Human Rights Watch aponta “inconsistências” aos líderes ocidentais na defesa dos direitos humanos em 2021

Human Rights Watch aponta “inconsistências” aos líderes ocidentais na defesa dos direitos humanos em 2021

18/01/2022 01:10:00

Human Rights Watch aponta “inconsistências” aos líderes ocidentais na defesa dos direitos humanos em 2021

O mesmo relatório assinala que as democracias estão a falhar na resposta a problemas globais e que as autocracias estão desesperadas e fragilizadas.

No ensaio que serve de mote ao documento, Kenneth Roth, diretor executivo da ONG, afirma que “quando deveriam apoiar consistentemente os democratas sobre os autocratas”, os primeiros frequentemente estabeleceram compromissos com os segundos “para reduzir a migração, combater o terrorismo ou proteger a suposta “estabilidade””, deixando a defesa dos “princípios da democracia” para segundo plano.

Enquanto aponta dedos um pouco por todo o mundo, os Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas são dos que recebem mais críticas.Roth assinala que Biden assumiu o cargo prometendo uma política externa pautada pelos direitos humanos, mas pareceu ter “perdido a sua voz na denúncia de violações” em conferências chave durante o ano passado.

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No mais recente relatório da Human Rights Watch, os líderes democráticos ocidentais como Biden, Merkel, Macron e Guterres são acusados de “inconsistências” na defesa dos direitos humanos em 2021. No ensaio que serve de mote ao documento, Kenneth Roth, diretor executivo da ONG, afirma que “quando deveriam apoiar consistentemente os democratas sobre os autocratas”, os primeiros frequentemente estabeleceram compromissos com os segundos “para reduzir a migração, combater o terrorismo ou proteger a suposta “estabilidade””, deixando a defesa dos “princípios da democracia” para segundo plano. Enquanto aponta dedos um pouco por todo o mundo, os Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas são dos que recebem mais críticas. Roth assinala que Biden assumiu o cargo prometendo uma política externa pautada pelos direitos humanos, mas pareceu ter “perdido a sua voz na denúncia de violações” em conferências chave durante o ano passado. Para além disso, “continuou a vender armas para o Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Israel, apesar da sua repressão persistente” e “manteve a oposição do governo dos EUA ao promotor que investiga a tortura dos EUA no Afeganistão ou os crimes de guerra e contra a humanidade” por parte de Israel. Em relação aos europeus, o diretor da Human Rights Watch disse que, embora Merkel e Macron tenham coordenado a condenação global dos crimes do governo chinês contra a humanidade em Xinjiang, estes também cometeram erros na defesa da democracia. A Alemanha, enquanto ocupava a presidência da União, ajudou a promover um acordo de investimento da UE com a China, apesar do uso de trabalho forçado por Pequim. Por seu lado, a França continuou a vender armas ao Egito e à Arábia Saudita, com Macron a tornar-se o “primeiro líder ocidental a encontrar-se com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, desde o assassinato em 2018 do jornalista independente Jamal Khashoggi”. Mesmo a nível interno, Roth destaca que a UE ainda não conseguiu “castigar” a Polónia e a Hungria por irem contra os valores democráticos fundamentais da União. “Sem uma correção de curso, a UE corre o risco de ser reduzida de um clube de democracias a um mero bloco comercial”, assevera. Relativamente ao secretário-geral da ONU, António Guterres, Roth afirma que “mostrou um pouco mais de disposição no ano passado para criticar governos específicos pelas suas violações de direitos humanos, em vez de recorrer a exortações gerais para respeitar direitos que nenhum governo em particular sente qualquer pressão para atender”. Contudo, assinala que o português mencionou principalmente governos que “já eram párias”, como Myanmar, recusando-se “a condenar publicamente os crimes do governo chinês contra a humanidade em Xinjiang”. “Promover a democracia significa defender instituições democráticas, como tribunais independentes, meios de comunicação livres, parlamentos robustos e sociedades civis vibrantes, mesmo quando isso traz escrutínio indesejado ou desafios às políticas executivas”, explica Roth. Em jeito de conclusão, o diretor da ONG explica que “ser o sistema de governação menos mau pode não ser suficiente se o desespero público com o fracasso dos líderes democráticos em enfrentar os desafios de hoje [como as alterações climáticas, a pandemia e as desigualdades crescentes] levar à indiferença pública em relação à democracia”. No mesmo ensaio, disse que “os atos cada vez mais repressivos e violentos contra protestos civis de líderes autocráticos e regimes militares em todo o mundo são sinais de seu desespero e enfraquecimento do poder”. Nesta linha, em 2021, milhões saíram às ruas em protesto na China, Uganda, Polónia e Myanmar, enquanto noutras partes do mundo se formaram partidos e coligações para derrubar os líderes autocráticos no poder. Disso são exemplo Israel, de Netanyahu, e a República Checa, de Andrej Babiš, derrotados em 2021. Mas também a Hungria e a Turquia, que se aproximam de eleições com recentes alianças de partidos da oposição também para desafiar os regimes. “Há uma narrativa de que os autocratas estão prevalecendo e que a democracia está em declínio, mas se olharmos para as tendências dos direitos humanos nos últimos 12 meses, o cenário não parece tão animador para os autocratas”, rematou Roth.