“Final four” da Taça da Liga poderá ser no estrangeiro, depois de 2024 - Renascença

25/01/2022 10:40:00

“Final four” da Taça da Liga poderá ser no estrangeiro, depois de 2024

“Final four” da Taça da Liga poderá ser no estrangeiro, depois de 2024

Em entrevista à Renascença, o diretor executivo da Liga defende modelo de sucesso da competição. No dia do arranque da 'final four' da Taça da Liga, em Leiria, Tiago Madureira garante totais de condições de segurança para o público que se deslocar ao estádio.

É obrigatória a apresentação de teste negativo, com a exceção de quem tem o certificado digital de recuperação de vacinação completa com o reforço da terceira dose. E vamos ter um perímetro adicional de segurança, um perímetro sanitário onde serão feitas as primeiras filtragens de pessoas.

Só dentro do perímetro mais alargado é que estarão as pessoas comprovadamente negativas. Deixo a recomendação aos adeptos para que venham cedo porque podem fazer a demonstração do teste fora desse perímetro e trocar por uma pulseira para entrarem de forma mais rápida.

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Taça da Liga não salva, mas ajudaA curto prazo, a conquista do terceiro troféu mais relevante do futebol nacional pode ser um bálsamo de confiança para o Benfica. A longo prazo, dificilmente será um título que apague tudo o resto. É esta a retórica de Nélson Veríssimo, à procura do Força Boavista FC. 🏁🇵🇹🏁🖤🤍 Força Boavista FC. 💪🏁🇵🇹🏁🖤🤍

Plano de segurança da Taça da Liga reforçado para responder ao pico da pandemia - RenascençaAs preocupações com a saúde pública somam-se ao habitual plano de segurança da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que em Leiria estará montado na “carga máxima”, explicou a diretora executiva.

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Ver mais É obrigatória a apresentação de teste negativo, com a exceção de quem tem o certificado digital de recuperação de vacinação completa com o reforço da terceira dose.× Ajuda Para este campo está disponível a pesquisa por texto.O plantel do Benfica em treino no Seixal EPA/MIGUEL A.Ver mais A entrada só será admitida a quem possua o título de ingresso, mas também tenha o teste antigénio, teste PCR ou autoteste feitos, certificado de recuperação ou certificado de administração da terceira dose da vacina há pelo menos 14 dias.

E vamos ter um perímetro adicional de segurança, um perímetro sanitário onde serão feitas as primeiras filtragens de pessoas. Só dentro do perímetro mais alargado é que estarão as pessoas comprovadamente negativas. Expressão. Deixo a recomendação aos adeptos para que venham cedo porque podem fazer a demonstração do teste fora desse perímetro e trocar por uma pulseira para entrarem de forma mais rápida. Nesta medida, todos os caminhos vão dar a Leiria, que é como quem diz à Taça da Liga. Todos os anos a Liga é criticada pelas dificuldades de calendário que a Allianz Cup provoca aos clubes de maior dimensão e pelo formato feito à medida dos chamados grandes. Como lida com essas críticas? As críticas entristecem-me um pouco porque há uma perceção errada. A lotação do recinto estará limitada a 20 mil pessoas (dos 24 mil lugares disponíveis) e, segundo a diretora executiva da Liga, neste momento, as vendas indicam meia lotação para o Benfica-Boavista, na terça-feira, enquanto para o Sporting-Santa Clara, na quarta-feira, a procura reflete ”um bocadinho menos do que isso”.

Esta é a 15. Vencendo nesta terça-feira o Boavista (19h45, SPTV), na meia-final da Taça da Liga, o Benfica vai voltar a uma final – com o impacto mental que daí advém – e vai, em caso de triunfo na competição, voltar a erguer um troféu, algo que não faz desde 2019, quando venceu a Supertaça.ª edição e há 19 clubes diferentes que chegaram às meias-finais, 10 finalistas diferentes e cinco vencedores diferentes. Em formatos de provas de eliminação pura a diferença é marginal. A perceção de formato feito à medida dos grandes é errónea. Ganhar esta competição permite que os jogadores que ainda não ganharam uma competição ao serviço do nosso clube verem a reacção dos adeptos”, explicou Nélson Veríssimo, apontando precisamente ao “balão” mental que os títulos dão – pelo menos, a curto prazo. Há um modelo que tem de ser feito porque tem de haver um equilíbrio no calendário desportivo.

Há uma grande assimetria no número de jogos entre equipas que participam nas provas europeias e as restantes. O Moreirense venceu a Taça da Liga em 2017, no Algarve Foto: Luís Forra/Lusa Na Allianz Cup há uma fase de grupos que me parece um modelo interessante porque a competição distribui receitas e um número mínimo garantido de jogos. “Conquistar a Taça da Liga não vai salvar a época. Para patrocinadores e para quem compra direitos audiovisuais é muito relevante. Nesta edição reduzimos a fase de grupos de quatro para três equipas e as que jogam nas provas europeias fizeram menos um jogo. E a maioria dos seus jogos nesta prova foram realizados fora do período em que estão em competição na fase de grupos das provas da UEFA. Para que tudo isto venha sequer a ser uma análise no futuro, o Benfica tem de superar um Boavista que Petit transformou no “rei do empate” (cinco em oito jogos deram divisão de pontos e sempre com 1-1) e que soma pontos há sete partidas.

Como irá ser encaixada a Allianz Cup no calendário de competições da nova época, atendendo ao facto de o Mundial realizar-se no inverno? Está estabelecido que a Liga irá parar, independentemente do apuramento de Portugal ou não para o Mundial . Vai haver uma interrupção de mais de um mês e meio em novembro e dezembro com impacto muito grande em termos competitivos nas equipas. Colocar nesse período a fase de grupos da Allianz Cup é uma possibilidade que está em cima da mesa. Nesse dia, na derrota por 2-0, o Boavista não teve sequer 40% de posse de bola, fez uns modestos dois remates à baliza, somou sete acções na área “leonina” (um valor bastante baixo, já que o Sporting teve quase 30) e o guarda-redes Alireza foi o herói ao impedir um desfecho mais dilatado. O número de selecionados para o Mundial não será altamente significativo e poderá ser uma boa solução para as equipas resolverem o problema da inatividade jogando grande parte da competição da Taça da Liga num formato transitório com grupos com um número mínimo de jogos garantido a todas as equipas durante aquele mês e meio que não têm competição e mantendo a"final four" nas datas habituais nos finais de janeiro. Estádio Municipal de Leiria é o placo da"final four" da Allianz Cup Foto: DR Leiria é um palco para manter a “final four” nos próximos anos? A Câmara de Leiria tem sido um parceiro extraordinário.

Temos um acordo de três anos pela frente. O Boavista mostrou, portanto, ser uma equipa muito capaz no pelouro das transições, algo que até pode influenciar as escolhas de Nélson Veríssimo – que estará sem Otamendi e Darwin, nas selecções nacionais. Termina em 2024. Depois disso logo veremos, quem sabe mantendo em território nacional ou exportando este modelo para além-fronteiras. Admite exportar a Taça da Liga para território asiático à semelhança do que está a fazer a Espanha com a Supertaça? É preciso recordar que um dos pilares de construção desta competição foi a angariação de receita e posterior distribuição pelos clubes com um mecanismo democrático entre os maiores e de menor dimensão. “Estamos preparados para os dois sistemas [do Benfica] e para não ter surpresas. A possibilidade de conseguirmos exportar o modelo numa lógica de incremento de receitas para serem distribuídas pelos clubes é algo que está evidentemente em cima da mesa.

O modelo da “final four”,de que fomos pioneiros, está a ser replicado em outras competições. A Supertaça de Espanha é um bom exemplo e com sucesso do ponta de vista comercial e financeiro no mercado do Médio Oriente. Começámos num 3-4-3, mas alterámos para um 4-3-3. Portanto, se houver esse potencial e esse interesse, e acreditamos que um dos pontos em que precisamos de apostar mais é a internacionalização das competições da Liga Portugal e dos seus clubes, iremos sempre espreitar essa oportunidade. Tópicos .