Inflação leva consumidores a pôr de parte a sustentabilidade

05/07/2022 09:05:00

Inflação leva consumidores a pôr de parte a sustentabilidade

Inflação leva consumidores a pôr de parte a sustentabilidade

Com menos rendimento e os produtos a encarecer, famílias procuram estratégias para poupar nas compras, designadamente, optando por bens menos amigos do ambiente

Novos contratos de crédito ao consumo caem 3,87% para 5.Agência Lusa , AM Há 13 min Navio alerta que migrantes “precisam urgentemente de um porto seguro” depois de tantos dias no mar O navio humanitário Ocean Viking da SOS Méditerranée, com 291 migrantes a bordo, pediu para atracar num porto, com urgência, depois de ter resgatado 63 pessoas numa área de busca e salvamento perto da ilha de Malta.Nuno Braga (versão áudio) 04 Julho 2022, 06:54 O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, que este domingo se reuniu com o antigo Presidente brasileiro Lula da Silva, afirmou que falaram da guerra na Ucrânia e do “equilíbrio geopolítico”, numa conversa “muito interessante”.Lusa Pelo menos 10 pessoas morreram e três ficaram feridas esta segunda-feira na sequência do despiste de um autocarro que acabou por se precipitar num desfiladeiro no Estado do Himachal Pradesh, no norte da Índia.

400 milhões de euros em 2021 A sustentabilidade é um tema caro aos consumidores, mas só quando têm meios financeiros para tal.Os dados do inquérito mostram que 58% dos inquiridos compram, regularmente, produtos de mercearia de marcas amigas do ambiente, taxa que é de 53% na limpeza e higiene, de 52% nos artigos de papel, 27% nos cosméticos e de 11% nos artigos para bebés.Por outro lado, o navio Geo Barents, dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), atracou no domingo no porto de Taranto, na região da Apúlia, Itália, com 65 sobreviventes do naufrágio ocorrido em 28 de junho a bordo.No entanto, só 15 a 20% dos inquiridos garantem que manterão a aposta neste tipo de marcas, mesmo perante uma redução de rendimentos.Lula da Silva esteve acompanhado por Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores nos seus dois governos, e não prestou declarações à comunicação social.Aliás, mostra o estudo que 23% dos compradores de produtos de mercearia amigos do ambiente já os trocaram por artigos mais baratos, uma percentagem que sobe para 36% no que aos produtos para bebés diz respeito.De acordo com os últimos dados do Ministério do Interior, até agora 27.32% dizem que é provável que venham a fazer essa troca e 28% que poderão vir a fazê-lo.No país, em 2019, perderam a vida 151.

Em termos de mercados, diz o estudo, o compromisso para com as marcas eco-friendly é maior na Alemanha e em Espanha, com taxas de 27 e 26%, do que em França (15%) e na Índia (11%).532.“Daí a importância desta conversa, porque não é apenas um conflito europeu, há aqui um problema de equilíbrio geopolítico.Portugal não foi incluído no estudo, no entanto, não é expectável que o comportamento das famílias portuguesas seja muito diferente.Sobretudo, atendendo a que o rendimento de partida já é mais baixo, o que leva a que o impacto na redução do consumo se note já transversalmente e não apenas nas marcas de produtos mais sustentáveis.Fechar Subscreva a nossa newsletter e tenha as notícias no seu e-mail todos os dias Subscrever Muito obrigado pelo seu registo.“Nós somos não só solidários como claramente determinados nas posições da União Europeia e da NATO."As pessoas estão a perder, no mínimo, 6% no seu rendimento - tendo em conta a inflação nos 8% e os salários a crescer, em média, 2% no privado - e o consumo está já a descer e a embaratecer.

Tudo nos mostra que as pessoas estão a fazer um esforço grande de poupança, com a transferência do consumo das marcas de fabricantes para as marcas brancas a acontecer de forma rapidíssima e muito forte.O facto de estes produtos, pela sua característica, serem normalmente produtos com preços premium , faz com que as pessoas, numa altura de dificuldades, se refugiem em produtos mais baratos.A comitiva portuguesa neste encontro incluiu o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André.Em tempo de guerra não se limpam armas", frisa o diretor-geral da Centromarca.Pedro Pimentel sublinha que tal não significa que os consumidores portugueses sejam menos amigos do ambiente, mas apenas que têm rendimentos mais baixos e estão a sofrer o efeito da subida da inflação."Muitas vezes as pessoas gostariam de consumir estes produtos, como gostariam de consumir as suas marcas preferidas, mas só se tivessem rendimento suficiente que o permitisse.

Por isso é que o próprio estudo mostra que 63% dos inquiridos esperam poder voltar a comprar marcas eco-friendly.Qualquer um de nós, depois de andar de BMW, depois não gosta muito de andar de Mini, a questão aqui é exatamente a mesma", refere.Refeições é em casa Em termos globais, 54% dos inquiridos dizem estar a cozinhar mais em casa, 48% estão a reciclar mais, e 41% compram menos fast food.Há ainda 30% que dizem recorrer mais a produtos naturais e de proximidade, 38% que procuram lojas de baixo preço - as chamadas cadeias discount, como o Aldi, Lidl ou Mercadona - e 31% que recorrem à compra a granel para poupar.Destaque ainda para os 26% que estão a dar preferência a uma dieta de base vegetal e aos 24% que optam por comprar mais artigos em segunda mão.

O inquérito, realizado entre abril e maio, recolheu nove mil respostas em nove países de várias geografias - Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, China, Índia e Singapura -, o que veio evidenciar os diferentes comportamentos do consumidor.A compra a granel, por exemplo, é uma alternativa mais usada nos Estados Unidos, onde 34% dos inquiridos dizem estar a fazê-lo crescentemente, do que na Europa.Na Alemanha, por exemplo, só 21% recorre a este tipo de compras.As gerações mais jovens são as que mostram"alterações pronunciadas" nos seus comportamentos, excetuando no que à redução do consumo de fast food.Já os franceses e os espanhóis privilegiam cada vez mais a compra de carne de animais criados localmente.

Uma opção apontada por 35% dos franceses e 31% dos espanhóis, contra os 28% no total do inquérito.Por outro lado, os franceses parecem estar menos dispostos a aumentar o peso dos vegetais na sua dieta, já que tal é indicado por apenas 13% dos consumidores franceses contra a média global de 26%.E os americanos estão menos disponíveis para comprar produtos sustentáveis e amigos do ambiente, sendo essa opção indicada por 21% dos inquiridos, contra a média total de 36% no inquérito.E os alemães apresentam taxas baixas de disponibilidade para reciclar mais - 21% contra 36% de média global - mas tal"deve-se, provavelmente, ao facto de as taxas de reciclagem no país serem já altas", admite a Kantar.Partilhar.

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