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Há uma campanha para transformar um eucaliptal numa mata autóctone

Florestas: Há uma campanha para transformar um eucaliptal numa mata autóctone

23/11/2020 10:06:00

Florestas : Há uma campanha para transformar um eucaliptal numa mata autóctone

Associação de conservação da natureza Montis tem projecto de cinco anos para converter terrenos na Pampilhosa da Serra.

Acontece que tanto o terreno de Covões (2,6 hectares) como o de Barroco Frio (2,3 hectares) são ocupados por generosas áreas de eucaliptal - 70% e 40%, respectivamente. E isto, do ponto de vista da Montis, que tem como um dos objectivos a promoção e conservação de espécies autóctones, não é muito interessante. Daí que a associação que tem sede em Vouzela se tenha lançado em mais uma campanha para acabar com os dois eucaliptais e favorecer a regeneração natural, conta o presidente, Pedro Oliveira, ao PÚBLICO.  

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“Do eucaliptal até à mata” é o nome da iniciativa, mas este não será um processo convencional. O caminho escolhido pela Montis é demorado, vai levar cinco anos e exige acompanhamento. O objectivo? Vencer os eucaliptos pelo cansaço. Pedro Oliveira, que é professor e biólogo, explica: “Este eucaliptal foi explorado e estava ao abandono, pelo que a madeira não é rentável. Vamos fazer um corte raso dos eucaliptos, com a comunidade a ajudar, sem retirar cepos. Depois desse primeiro corte, vamos cortando a toiça [as varas que vão brotando] até esgotar a raiz e, assim, o eucalipto acaba por deixar de rebentar”.   

Se este projecto exige paciência, pede, ao mesmo tempo, o envolvimento da comunidade para lá do momento da doação, com acções de manutenção. “Além de potenciar a biodiversidade na região, o objectivo é também envolver voluntários, para que tomem consciência da importância que tem a intervenção das pessoas nos projectos de conservação da natureza”, diz.  headtopics.com

Em parte, a duração de cinco anos explica a meta de 18.730 euros que a associação terá que angariar até 4 de Dezembro. E parte desse caminho está já feito: a campanha já atingiu 70% financiamento, mostra a plataforma online de recolha de fundos. "Este projecto é ousado porque estamos a experimentar uma forma de gerir um eucaliptal sem valor económico e ecológico. É a experimentação de uma forma agir, por métodos mais simples e mais naturais possível”, acrescenta. O corte de forma profissional implicaria o aumento dos custos mas também a aplicação de glifosfato, uma questão que poderia ser problemática, “apesar do ganho de tempo”. Assim, se correr bem, a ideia poderá ser replicada noutros pontos, tanto

Montis, como de outros proprietários.  Depois de esgotados os eucaliptos, poder-se-á recorrer a um fogo controlado para limpar o material sobrante, fertilizando terrenos numa zona “em que os solos são muito pobres”, refere Pedro Oliveira. Mas nada se desperdiça, podendo as varas ser utilizadas para estabilizar o terreno em declive da Pampilhosa da Serra. “Depois, queremos permitir a regeneração de natural da floresta, de sobreiros, carvalhos e medronheiros”, detalha. Se necessário, poderão também promover a plantação de espécies autóctones, sendo que o planeamento está todo desenhado na página de angariação de fundos.  

Algumas dessas espécies, como medronheiro, o sobreiro e a azinheiro não são estranhas à parcela de Covões que, tal como a de Barroco Frio, é acompanhada pelo rio Unhais e pela sua galeria ripícola pontuada por amieiros e salgueiros.  

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