Anselmo Borges, Opinião

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Jesus e a Igreja. 4

Jesus e a Igreja. 4

08/05/2021 02:28:00

Jesus e a Igreja. 4

Na Igreja, haverá líderes no, com e para o Povo de Deus, para celebrar nas comunidades e com as comunidades a Eucaristia: a vida, a morte e a ressurreição de Jesus e da Humanidade inteira. A Eucaristia é memória da última Ceia e também de todas as refeições que Jesus tomou concretamente com pecadores e excluídos, precisamente para indicar a presença e a actuação do Reino de Deus. Esses banquetes tinham causado profunda impressão nos discípulos. Jesus aliás comparou a realidade do Reino de Deus a bodas e banquetes. Não se trata, pois, do padre-sacerdote do culto ritual-sacrificial. Jesus rejeitou o sacerdócio judaico e o culto sacrificial do seu tempo, e nada indica que quisesse instituir um novo culto sacrificial. Ele próprio não era 'sacerdote' nem nenhum dos 'Doze' nem Paulo. As suas relações com o Templo e o culto nele realizado pelos sacerdotes foram de ruptura, de tal modo que foi o sacerdócio judaico que o levou à cruz. No Novo Testamento, a palavra 'sacerdote' no sentido sacrificial-cultual foi evitada. A concepção sacrificial da Eucaristia, que implica a introdução do sacerdote, é posterior, tendo na sua base sobretudo a vontade de impedir a acusação de ateísmo pelo facto de os cristãos se recusarem a prestar culto aos deuses e não oferecerem sacrifícios. Mas então o 'povo sacerdotal' transformou-se na 'Igreja dos padres', e, esquecendo a Eucaristia como memorial do amor incondicional de Cristo pela Humanidade até ao fim na vida e na morte, a sua compreensão como sacrifício contribuiu para a concepção do Deus que precisa do sangue das vítimas, a começar pelo sangue do próprio Filho, em ordem a aplacar a sua ira. Deste modo, porém, continuou a história do deus sádico Moloch, em nome do qual é possível legitimar todo o sangue derramado. De facto, se Deus precisa, para ser aplacado na sua ira divina, do sangue de vítimas e até do do próprio Filho, porque é que nós não havemos também de poder derramar sangue e de vingar-nos?

Na Igreja, haverá líderes no, com e para o Povo de Deus, para celebrar nas comunidades e com as comunidades a Eucaristia: a vida, a morte e a ressurreição de Jesus e da Humanidade inteira. A Eucaristia é memória da última Ceia e também de todas as refeições que Jesus tomou concretamente com pecadores e excluídos, precisamente para indicar a presença e a actuação do Reino de Deus. Esses banquetes tinham causado profunda impressão nos discípulos. Jesus aliás comparou a realidade do Reino de Deus a bodas e banquetes. Não se trata, pois, do padre-sacerdote do culto ritual-sacrificial. Jesus rejeitou o sacerdócio judaico e o culto sacrificial do seu tempo, e nada indica que quisesse instituir um novo culto sacrificial. Ele próprio não era"sacerdote" nem nenhum dos"Doze" nem Paulo. As suas relações com o Templo e o culto nele realizado pelos sacerdotes foram de ruptura, de tal modo que foi o sacerdócio judaico que o levou à cruz. No Novo Testamento, a palavra"sacerdote" no sentido sacrificial-cultual foi evitada. A concepção sacrificial da Eucaristia, que implica a introdução do sacerdote, é posterior, tendo na sua base sobretudo a vontade de impedir a acusação de ateísmo pelo facto de os cristãos se recusarem a prestar culto aos deuses e não oferecerem sacrifícios. Mas então o"povo sacerdotal" transformou-se na"Igreja dos padres", e, esquecendo a Eucaristia como memorial do amor incondicional de Cristo pela Humanidade até ao fim na vida e na morte, a sua compreensão como sacrifício contribuiu para a concepção do Deus que precisa do sangue das vítimas, a começar pelo sangue do próprio Filho, em ordem a aplacar a sua ira. Deste modo, porém, continuou a história do deus sádico Moloch, em nome do qual é possível legitimar todo o sangue derramado. De facto, se Deus precisa, para ser aplacado na sua ira divina, do sangue de vítimas e até do do próprio Filho, porque é que nós não havemos também de poder derramar sangue e de vingar-nos?

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Não se pode esquecer de que o divino andou sempre vinculado ao belo, de tal modo que não há encontro autêntico com Deus sem o encontro com a beleza. Ora, é necessário reconhecer que frequentemente as celebrações das comunidades cristãs são confrangedoras no seu mau gosto. Quando nas igrejas se ouve a música que se ouve e se tem de escutar as homilias que se sabe, é de espantar como é que há ainda tanta gente que vai à igreja. São necessárias celebrações familiares e belas, em que pré-apareça e se experiencie a beleza que nos redime de um quotidiano tantas vezes vulgar e vazio. Por outro lado, em casos especiais, como na situação de confinamento, por exemplo, nunca se pode esquecer que, como fizeram as primeiras comunidades, há possibilidade da celebração em casa.

Será de acrescentar que hoje, oficialmente, só se consideram sete sacramentos. Mas Santo Agostinho falava em dezenas. E com razão, pois, se no Antigo Testamento Deus fala através de sinais e se no Novo Testamento Jesus fala mediante sinais, também a Igreja o deve fazer. Trata-se de sinais que mostram que o Reino de Deus está presente, trazendo salvação e força à Humanidade, manifestando a bondade de Deus e a sua solicitude. O que é preciso é adaptar e transformar o universo simbólico da Igreja para os novos tempos e necessidades. headtopics.com

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