carga fiscal, os líderes dos dois partidos voltaram a divergir e, à direita, o presidente do CDS-PP prefere apostar na redução do IRC, argumentando que assim é possível aumentar o volume de negócios e fazer crescer a economia, aumentando a receita fiscal. O programa do CDS, sublinhou a propósito,"é para libertar o país do PS e para uma rutura com o socialismo". Rui Rio", assegurou.

Já Catarina Martins acusou a direita de “convencer quem tem menos de que vai aliviar a sua vida, quando depois o seu plano alivia sempre os mais ricos e as empresas maiores”. Por outro lado, apontou como prioritário o alívio dos impostos dos trabalhadores. Do mesmo modo, esperou que o debate sirva para entender se"este arranjinho já está ou não em estado avançado". Se não o fizer, é responsável por António Costa continuar a governar. O frente a frente terminou com ataques de parte a parte quanto à Saúde, com Rodrigues dos Santos a insistir que os utentes que não consigam obter resposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a tenham assegurada através de contratualização com o sector privado. “Se mandar as pessoas para consultas numa clínica privada, em dois ou três dias já gastou mais dinheiro do que com o salário dos médicos de família."No debate que tive com Rui Rio, questionei-o diretamente e a resposta foi que, de facto, há porta aberta para viabilizar um bloco central de interesses". O que é preciso são carreiras dignas no SNS para fixar os profissionais e que as pessoas têm direito aos cuidados de que precisam”, respondeu a coordenadora do BE. Nós defendemos há quase 50 anos o reforço das nossas polícias e forças de segurança. SNS, Justiça, TAP, salário mínimo, impostos.

. Em jeito de apelo, o líder centrista insistiu que,"para quem quer uma alternativa, há um espaço de centro-direita, democrata, popular, fiel aos valores de sempre, da democracia cristã, que é o CDS".