Monarquia, Juan Carlos

Monarquia, Juan Carlos

Juan Carlos. A saída pela porta pequena do rei que enterrou o franquismo

Juan Carlos. A saída pela porta pequena do rei que enterrou o franquismo

04/08/2020 04:14:00

Juan Carlos . A saída pela porta pequena do rei que enterrou o franquismo

Como as investigações não largam o rei emérito à volta de cem milhões de dólares, o rei emérito deixa Espanha. Pode ter de responder em tribunal, quer no seu país, quer na Suíça.

Para oOKDiario, o destino mais provável de Juan Carlos é a República Dominicana, onde o bilionário Pepe Fanjul tem uma propriedade, na qual o pai de Felipe VI já passou uma temporada. Seja como for, esta publicação avança que

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o antigo monarca não deverá"escolher um destino a longo prazo, mas sim deslocar-se por diferentes países, tirando partido das residências de vários amigos".Numa publicação mais especializada em assuntos de realeza, a

Semana, a escritora Carmen Rigalt não acredita que Juan Carlos vá para tão longe."Em qualquer caso, será na Europa. Não consigo imaginá-lo a ir para a América", comenta.Segundo terá dito a amigos, Juan Carlos deixou no ar a hipótese de regressar a Madrid já em setembro, noticia o

.Seja para onde for, é dado como certo que a rainha Sofia manter-se-á no Palácio da Zarzuela.Juan Carlos de Borbón nasceu em 5 de janeiro de 1938, em Roma, tendo-se mudado com a família para a Suíça, em 1942, e depois para Portugal, no Estoril, em 1946. Só conheceu Espanha com dez anos.

Estoril, 1960. O príncipe Juan Carlos na festa das bodas de prata dos pais, os condes de Barcelona.© Arquivo DNPor proposta do ditador Francisco Franco, foi designado pelas Cortes como chefe de Estado, em 1969. Mas assim que Franco morreu e assumiu as funções de rei anunciou a transição para a democracia, o que conseguiu de forma relativamente pacífica e com sucesso.

Do seu reinado fica também a sua vertente europeísta e ao impulso dado às relações ibero-americanas.Nos últimos anos tinha abdicado da vida pública, apenas comparecendo a touradas, corridas de automóveis ou a fazer vela com os amigos.

Com a sua mobilidade cada vez mais afetada, Juan Carlos foi operado ao coração em agosto do ano passado.Críticas à esquerdaAs notícias do seu envolvimento num caso de corrupção e de transferência de dinheiro para paraísos fiscais começaram a fazer danos na coroa espanhola, o que levou a que se propusesse no Parlamento uma comissão de inquérito, mas PSOE, PP e Vox impediram a iniciativa.

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Após as notícias da saída de Juan Carlos pela porta pequena, os partidos à esquerda não pouparam o antigo monarca, enquanto o PSOE optou por se limitar a expressar o"profundo respeito" pela decisão, tendo prefereido elogiar a figura de Felipe VI,"exemplar" e"transparente".

Fontes socialistas do governo disseram aos jornais que a decisão"fortalece a instituição e permite o trabalho constitucional de Felipe VI".A Unidas Podemos, que está na coligação de governo, declarou que"não há razão para continuar a sustentar uma monarquia sem os valores éticos mínimos num país que tem vindo a suportar sucessivas crises económicas e sociais"

.O partido de Pablo Iglesias também afirma que não se pode continuar a"impedir o debate social sobre o modelo do Estado em Espanha" e que"a ideia de uma república solidária e multinacional está a ganhar terreno"."É nossa convicção democrática que deve ser o povo a decidir".

Pablo Iglesias disse que se está perante"uma atitude indigna de um antigo chefe de estado."Deixa a monarquia numa posição muito comprometida. Por respeito pelos cidadãos e pela democracia espanhola, Juan Carlos I deveria ser responsabilizado pelos seus atos em Espanha e perante o seu povo", disse.

O segundo vice-primeiro-ministro de Espanha considerou que"um governo democrático não pode olhar para o lado, muito menos justificar ou acolher comportamentos que minam a dignidade de uma instituição chave como o chefe de Estado e que é uma fraude à justiça".

O porta-voz da Podemos no Congresso, Pablo Echenique, ainda sem saber que Juan Carlos já tinha abandonado o país, sugeriu que fosse impedido de sair até que a investigação do seu caso estivesse concluída."Com casos pendentes em Espanha e tanto dinheiro para viajar e proteger-se, será que a justiça lhe vai permitir sair? Isso não poderia tornar as investigações mais difíceis? Esperamos que esta não seja exatamente a razão da decisão e, se assim for, ele será impedido de fugir", disse o deputado no Twitter.

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Echenique observou que"as pessoas não estavam a pedir a Juan Carlos de Borbón para deixar Espanha"."O povo pede que a verdade sobre as suas atividades alegadamente corruptas seja conhecida, que pague pelos crimes que cometeu e que devolva os impostos que evitou", disse Echenique, que se referiu às atividades do rei como"negócios obscuros".

Íñigo Errejón, que saiu da Unidas Podemos e agora é membro de Más Madrid, a atirude do rei emérito, que"foge de Espanha sem ser responsabilizado", é"um escândalo" que só pode ser minorado se"devolver o dinheiro".

Igual a Afonso XIII"Como Afonso XIII", o rei que abandonou Espanha após as eleições de 1931 que foram vistas como um plebiscito ao regime, foi o que se limitou a dizer Quim Torra, o presidente do governo da Catalunha.Outros independentistas catalães foram mais comunicativos. Para Carolina Telechea, porta-voz adjunta da Esquerda Republicana da Catalunha no Parlamento, Juan Carlos está a fugir do sistema judicial espanhol"porque é corrupto" em vez de ficar"para o enfrentar com dignidade" e para responder em tribunal às alegadas irregularidades pelas quais está a ser investigado."O melhor serviço que se pode prestar ao povo espanhol é não fugir da justiça e dar a cara com dignidade", disse.

Já a secretária-geral da ERC, Marta Rovira, fez questão de diferenciar a fuga do Borbón daquela que Carles Puigdemont e de outros independentistas:"Muito diferente é aquele que vai para o exílio para defender a democracia daquele que foge porque é corrupto."

O líder dos republicanos catalães em Madrid, Gabriel Rufián, disse que o emérito"abandona" Espanha em vez de dizer que"foge" do país."Pode uma pessoa perseguida pelo Ministério Público do Supremo Tribunal dizer diretamente que está de partida, sem quaisquer consequências ou controlo? No mínimo, pedimos que o seu passaporte seja retirado e ele não pode partir, pois de outra forma irá certamente acabar num país sem uma ordem de extradição", alvitrou, também desconhecendo que Juan Carlos já estaria fora do país.

Do País Basco, Arnaldo Otegi, líder do EH Bildu, da esquerdaabertzale, preferiu pedir o fim da monarquia:"Juan Carlos vai-se embora mas o regime de 78 que representa fica. Agora é a vez da república", disse. Consulte Mais informação: Diário de Notícias »

Vai pra Portugal? 😅😂

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