Folhetim de voto: O Costa do guterrismo e o Costa do cavaquismo

14/01/2022 12:00:00

Quem ganhou o frente-a-frente? O jornalista de Política Filipe Santos Costa diz que este foi o melhor debate de Rio e o mais fraco de Costa.

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Depois deste esclarecimento, Rio insistiu que “não se entende muito bem como pode haver estabilidade com a vitória do PS”. A resposta, por ironia, foi dada logo a seguir pelo mesmo Rio, quando disse no pós-debate: “Estou disponível para negociar a governabilidade do país (...) Na perspetiva de não haver maioria absoluta, que remédio tem um democrata, que não seja negociar com os outros, procurando uma negociação equilibrada?”, questionou o líder do PSD. Costa podia ter dito o mesmo.

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já nem disfarçam. até ao dia das eleições vai ser sempre a carregar no PS. Como é possível alguém dizer que o António Costa não foi melhor? Estão querendo meter o Rui Rio a força pela guela dos portugueses. Fonix Vergonha como é possível convidarem um comentador que está a concorrer por uma lista do PS

Se ele disse então é que foi mesmo. Na minha opinião o melhor comentador de política que a CNN tem.

Rio melhor na economia, Costa melhor na justiça, avalia Mafalda Anjos - CNN Portugal“Este debate foi construtivo“, diz a comentadora da CNN Portugal Mafalda Anjos sobre o debate de António Costa e Rui Rio. “Discutiram-se de facto políticas públicas ao longe de uma hora e meia.“ Um canal de TV que tem uma comentadora como esta não informa apenas faz propaganda.

Ao minuto: o debate Costa vs Rio - CNN PortugalCNN Portugal. O canal de informação, com uma cultura multiplataforma, que acompanha, em tempo real e em diversos meios, os acontecimentos que marcam o país e o mundo.

Legislativas: Costa afirma que Portugal cumprirá sem esforço excessivo regras da zona euro em 2023António Costa defendeu que, no final do primeiro semestre deste ano, o país ″terá recuperado o nível do Produto Interno Bruto (PIB) que já tinha em 2019″ antes da crise pandémica da covid-19.

Costa afirma que Portugal cumprirá sem esforço excessivo regras da zona euro em 2023Secretário-geral de PS defendeu que, no final do primeiro semestre deste ano, o país 'terá recuperado o nível do PIB que já tinha em 2019', antes da crise provocada pela covid-19.

Luís Costa Ribas, estamos mesmo perante a possibilidade de haver um conflito armado na Europa? Uma análise essencial - CNN PortugalCNN Portugal. O canal de informação, com uma cultura multiplataforma, que acompanha, em tempo real e em diversos meios, os acontecimentos que marcam o país e o mundo. O clássico click bait Jornalixo

É o maior debate da democracia portuguesa em tempo pré-eleitoral dos últimos 30 anos: Rio vs. Costa analisado por um ex-ministro - CNN PortugalCNN Portugal. O canal de informação, com uma cultura multiplataforma, que acompanha, em tempo real e em diversos meios, os acontecimentos que marcam o país e o mundo.

Governabilidade: vantagem Costa.Comentadora Há 3h e 31min "Este debate foi construtivo", diz a comentadora da CNN Portugal Mafalda Anjos sobre o debate de António Costa e Rui Rio.20:42 Costa pisca o olho ao PAN "O PS nunca será uma solução de ingovernabilidade.Comentar O secretário-geral do PS afirmou, nesta quarta-feira, hoje que Portugal, se mantiver a atual trajetória económico-financeira, cumprirá sem esforço excessivo as regras orçamentais da zona euro em 2023 e que há uma nova conjuntura favorável para as empresas.

Voltemos ao debate. Não era possível Costa esconder mais o jogo." Segundo Mafalda Anjos, em matéria fiscal e de economia, Rui Rio esteve melhor. Pede uma maioria absoluta, já tinha dito que sai se perder as eleições, mas não o que fará se ficar entre um caso e outro; se ganhar sem a maioria absoluta. Rui Rio ganhar as eleições", reafirma Costa que sairá - uma opção que já tinha afirmado anteriormente. Esclareceu ontem: estará disponível para conversar com todos, como o PS fazia no tempo dos governos de António Guterres. Como enfatizou a Ângela Silva na SIC-N, essa foi a grande notícia de ontem à noite. "Para o BCE, este pico de inflação que estamos a viver tem um caráter eminentemente conjuntural e, como tal, não justifica uma alteração da sua política estrutural", apontou, citando Christine Lagarde.

  Após seis anos de porta fechada ao PSD, Costa volta a predispor-se a falar com o maior partido da oposição. "Desde que não perca as eleições, cá estarei", diz, esperando pelos resultados eleitorais do PAN para saber com quem poderá negociar no caso de não ter maioria. Já não diz que no dia em que o Orçamento for viabilizado pelo PSD o governo cai. E convém lembrar que o primeiro Governo de Guterres - quando Costa estava nos Assuntos Parlamentares, na torre de controlo das negociações “diploma a diploma” - foi um tempo por excelência dos acordos PS-PSD. Depois deste esclarecimento, Rio insistiu que “não se entende muito bem como pode haver estabilidade com a vitória do PS”. 2022-01-13 20:38 Rio traça linha vermelha: “Aquilo que está afastado é o bloco central, um Governo conjunto” A minutos do início do debate com António Costa, Rui Rio assumiu que tem respeito pelo adversário e sublinhou que não será um confronto em que “andamos todos aos gritos”. A resposta, por ironia, foi dada logo a seguir pelo mesmo Rio, quando disse no pós-debate: “Estou disponível para negociar a governabilidade do país (. "E em 2023, sem esforço excessivo, poderemos acomodar-nos às regras vigentes na zona euro", sustentou.

..) Na perspetiva de não haver maioria absoluta, que remédio tem um democrata, que não seja negociar com os outros, procurando uma negociação equilibrada?”, questionou o líder do PSD. Costa podia ter dito o mesmo. PUB PUB PUB Há uma alternativa que Costa colocou antes da solução de pesca à linha: se o PS ficar mesmo à beira da maioria absoluta, pode conseguir fazer acordos estáveis com parceiros que não estiveram na geringonça - citou o PAN, mas também podia ter falado do Livre. Mas, ressalvou, cabe às instituições"um papel fundamental".

Rui Tavares parece estar bem encaminhado para a eleição, e o PAN também deverá manter alguma representação parlamentar. Resta ver se basta.   A ameaça fantasma. Quando pressionou Costa para ser claro sobre o que fará, Rui Rio levantou o risco de um PS liderado por Pedro Nuno Santos, como quem agita com o fantasma do regresso do comunismo. Foi estranho ouvir Rio dar um argumento ao eleitorado de centro para que vote em Costa, travando, com isso, a ascensão de Pedro Nuno.

Para além disso, foi um tiro na água, até porque não há uma única sondagem que aponte para a hipótese de vitória do PSD, e esse é o único cenário em que Costa admite sair de cena.    Impostos: vantagem Rio. Num debate em que Costa se apresentou prometendo continuar um caminho já bem conhecido - até levou o Orçamento chumbado há dois meses como estando pronto para voltar a entregá-lo -, Rio foi hábil a apontar o lado sombrio da governação socialista. Um país em “estagnação”, com “degradação dos rácios todos”, baixos salários, emigração e “cada vez mais a caminho da cauda da Europa”. Mensagem: “Temos de fazer diferente”, “mudar o modelo”, pois a mesma receita não dará resultados melhores.

  PUB PUB PUB Rio argumentou bem o contexto em que propõe, não um aumento dos rendimentos das famílias, como Costa, mas o desagravamento do IRC, para ajudar as empresas a criar riqueza - que mais tarde chegará às famílias. É a velha teoria da trickle down economy, na qual há quem acredite, mas que não cabe aqui discutir. O ponto é que o retrato de estagnação e a defesa de um “novo modelo” pode ser apelativo para algum eleitorado de centro. Mas tem um risco, óbvio, e reconhecido pelo próprio Rio: “seria mais popular” fazer ao contrário, e desagravar primeiro os impostos sobre as famílias. “Mas isso seria persistir no erro”, respondeu o social-democrata.

Este reconhecimento, e a candura calculada com que Rio o faz, acaba por funcionar também a seu favor, com a imagem do homem que diz aquilo em que acredita mesmo que isso o prejudique eleitoralmente.   Salários: vantagem Costa. O risco que Rio admitiu correr no debate sobre impostos (optar pelo caminho mais impopular, com a promessa de amanhãs que cantam) é ainda maior na discussão sobre salário mínimo. Costa não deixou que Rio fugisse do anzol: disse mesmo que era contra o aumento do salário mínimo. Enquanto o socialista põe o aumento do salário mínimo como prioridade das políticas públicas, o líder do PSD vê-o como consequência de uma série de fatores.

É todo um mundo que os separa. Rio argumentou com a insustentabilidade dos aumentos prometidos, mas Costa lembrou que no passado a direita tinha avisado para várias desgraças por causa deste aumento, e nenhuma se concretizou: nem chegou o diabo, nem o desemprego disparou, nem o investimento estrangeiro fugiu do país.  PUB PUB PUB Rio prefere falar do salário médio, e apresentou a patusca teoria de que as empresas só não aumentam os salários médios porque são obrigadas a subir os vencimentos mínimos. Costa atirou-lhe com a frase que trazia preparada:  “Quem não quer aumentar o salário mínimo muito menos aumentará o salário médio e os outros salários.”   Serviços públicos: vantagem Rio.

“Há mais funcionários públicos do que havia, e os serviços públicos estão muito pior” - com esta frase, Rui Rio arrumou o assunto. Apesar do exagero de alguns exemplos de Rio, é uma constatação que qualquer pessoa fará se tiver de pedir um Cartão do Cidadão ou entrar com um processo de reforma. Rio nada esclareceu sobre o que fará (“ otimizar os recursos” é uma frase vazia), mas o seu diagnóstico arrumou os argumentos de Costa.   Saúde: empate. O debate sobre saúde focou-se num caso concreto, os médicos de família, que tanto PSD como PS já prometeram dar a todos os portugueses, mas nenhum cumpriu.

A resposta de Costa é “continuar”, e debitou muitos números provando a melhoria das respostas de saúde. Rio apresentou-se como uma resposta pragmática, a garantia de um “médico assistente” do serviço privado enquanto não há médico de família no SNS para todos. Sem “preconceitos ideológicos”. Foi a deixa para Costa acusar Rio de querer acabar com o SNS como o conhecemos, não só desviando recursos para o setor privado, mas sobretudo ao inscrever na sua proposta de Revisão Constitucional um artigo que na prática significa o fim do SNS “tendencialmente gratuito”. “Essa bravata ideológica, por preconceito ideológico, tem consequências: as pessoas da classe média vão passar a ser tratadas de forma diferente pelo SNS.

(…) O que vai acabar por acontecer é termos serviços mínimos para os remediados e o serviço bom para quem tem posses”, disparou Costa. Rio respondeu que não, mas não se conseguiu livrar da suspeita. PUB .